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Sábado, 11 de Outubro de 2008
COMPORTAMENTO
O bofe é sempre a bicha do outro
O tipo afeminado é abominado e o tipo macho é a procura do elo perdido para muitos gays, que procuram relacionamento amoroso ou apenas sexo
por Valmir Costa

arquivo O macho.

Paira no imaginário social a imagem do macho. Muitas vezes como estereótipo de jeitos brutos, que senta arreganhado, que coça o saco em público sem pudor, que cospe longe, que fale grosso e por aí vai. O Dicionário Houaiss, entre outras definições, diz que o macho é tudo “relativo a ou o próprio sexo masculino, com características próprias do homem, como energia, força, virilidade; másculo”. Mais do que as definições do que é ser macho é saber como estes conceitos são construídos no social. São as relações de gênero, que envolve o tipo masculino e o feminino e suas construções sociais a partir do sexo biológico.

Muito embora o gênero homossexual seja mais livre de convenções quanto ao tipo masculino, é exigido que gays tenham conduta e papel masculinos. É comum gays procurarem tipos masculinos, seja ele efeminado ou não. Apresentam-se em anúncios de sites de relacionamento como “machos”, “homens de verdade”, “sarados”. Procuram pessoas com características iguais e rejeitam os efeminados.

Alguns gays não fazem tal seleção. É o caso do estudante universitário Rafael, 21, de São Paulo. Ele é incisivo. “Gosto de homem e ponto! Para ele, o homem tem que ser seguro de si e que um gay efeminado pode lhe atrair. “Eu gosto de comer efeminado”, diz sem titubeio. “Eles me atraem sempre, mas sempre neste sentido”, diz. Para ele, afetivamente rolaria um namoro, pois, quando se trata de afetividade, é idiota fazer tal distinção. “Não namorar é um pseudo-preconceito”, diz. Rafael já namorou um efeminado por três meses quando tinha 18 anos e o namorado 23. “Eu sou machão quando estou comendo alguém. Pelo menos gosto de pensar assim”, ri.

Ele também não se vê como efeminado. “Acho que um hétero diria que pareço um hétero sensível, ou seja, um viado que foge do estereótipo, mas continua viado”. É ai que entra a questão de ser sensível. O tipo machão rejeita este adjetivo. Ele parece ir muito além da relação atividade/passividade e também do tipo que cria dele próprio. É o caso do ator Alexandre Frota, que já foi capas de revistas gays, já beijou homem, transou com travesti e ainda cultiva o tipo pitboy de ser, ou seja, o machão. Tem que ser o macho rude?

Sexualmente e afetivamente, Rafael diz que os dois tipos lhe atraem. No entanto, confessa que, quando o outro é másculo, sua vontade é de ser o passivo, mas sem ser uma conta exata. “Se estou bem envolvido, provavelmente serei versátil total”, afiança. O jornalista S.C., 30 anos, do Recife, não tem um tipo de gay que ele prefira. “Depende do dia”, diz. Mas se tiver um tipo físico especifico, ele arrisca um. “Corpo legal ou magrinho, branquinho, cabelo preto, que fale muito, que tenha autoconfiança e seja inteligente e me faça rir. Pronto?”, diz SC. Como se vê, o jornalista extrapola o tipo físico ao da personalidade. Quanto ao tipo “macho” de ser, ele afirma que é um tipo construído e que faz despertar confiança, que se admira ou algo assim.

Ele é gay? Nem parece... – Nesta história do ser gay e ter jeito de macho, muitos fazem comentários do tipo “ele é gay, mas não parece”. Isso já ocorreu e ocorre com Rafael. “Mas cada vez menos”, sorri. Para ele, as pessoas parecem querer elogiar com tal comentário. “Mas não me sinto elogiado de fato”, conta. Por sua vez, quando o assunto é o gay que se diz macho, vangloriando-se em detrimento dos outros gays, S.C. é pragmático. “Conheço gente assim. Eu acho sem criatividade. É pura ilusão isso. Se bem que sexo é pura ilusão”, comenta e gargalha.

