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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
PSICÓLOGA MISSIONÁRIA
Ação contra
ABGLT pede ação do Ministério Público contra Rozângela Justino por descumprir censura do CFP
por Redação MundoMais

ReproduçãoRozângela apareceu de peruca e mascarada no CFP e na Veja

CURITIBA – A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) encaminhou ontem, 12, documento ao Ministério Público do Rio de Janeiro para que mova uma ação civil pública contra a psicóloga missionária Rozângela Alves Justino.

O pedido da ação – enviado ao procurador-geral de Justiça Cláudio Soares Lopes – diz respeito à entrevista intitulada Homossexuais Podem Mudar, que a psicóloga missionária concedeu à revista Veja (edição 2.125, de 12 de agosto) com caráter homofóbico.

Sendo assim, como Rozângela foi censurada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), no último dia 31, não poderia se pronunciar sobre a conversão de homossexuais para a heterossexualidade.

No documento, o presidente da ABGLT Toni Reis diz que a psicóloga missionária “publicizou” a homofobia, ou seja, pronunciou-se contrariamente ao que reza a Resolução 99/01 do CFP, que proíbe que quaisquer psicólogos prometam a “cura” da homossexualidade por não se tratar de um distúrbio ou uma patologia.

Repúdio – Segundo Toni Reis, Rozângela trata a histórica militância LGBT brasileira – reconhecida nacional e internacionalmente – com repúdio. “Na entrevista supramencionada esta profissional faz a não cordial e ofensiva analogia entre o nazismo e a militância de LGBT”, justifica Reis. Na entrevista, a psicóloga missionária diz que “O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de desconstrução social estudam o nazismo, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial”.

Com tal posicionamento, segundo Reis, Rozângela Alves Justino vem fomentar o ódio e a repulsa ao movimento LGBT, que “hodiernamente, já convive em uma sociedade heteronormativa que os (as) consideram anormais. “Não parece razoável que ainda nos dias de hoje possam existir tais posicionamentos ideológicos que lesem de forma tão acentuada parte da população que apenas reivindica a igualdade de direitos, com urbanidade e sem recorrer a medidas ilegais, conforme nos prova a civilidade que o movimento transparece em todos seus atos públicos”, diz o documento

Depois das exposições, o presidente da ABGLT se baseia no Artigo 129, Inciso III da Constituição Federal, que prevê como funções do Ministério Público “promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. Além do presidente da ABGLT, assina o documento o advogado do Centro de Referência João Antônio Mascarenhas – OAB/PR Mario Lopes da Silva Netto.

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Comentários dos leitores (9)
Bambam20/08/2009 22:35
Bambam20/08/2009 22:35
A mesma ciência que diz ainda não ter encontrado cura para a Aids, afirma que não tem condições de sustentar que a homossexualidade é doença. Ao contrário, esta mesma ciência afirma ecomprova que as terapias que dizem transformar homossexuais em heterossexuais podem e tem causados muitos danos as pessoas que a elas se submetem. Este fato é mais que suficiente para contestar a opinião daqueles que tentam defender a postura desta senhora. O que esta senhora faz poderia ser comparado ao surgimento de um profissonal atentedesse pacientes com Aids prometendo curá-los. E aí , deveriamos neste caso defender o impostor dizendo que se trata de "vertente de trabalho diferente", direito de opinião diferente? - Não se iludam: a patrica desta senhora é uma coisa fora de senso., é criminosa e enganosa. Esta senhora se aproveita das pessoas que entram em depressão e angústia não apenas por serem homossexuais, mas pelas duras penas que este fato acarreta em suas vidas. Desde cedo homossexuais são vítimas de piadinhas, de preconceitos de todos os tipos, inclusive daqueles que deveriam amá-los - a família. Quando um homossexual não apresenta os estereótipos comuns e não se assume, está livres para ouvir preconceitos de familiares e amigos, pois estes sentem-se a vontade para destilar o ódio e o preconceito e aprenderam a ter contra gays e muitas vezes nem sabem que "giletando" o filho, o irmão, o amigo, etc. .
Ana Carla Moura Donadio20/08/2009 10:39
Ana Carla Moura Donadio20/08/2009 10:39
Eu, como psicóloga, me sinto lesada pela declaração da "colega", que incorre no maior erro que é associar a psicologia a conceitos não científicos, ferindo profundamente esta categoria profissional e retrocedendo sobre os esforços que nós temos desempenhado seriamente na conquista de respeitabilidade à nossa atuação.
rick20/08/2009 3:18
rick20/08/2009 3:18
vejo que com essa atitude, a referida pessoa angariou para si muita publicidade. Há inclusive um blog no qual ela recebe apoio de várias pessoas que enxergam nela uma evangelista. Mas está certo a mídia, por outro lado, com toda essa questão se levantou a questão de que a homossexualidade não é mais doença. Acho que essa pessoa no mínimo é uma desinformada e também, como muitos, acredita que é mais santa que toda a sociedade ao seu redor.Desprezo-a e isso é o máximo que dedico a essa tão ínfima mulher!
Jr.19/08/2009 13:22
Jr.19/08/2009 13:22
Rozangela precisa de um tratamento urgente. Sugestão: Uma boa p. ou b. resolve
Thiago18/08/2009 21:39
Thiago18/08/2009 21:39
Retrógrada, insensível e tudo mais é o que estão chamando a profissional. Convenhamos, por que as pessoas não tem o direito de expressar a sua opnião? Ou ainda ter vertentes de trabalho diferentes? Analisemos uma das perguntas (e tb a resposta) da entrevista: Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo? Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia a outros colegas. Logo, vemos que ela ESCOLHE a quem vai atender e os pacientes a ESCOLHEM também. Se você não tem problema com a sua homossexualidade, não irá procurá-la pra debater isso, bem como a tantos outros profissionais (sim, profissionais) que o fazem. Reparem que eu fiz questão de salientar a palavra escolha e escolhem. Acontece que, a militância gay não quer fornecer opção de ESCOLHA às pessoas. Dizem que quem é a contra a homossexualidade é fanático, que não tem personalidade ou não pensa. Já eu penso o oposto. A militância quer que não pensemos, mas sim, que todos tenham a mesma linha de raciocínio ou então que todos cedam ao pensamento de alguns poucos. Querem liberdade? Vivam-na e não apenas preguem. Aproveitem a parada gay para protestar, não para marcar encontros e etc. Obrigado pelo espaço.
Lucas16/08/2009 1:46
Lucas16/08/2009 1:46
Acho que a jornalista da Veja soube conduzir a entrevista de forma a fazer a mulher parecer exatamente o que ela é: uma retrógrada. Se fizerem um abaixo-assinado contra ela, eu assino na hora.
Nereu15/08/2009 16:43
Nereu15/08/2009 16:43
Proponho o seguinte para essa senhora: Durante seis meses ela tenta me converter... se não conseguir ela dá um tiro na própria cabeça.... nos livrando de seu ódio... e pequenez humana!
Paulo Pereira15/08/2009 11:45
Paulo Pereira15/08/2009 11:45
A senhora psicóloga está de olho num mercado econômico promissor. Se as igrejas e a sociedade dizem que os gays são doentes, eles vão procurá-la para tratamento. Quanto custa um tratamento desse? Daí, ja víram a lógica do sistema? Lucro na certa para essa espertalhona!
Paulo Cesar14/08/2009 15:29
Paulo Cesar14/08/2009 15:29
Li a matéria. Acho que a Veja entrou no jogo quando se submeteu a fazê-la. E Rozângela já deveria ter sido punida assim que encerrou a entrevista.
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