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Pioneiras

10 séries que marcaram grandes revoluções na representação LGBT.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 09 de Abril de 2018

O passo da representatividade quase sempre acontece em um ritmo mais lento do que gostaríamos – em termos de representatividade LGBT, isso é especialmente verdade por causa do enorme estigma que ainda existe sobre essa população.

Confira séries pioneiras que, nos últimos 40 e tantos anos, ousaram colocar personagens e histórias LGBT em evidência:

MEDICAL CENTER (1975) | Um pouco esquecida hoje em dia, essa célebre série médica foi Plantão Médico décadas antes de Plantão Médico sequer existir na cabeça de Michael Crichton. No episódio “The Fourth Sex”, de 1975 (a série foi exibida entre 1969 e 1976), o ator Robert Reed (recém-saído de The Brady Bunch) interpretava uma mulher transgênero, que também vinha a ser uma médica, passando pela transição de gênero. Reed ganhou indicação ao Emmy pelo papel.

SOAP (1977-1981) | Embora não tenha sido nenhum fenômeno da audiência em sua época, Soap se mostrou influente, um clássico cult, com o passar dos anos. Aparecendo em 76 dos 88 episódios exibidos, Billy Crystal teve a honra de se tornar o primeiro ator a interpretar um personagem regular gay na TV americana, na pele de Jodie Dallas. Jodie também experimentou com sua identidade de gênero durante a série.

ROC (1991-1994) | Se você achou que o primeiro casamento gay da TV ocorreu em Ellen, Friends ou Will & Grace (todas essas séries aparecem mais à frente), se enganou. A sitcom Roc, estrelada por Charles S. Dutton (Alien 3) exibiu um casamento homossexual antes de todas elas, em 1991, durante sua primeira temporada. Na trama do episódio, o personagem título descobre que seu tio é gay e vai se casar – embora tenha preconceitos antigos, Roc aprende no decorrer do episódio a “se sentir confortável com o seu próprio desconforto”.

L.A. LAW (1991) | De forma similar, o primeiro beijo lésbico da TV não foi exatamente onde você esperava – o procedural de advocacia L.A. Law, que ficou no ar entre 1986 e 1994, quebrou essa barreira em um episódio da quinta temporada, em 1991. O beijo aconteceu entre C.J. Lamb (Amanda Donohoe) e Abby Perkins (Michele Greene), e infelizmente fez parte de uma trama duvidosa – Abby era heterossexual, e o momento foi apenas um impulso de C.J.

FRIENDS (1996) | É bem verdade que, mesmo cinco anos depois de L.A. Law, a sitcom Friends não ousou mostrar um beijo entre Carol, ex-esposa de Ross, e Susan. Mesmo assim, a série tem a distinção curiosa de mostrar o primeiro casamento lésbico da TV americana – e, para dar o devido crédito, Friends nunca fez parecer que a homossexualidade de Carol era um traço negativo ou que a culpabilizasse pela separação.

ELLEN (1994-1998) | Pode ser que a sitcom de Ellen DeGeneres tenha perdido patrocinadores e sido cancelada pouco depois do episódio em que a personagem título se assumia gay, mas Ellen abriu um caminho que não tinha mais volta como a primeira protagonista lésbica da TV americana. A volta por cima da atriz, que virou a apresentadora mais bem-sucedida dos EUA, só prova que ela estava do lado certo da história.

WILL & GRACE (1998-) |Não é coincidência que, no mesmo ano em que Ellen foi cancelada, a NBC estreou Will & Grace, uma sitcom verdadeiramente história por encarar temas LGBT de frente desde o seu começo. A trama sobre dois homens gays e duas mulheres heterossexuais que se tornam amigos inseparáveis durou oito temporadas, até 2006, fazendo sucesso sem precedentes para uma trama LGBT. Will & Grace ainda retornou em 2017, para a alegria dos fãs.

QUEER AS FOLK(2000-2005) | Nada de HBO – o canal a cabo que empurrou a representação LGBT para outro nível nos anos 2000 foi a Showtime, que refez a série Queer as Folk (1999-2000), da TV britânica, para o público americano. Na trama que durou cinco temporadas e 83 episódios acompanhávamos a vida de um grupo de amigos gays em Pittsburgh (EUA). A primeira cena de sexo gay da TV aconteceu aqui.

THE L WORD (2004-2009) |Não satisfeita, a Showtime continuou provando por A+B que era uma campeã da representação LGBT com The L Word, que exibiu seis temporadas e 70 episódios. Foi a primeira série a colocar mulheres lésbicas no centro dos holofotes e a abordar especificamente questões relacionadas com essa parcela da sociedade.

TRANSPARENT (2014-) | É verdade que a reputação de Transparent sofreu com as acusações de assédio sexual contra o astro Jeffrey Tambor, mas levamos fé que o incrível elenco de coadjuvantes da trama conseguirá levar adiante, a partir da vindoura quinta temporada, essa série que tanto significou por finalmente colocar sob os holofotes do protagonismo as experiências de pessoas transgênero.

13-04-2018 às 10:32 Adriano
Ninguem ensina nada a ninguem...orientaçao sexual e identidade de gênero é um processo individual...quem é é e quem não é nao é...simples assim...cada um no seu quadrado e dando valor a quem lhes representa,o que as series acima fizeram muito bem...e ponto...
11-04-2018 às 08:19 MR
Jorge Jorge... “Em tempos que o homem está sendo ensinado a ter vergonha de gostar de mulher†... Essa é a sua interpretação, exclusivamente sua! O caso do presidente americano não está sendo polêmico por ele ter transado com uma mulher (como você a chamou “Putaâ€) e sim porque ao saber que esse fato seria algo negativo para a sua imagem, “comprou o silêncio da mesma, ameaçado a, inclusiveâ€. Mas siga sua interpretação.
09-04-2018 às 22:35 Jorge Jorge
Que doentes os tempos que atravessamos. Donald Trump relacionou-se sexualmente com Stormy Daniels, uma atriz pornô. Isso foi em 2006. Agora, a senhora Daniels houve por bem denunciá-lo por assédio. E o mundo, claro, escandalizou-se. Não foi uma revelação de que Trump tenha usado idosos para rituais satânicos. Tampouco teria o atual presidente americano praticado pedofilia ou zoofilia. Muito menos ordenou ou obrigou que uma de suas namoradas praticasse aborto. A acusação, a gravíssima acusação, que paira sobre Trump é a seguinte: ele fodeu uma puta. Sim, fodeu uma puta. Fodeu, pagou, deu-lhe joias, levou-lhe aos melhores lugares. Por certto, chupou sua xoxota, foi chupado por ela. Sim, isso é muito grave. Em tempos tão idiotas, em que o homem está sendo ensinado a ter vergonha de gostar de mulher, um absurdo ridículo desses acha seus palhaços defensores. E este site está cheio desse tipo de palhaço.