Para Rafael, o que importa é o comportamento do gay. O que não lhe agrada são os gays preconceituosos que se acham héteros e bicha escandalosa que ''causa''. “Em outras palavras, gente sem educação e deselegante me broxa sempre”, comenta. No entanto, Rafael pára para questionar. “Não sei por que os gays associam todo tipo de afeminado ao tipo escandaloso? Acho porque são boçais mesmo”. Este tipo da bicha “fechativa” também é uma construção social do meio gay.

O brasilianista James Green, no livro Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX, faz um extenso levantamento da vivência homossexual no Brasil e aponta alguns estereótipos da década de 60, construídos e aceitos por muitos gays. Quando se assumiam, eles incorporavam trejeitos femininos na sua concepção de gênero. Estes eram chamados de “bonecas”. Por outro lado, ele aponta alguns “homens verdadeiros” ou “bofes”, que mantinham relações sexuais com as “bonecas”, postura viril e eram casados ou tinham namoradas. No entanto, estes não se consideravam gays.

Green avalia que dentro desse mundo de bofes e bonecas, a idéia de duas bichas praticando sexo era tão repugnante para as bonecas quanto era intensa a aversão da maioria da população ao comportamento homossexual em geral. Quando dois homens reconheciam que ambos eram homossexuais e queriam ter relações sexuais com o outro, isso era incompreensível para muitas “bonecas”. Esse modelo era um consenso dentro e fora do grupo homossexual daquela época.

Fora do Meio – Do reprimido, também nasceu a cultura gay quando a indústria de consumo e do entretenimento descobriu este filão. Antes era o mundo do gueto, da subcultura. Quem freqüentava o gueto, vivia às escuras. Com essa abertura de lugares de freqüência gay como bares e boates, a década de 90 criou a expressão “fora do meio”, mais numa relação de afirmação do “não ser efeminado ou de ser “macho”.

Muitos gays, para se tornarem mais machos, abominam o meio gay. “O que me irrita é esse pensamento de que há algum problema em freqüentar o meio”, esbraveja Rafael. Ele diz que tem um amigo que rejeita quem freqüente lugar gay, mas vai. “Quem é gay saca que ele é, mas ele acha que não”, conta. De acordo com Rafael, seu amigo adora um “teenzinho”. “A idéia do teen que ele está azarando nunca ter pisado numa balada gay dá uma idéia de uma coisa meio imaculada, sabe?”, diz

É nesta bipolaridade dentro/fora, másculo/efeminado, perto/longe que se constitui o mundo gay. Vai depender do lado de proximidade/distância que um vê o outro. A bicha é o “Eu” ou o amigo próximo a “mim”. No sentido de proximidade afetiva e sexual, o bofe sempre vai ser o “outro”. Tudo depende do lugar em que cada um se coloca. Se um gay tem um namorado, tal namorado vai ocupar a posição do “bofe” tanto para o namorado como para seus amigos. Já este namorado pode ser a bicha no seu núcleo de amizade. Resumindo: O bofe é sempre a bicha do outro, ainda que seja uma forma de brincadeira ou deboche.

Coisa de Mulherzinha? – Rafael conta que já foi chamado de “mulherzinha” na escola. “Mulherzinha era o menor dos xingamentos. Já apanhei na escola por ser gay”. Ele não sabe se tal agressão vinha do seu “jeito” de ser. “Acho que porque eu me isolava, era o primeiro da classe, nunca pegava menina nenhuma e nem demonstrava interesse em pegar. De certa forma, a minha postura era de quem se achava um palmo acima dos outros”, acha

Sobre esse suposto jeito de ser gay, Rafael concorda em um ponto. “Talvez alguma coisa no meu jeito me entregava”. Por outro lado, ele diz que na época da escola não tinha contato com isso que chamam de “mundo” ou “meio” gay. “Existe um jeito de ser gay, mas esse jeito de ser fica evidente mesmo quando o gay entra em contato com outros gays. Naquela época, não era o caso”.

Sobre o jeito viado de ser ele dispara. “Eu não sei bem que ''jeito'' é esse. Mas, com certeza, os meninos héteros da primeira série sacaram que eu era gay bem antes de mim”, gargalha. Para o psicólogo João Furtado, esta é uma construção social que permeia a infância que coloca os meninos em relação às meninas. É uma coisa da disputa. Geralmente, os meninos que na fase adulta, quando a sexualidade aflora, se orienta gay, na infância está mais próximo das meninas. “Isso causa certa inveja nos meninos, que procuram taxar tal pessoa de forma pejorativa. Chamar de gay é a primeira coisa”, observa.

Foi o que aconteceu com Rafael. Ele comenta que pode ser muito mais de um “jeito de ser” que vão além. “Eu só andava com as meninas porque me sentia mais à vontade com elas”, recorda. No entanto, ele diz não saber explicar o motivo. “Até porque hoje não tenho tantas amigas assim. Tenho mais amigos. Todos bibas”, sorri. De acordo com Furtado isso ocorre mais por uma questão de identificação e não de identidade. “Não que alguém na infância tenha a identidade feminina. Isso até pode acontecer, mas é a identificação com um grupo que não o oprime. Naquele grupo de meninas, o garoto gay se sente protegido”, esclarece o psicólogo.

Macho e músculo – Já o cientista brasileiro C. Commotion, 43, que mora na Austrália, é mais contundente quanto ao tipo de homem que gosta: dotado masculino. “Perdôo tudo se o pau for grande, menos sobrancelha tirada”, diz. Quanto a esse tipo de “macho” no meio gay ele diz que tudo passa pelos músculos. “Basicamente a macheza tem um erro associado que é o desenvolvimento de músculos. Macheza não é músculo e muito menos carão”. C. Commotion avalia o tipo “barbie” de ser. “Quanto mais bombado, mais macho e belo se sente”, dispara.

Isso já aconteceu com Rafael. Segundo ele, muitos caras diziam ter tipo macho. Mas eles eram tão machos quanto diziam ao vivo? “Geralmente só musculosos, mas com roupinhas de grife, perfume forte, CD da Cher no carro. Quase todos tinham alguma coisa no jeito que fazia meu ‘gaydar’ apitar horrores”, diz Rafael. Já C. Commotion coloca a masculinidade fora do estereótipo da beleza. “Acho a feiúra masculinizante”, conta. Quanto a esse tipo de busca de gays por um tipo “másculo”, ele é mais condescendente.

Segundo ele, o que muita gente busca é a ilusão de estar transando com um hétero. “Se não for ilusão, melhor ainda”, diz. Mas isso depende muito do terreno onde habita esse “macho”. É o que pensa C. Commotion. “Isso no campo do sexo, no campo afetivo tudo muda”, observa. Desde a teoria evolucionista de Darwin, que o homem vem se transformando. Porém, é o lado mais primitivo do homem que é valorizado. Algo contraditório. É fato! Inclusive entre os gays. C. Commotion é adepto ao lado primitivo do masculino, ainda que ele seja gay. “O mundo gay é a masculinidade levada ao extremo. 99,9% dos anúncios e perfis pedem por não afeminados”, observa.

divulgação Alexandre Frota cultiva o estereótipo machão de ser.

É para casar? – Certos tipos gays de ser ou não revela uma dualidade no pensamento de alguns. O primeiro deles é o “sexual” e o outro o “afetivo”. O sonho do príncipe encantado faz parte do imaginário. No entanto, no meio gay, ele parece ter que vir com esse bônus track, ou seja, o de ser macho. A afetividade e o conceito do gay querer sempre o cara com jeito de macho é o fato de muitos estarem sozinhos, ou seria outra coisa? Para o psicólogo João Furtado existe muito este tipo de ilusão.

Não apenas num tipo másculo de ser, mas de ser bonito, ter vida financeira estável, entre outras coisas. “Os que não têm estes requisitos são desprezados ou usados como objeto de desejo na realização sexual”, comenta. Para o cientista C. Commotion, a questão da solidão de forma ampla, que inclui os héteros e diz que todo mundo está sozinho porque o sexo é importante. Por outro lado, ele aponta o sexo como mais valia entre os gays. “No mundo gay, além de superimportante, é fácil. Então não se quer abandonar o prazer em grande quantidade para dividir a vida com alguém”, afirma.

C. Commotion tem um relacionamento estável e aberto há 10 anos com o seu companheiro. Para ele, o próximo passo na evolução é sacar que dividir a vida com alguém não significa acabar com a alegria da diversidade física. “Chega de imitar os casais héteros”, apregoa. Ele explica que, claro, deve ser combinado entre as partes e que esta é uma das formas de ser feliz. “No meu caso, tenho uma relação estável e não me sinto disponível para nada que não sejam alegria e diversão física fora da relação”, diz.

Quanto aos perfis dos sites de relacionamento nos quais os gays se descrevem como machos e descartam os efeminados, muitos já levaram mona por bofe. “Saindo do virtual, todo mundo é macho e afeminado. O importante é ser interessante. Isso no esquema de procurar alguém no sentido mais afetivo”, diz C. Commotion. Se for para sexo casual, ele é prático. “Se o lance for mais genital, tem muitos lugares onde as pessoas se escolhem e se divertem só pelo corpo. É só ter noção. Não procurar romance numa orgia, por exemplo”, aconselha.

* A pedido dos entrevistados, alguns nomes foram modificados nesta matéria.

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Comentários dos leitores (34)
Plínio18/08/2010 23:06
Plínio18/08/2010 23:06
Falou Falou e não concluiu nada!! ¬¬
Jorge28/07/2010 20:29
Jorge28/07/2010 20:29
Nunca li um texto tão ruim.
Anônimo07/07/2010 3:56
Anônimo07/07/2010 3:56
Incrível como existe tantas "subdivisões" no meio gay... Há um tempo atrás eu achava que não existisse um "par perfeito"... Existe essa diferença e preconceito contra os outros tipo... Eu sei que não sou um "quase hetero", mas nunca me forcei para ser mais feminino ou mais masculino... Pois queria encontrar uma pessoa que gostasse de mim como sou e pronto. E eu por incrível que pareça encontrei o que para mim seria o "principe encantado", ele age totalmente natural e é super seguro da sexualidade dele, parece um garoto comum, hetero, mas sem querer forçar nada. O que é ótimo é como as coisas do cotidiano e gostos acabaram se completando... Por exemplo: ele gosta de mimar e eu gosto de ser paparicado... Eu gosto de dormir deitado no peito dele e ele prefere assim também... Eu gosto de me preocupar com cabelo e essas coisas e ele já é bem desencanado. hehe Acho que Gays deviam esquecer essa de parceiros sexuais e procurarem alguém que lhes fizesse feliz por mais tempo. Beijos
para Rohem03/07/2010 22:52
para Rohem03/07/2010 22:52
Claro que não devemos lutar por direito nenhum!! Afinal pra que um homossexual iria por exemplo querer adotar uma criança se ele pode ter um cachorrinho neh?? Por que iria querer que seu companheiro pudesse ser seu dependete em plano de saúde se toda bixa é rica neh?? Por que iria querer ser respeitado como uma pessoa normal e poder ter atitudes normais em locais públicos se os gays tem seus becos, suas boates e suas saunas?? Por que iriam querer os mesmos direitos de um casal hétero se são umas bixas?? Não não, tsc tsc tsc. Vamos ficar todos olhando putaria na net e nos conformar com os nossos cantinhos...
André Luis Santos13/06/2010 0:05
André Luis Santos13/06/2010 0:05
Devemos respeitar a diversidade sexual e nos orgulharmos por sermos o que somos L ou G ou B ou T. Eu sou homem homossexual e masculino e gosto de homem homossexual e masculino. Curto ser ativo e passivo isso não me torna menos homem ou mais homem. Orgulho-me de ser gay e vou sempre às paradas gays e fui também à Marcha Nacional em Brasília. Não vejo razão em relacionamento se não for monogâmico. Não gosto de promiscuidade. Sou membro de uma igreja gay cristã e acho que falta no meio gay atitude para ser o que é todo os dias do ano e não só no dia das paradas. Temos que atuar no âmbito micro e macro para as coisas mudarem. Essa é minha escolha. Cada um faça as suas. andreluis.santos@gmail.com
Mirela30/05/2010 3:56
Mirela30/05/2010 3:56
Só uma correção: Homossexual é uma pessoa que tem atração por pessoas do mesmo sexo, seja homem ou mulher. Muitos se referem a homossexual, somente ao sexo masculino, mais esse termo é aplicado também as mulheres lésbicas.
Rohem24/10/2009 7:41
Rohem24/10/2009 7:41
O texto nos faz ser críticos/reflexivos acerca dos estereópicos gays, uma vez que o caminho é aceitar o outro com suas particularidades. Em contrapartida, acho desnecessário algumas reinvidicações que o mundo gay promove, mostrando-se segregados como se estivessem em uma marcha dos sem-terras... Ora! Somos independentes! Estruturados financeiramente em maioria! Escolarizados! E no entanto, não precisamos chamar atenção para algo que queiramos alcançar... Ninguém deixa de ter um relacionamento porque o governo não aprova o casamento gay; nenhum gay omite suas preferências no outro; então, não entendo o porquê de tanta polêmica se o mais importante é ter opinião e situar-se ao meio, vivendo com decência para que o respeito seja mútuo nesta sociedade heterogênea, ao qual precisamos para sobreviver. Acredito que partindo por ai, estaremos sempre com a alta-estima em alta e o coração aberto para sermos felizes! E o meu coração está aberto hein! Afinal, navegar é preciso, rsrsrs... rohem_rj@hotmail.com
TOMY23/10/2009 12:48
TOMY23/10/2009 12:48
Bom! acho que primeiro de tudo temos que respeitar as pessoas do jeito que elas são, se são gordas, magras, altas, pois do que adianta criar um dia do "orgulho Gay" se no meio da comunidade há preconceito velado?!, razão pela qual sou contra a "Parada Gay".
MACHO19/10/2009 23:33
MACHO19/10/2009 23:33
B L Á B L Á B L Á
Roberto30/09/2009 1:38
Roberto30/09/2009 1:38
Muito boa a matéria...ao mesmo tempo desoladora, sinto como se fosse um enigma sem soluçao...jah namorei tipo mais serio umas tres vezes, agora to sozinho há um tempao...nao sou contra nada nem contra ninguem, mas eh fato que tenho atraçao por caras mais masculos do que eu; isso nao significa que eu nao me curta, pelo contrario, nao tenho problema de autoestima, apenas curto a ideia de algo complementar e nao igual a mim...dai a estoria se esgota muito rapido ...a forma de cada um ser gay pode e deve ser respeitada, o que sinto apenas eh que falta a contrapartida no mundo...se, de fato, existem caras nao femininos que tb curtem homem, eles devem ser em muito menor quantidade do que os outros...isso gera uma expectativa que nunca se concretiza, frustrante...enfim, uma merda...nao quero me relacionar com o igual, mas com o complementar...
Dri Kaitamam13/08/2009 1:10
Dri Kaitamam13/08/2009 1:10
A solenidade de ser gay ou homem basta-se pela sociedade ver a gente como gays afeminados pelo fato de que mulher do sexo oposto gosta de homens, isto criou por base o logotipo de que homens gays se espelhassem sexo oposto por ambas as partes, mais não e a sociedade o grande poder pelo homo fobia, pela prepotência são entre muito ai que não se dão ao respeito nenhum e a gente que leva a culpa por estes comportamentos inúteis, texto muito bem escrito demonstra o que e ser gay demonstrando que você pode sim ser homem macho. Tipo eu sou gay afeminado dependendo de que ocasião, mais também sou homem mesmo não se importando com as opiniões publicas e o que a sociedade x política x religião falem de mim não vou mudar minha maneira de ser e pensar por criticas ao meio que resolvi viver claro que ninguém tem nada a ver com a vida de ninguém, mais uma coisa eu digo quer ser reconhecido com dignidade e respeito, mesmo sendo gays e não depravados sejam homens assumem esta realidade, o fato em si que demonstra que “o armário” seria um grande saído para você claro quer não por medo de enfrentar ser assumido não e gritar para o mundo que vc e gay, ser gay e poder viver msm não querendo e vier preconceito sempre vai existir só não quero que a depravação de alguns individuas não desperta mal olhado para nos que tentamos nos reerguer diante de uma sociedade não muito perfeita.
Emerson10/08/2009 19:29
Emerson10/08/2009 19:29
Achei o texto muito legal, aborda a coisa como ela é realmete e como os gays gostam de viver "uma grande ilusão". Sou gay e sei que tudo isso acontece.O texto é bem claro. É uma pena que "nós" não acordamos pra vida.
Antônio09/08/2009 12:34
Antônio09/08/2009 12:34
Esse mundo gay é uma falsidade do começo ao fim. Aparecem pessoas que se dizem gay em uma festa gls e depois nunca mais aparecem. E os bombadão/bonitão então,se acham o gostosão, pegam a mulherada e quando encontra com outro biotipo faz um 69 legal.
José de Mattos/SP09/08/2009 9:47
José de Mattos/SP09/08/2009 9:47
Excelente o texto, me identifiquei ( e acho que a maioria também ) em vários momentos. O preconceito existe inclusive dentro do meio gay: ursos x drags x montadas x bofes x barbies e por aí vai... Eu mesmo já senti na pele esse lance de preconceito de gay pra gay, sinto que da parte da maioria, é obrigatório ser efeminado, ou falar gírias gays quando se é gay e não é por aí. É difícil para o próprio gay( efeminados na maioria) aceitar que é possível ser gay sendo masculino. Sou gay, casado, nossas famílias sabem, nossos amigos héteros tb, nos enquadramos no tipo: ele são gays ? nem parecem ! e inclusive já fui do tipo que casa com mulher mas fica com homem tb... Acredito que muitos de nós, nos escondamos atrás de um casamento, ou uma falsa vida "hétero" com medo de sermos taxados de viados(no sentido de ser efeminado) ou de perdermos o respeito dos outros homens(héterossexuais) por causa da condição sexual. Hoje sei que só depende da nossa postura enquanto homens, dando respeito, sendo bons cidadãos e seres humanos, que seremos reconhecidos pela sociedade como gays , mas acima de tudo : HOMENS COM H. Ainda faltam bons exemplos, mas estamos evoluindo.E a propósito, já passou da hora de mudarmos o nome de Parada do Orgulho Gay para Carnaval Gay. Agradeço a Deus todos os dias por ser gay e homem, mas, onde já se viu pedir respeito mostrando os peitos, rebolando feito loucas ou fazendo sexo na rua?
E.L.M.31/07/2009 13:36
E.L.M.31/07/2009 13:36
Me identifiquei com muitas coisas do texto. Não tenho atração por efeminados, por exemplo, isso faz com que eu broxe totalmente. Se bem que já fiquei com alguns, que conseguiram reverter essa situação ehehehh!!! Tem muito homem aparentemente MACHO que na cama é uma boneca . Eu costumo dizer que não gosto de homem, mas de HOMEM. Vcs acham que existe diferença entre gostar de HOMEM e gostar de MACHO?
Eddy11/07/2009 14:36
Eddy11/07/2009 14:36
Achei interessante a reportagem. E me vejo na condição de leitor dar minha opinião. Os conceitos vem mudando muito, por exemplo, entre meus amigos gays vejo uma grande quantidade deles tentando mudar fisicamente, malhando, tentendo transformarem seus corpos magros em corpos tidos como másculos (malhados/bombados), como se isso fizesse com que mudassem seus modos de ser/agir em relação a sua sexualidade. Cada um tem que respeitar o "outro", se vc sente-se bem mais afeminado, e ou macho, nao importa, o que importa é que vivemos nos construindo socialmente, e se vc se sente bem, qualquer forma de viver é válida... Por isso, respeito acima de qualquer coisa. Vamos refletir.
deigo02/07/2009 18:10
deigo02/07/2009 18:10
a meu cu
Publicitario Pantaneiro16/06/2009 21:18
Publicitario Pantaneiro16/06/2009 21:18
Tenho 25 anos, e me considero Bisexual, muitas pessoas me junlgam por assumir isso, muitas delas dizem que nao quero assumir minha homosexualidade, sou homo quando estou com homem e hetero qdo estou com mulher, gosto dos dois, sempre gostei, nao me acho afeminado, sou discreto, gosto de ser discreto, nao preciso dizer ao mundo inteiro que sou viado ou coisa assim, mais sou muito bem resolvido, nao tenho problemas com isso, mais digo que ficar com homems é muito bom, gosto muito, sou versatil, qdo estou com um cara, gosto que seja assim, nao gosto de ser só..passivo ou só..ativo, tem que existir uma troca, um lance onde consigamos nos realizar como pessoas e no sexo!!! ^^
marco antonio14/06/2009 19:53
marco antonio14/06/2009 19:53
Toda essa parafernália de argumentos para justificar aquilo que eu chamo de MEDO! Pura INSEGURANÇA! O mesmo acontece com certos negros que dizem "sou moreno",ou mesmo pessoas de estatura baixa que DETESTAM algum comentário que as-identifiquem com essa característica...entre outras coisas... A vida seria uma MERDA se todos fôssemos iguais, com os mesmos tamanhos, cor de pele,postura, expressões e por aí afora! VIVA A DIFERENÇA!!!
Moto boy 06/06/2009 4:25
Moto boy 06/06/2009 4:25
A verdade que a maioria dos Homossexuais são ou acabam ficando afeminados. Não entendo a relação entre gostar de homem e virar uma quase menina... Sempre curti homem.. Sou passivo, mais aos 29 anos não sou o tipo que vai encontrar na rua e sacar que sou gay, e não é por uma questão de vergonha ou medo.. Sou assim.. E não sinto nenhuma atração por um cara que seja afeminado.. Sou muito bem resolvido.. Às vezes fico meio frustrado de não encontrar alguém como eu.. Sem querer ofender ninguém mais qual o objetivo de tratar no feminino? Usar palavras como mona... Bofe... A definição de Homossexual é homem que gosta de homem.. Aproveitando acho uma tremenda palhaçada a Parada Gay.. Vai um monte de loko La.. Pra pular se vestir de mulher e ou rebolar... Não vejo onde estamos lutando pelos direitos.. E conquistando o respeito.. Na verdade a imagem que se passa é que são tem depravado.. Por isso há alguns anos que não vou... Acho que reivindicamos coisas diferentes... Mais, como sempre digo cada um na sua.. Eu não pago as contas de ninguém e ninguém paga as minhas.. Então acho que tenho o direito de ser Homossexual e não gostar das atitudes de quem age com atitudes femininas....
Tá boa!14/05/2009 19:57
Tá boa!14/05/2009 19:57
Não é de hoje isso, heim? E quando aparecem AVENTUREIROS SEXUAIS sexuais no meio, sejam ativos ou versáteis, beijam na boca de todos e algo mais no final da night e voltam para suas vidas "heterosexuais"como se nada tivesse acontecido. Gays sejam assumidos e discretos mesmo são poucos.
Luiz05/05/2009 22:33
Luiz05/05/2009 22:33
Reportagem bem legal. Eu sou bem esclarecido e separo bem as coisas. Não me atraio por afeminados nem por quem frequenta o meio. Não é intolerância. Não é preconceito. É uma opção que fiz pra mim e é assim que gosto que sejam os caras pelos quais me atraio. É bem simples, esse "filtro" se refere a relacionamentos. Tenho amigos viadinhos, é outra historia.
Prefiro não comentar03/05/2009 23:23
Prefiro não comentar03/05/2009 23:23
Texto excelente, parabéns. É a primeria vez q visito o site e comc erteza voltarei amis vezes. Bem tocando no tema discutido, eu me ví várias vezes no texto. Porque estou sempre a procura de um cara "MACHO". Desde a minha primeira vez (a um ano atraz) eu transo com um cara q se diz hétero, ele é casado e diz q eu sou o único homem com quem ele se relaciona! Ele adora fazer sexo, mas não suporta carinhos e tratamentos mais doces da minha parte. E eu fico me perguntando o q ele realmente é, já q é louco por mulheres e transa comigo, e se quer aceita q eu o rotule como bissexual!Ha, e eu não soua feminado. Não sou assumido, mas sou o tipo: "Ele é gay? Nem parece..."
Roger23/04/2009 21:02
Roger23/04/2009 21:02
Realmente o texto é muito bom! Tem muitas coisas que foram escritas ali que parece que fui eu quem disse...
DouguinhO23/04/2009 0:08
DouguinhO23/04/2009 0:08
Mais uma entrevista de se parar, ler e refeltir! Excelente texto, argumentos, desenvolvimento e conclusão, tenho certeza que muitos que leram esta reportagem colocaram a mão na consiência e se identificaram com alguns parágrafos escritos.Sem dúvida há um preconceito em nosso próprio meio, agora como combater o preconceito á homosexualidade sendo que o preconceito entre nós ainda existe??!Que vivamos mais em busca do amor, da paz , do que em certos tipos de esteriótipos... Parabéns mundo mais pela bela reportagem! Ps:Felipe IMPCRISIA se escreve com "H"...kkk!
LeosorryXD12/04/2009 22:21
LeosorryXD12/04/2009 22:21
Muito bom esse texto,nesse nosso complicado mundo paralelo.Mas na minha concepção o que falta a alguns é um pouco de amor próprio e como mencionaram rola muita inveja no mundo gls,há pessoas maravilhosas que conheço mas pessoas assim são raras até mesmo amizade é complicao de si fazer.Pq quando o suposto amigo arruma um namorado entra o tal do ciúme...é um mundo solitário.Mas ao mesmo tempo mágico principalmente quando se encontra algúem que é verdadeiro mas pra ser verdadeiro tem que estar preparado pra algumas verdades amargas tbm.Pena não vir um manual dizendo com ser gay nos dias de hoje seria ótimo...srsr
Felipe11/03/2009 20:33
Felipe11/03/2009 20:33
Realmente o mundo e ipocrita e os gays tmbem.... !!!É a vida!!! Viva a diversidade.............
Visitante11/03/2009 2:41
Visitante11/03/2009 2:41
Nossa......quem é esse Rafael rs...... Bom, texto excelente,.....parabéns pra quem o escreveu!
Valmir - leitor15/02/2009 1:23
Valmir - leitor15/02/2009 1:23
Desculpa, esqueci que o autor da matéria também é Valmir!
Valmir15/02/2009 1:21
Valmir15/02/2009 1:21
Gente, gay complicas as coisas desde que nasce, já vem cria a idéia de rejeição pro resto da vida. Infelizmente a gente só descobre nosso potencial como pessoa depois de muita autoanálise e porradas da vida. Tudo que foi comentado no texto acima, é comum a grande maioria dos gays, mas enquanto as pessoas não decidirem assumir pra si mesmas quem elas são de fato, nunca encontrarão a felicidade, o respeito dos outros e nem dominarão a carencia eterna. Hoje não sinto a minima vontade de ficar com um desconhecido por causo do corpo dele, e nem me interessa ficar com alguem por simples tesão, tenho um namorado meio complicadinho, mas depois de 4 anos não vejo porque apressar as coisas, o que vale é conquista o caração de quem se ama, e não uma simples aventura. Não gosto do mundo gay porque nele percebi muita inveja, fofoca e falta de respeito com sigo e com os outros, espero que um dia as pessoas saiam dessa coisa de parada gay sem objetivos para falar sobre sexualidade com seriedade, parabéns pela matéria e um grande abraço!
Anderson23/11/2008 11:12
Anderson23/11/2008 11:12
O relacionamento gay é complicado mesmo no quesito monogamia. Faz parte da natureza do sexo masculino espalhar os seus genes, e conseqüentemente ter relações com o maior número possível de pessoas. Portanto, já é complicado quando se tem um homem e uma mulher num relacionamento, imaginem então quando existem dois homens!
Bernardo Silva 22/11/2008 18:04
Bernardo Silva 22/11/2008 18:04
Gostei mto do seu home especial Comportamento e fiquei fascinado com o que li. Em realidade e no meu percurso de vida, encontrei mutos personagens descritos.Na minha opinião, todos temos um pouco de macho, de bicha e de gay very importante people, só precisamos é saber usar o personagem certo na hora certa. Na relação firme, claro a feromona tb tem uma plavra a dizer e aí é um Deus nos acuda....não existe tipificação.... Muito obrigado Valmir Costa
Eduardo Sena16/11/2008 21:18
Eduardo Sena16/11/2008 21:18
Valmir, Parabéns pela reportagem. Muito delicada, real e densa. Parabéns pelo site também. Continue nessa linha. Sucesso!!
Paulo Cesar16/11/2008 0:15
Paulo Cesar16/11/2008 0:15
Valmir, com certeza, esse tópico de suas pesquisas é o que eu mais curto. Confesso que me faz conhecer melhor não só "os gays", esse mundo colorido por vezes tão obscuro, mas nos ajuda a nos conhecer melhor a nós mesmos. Afinal, quem não acaba se "enquadrando" nesta vida? Parabéns!
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