Babando de saudade

Conto inspirado em acontecimentos reais. Foi quando o encontrei de novo na rua um dia.

por Cácio P.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2020

I

Eu caminhava na rua daquela cidade cinza e sem graça. Mais um dia de rotina, frustrações e mentiras. A calçada estava deserta, até que C. apareceu de longe. Ele acabara de virar a esquina e caminhava na mesma calçada que eu, vindo em minha direção.

Ao vê-lo, vieram as memórias das duas noites em que viajamos por horas sem sair da cama. Fazia tempo que a gente não se via, talvez por isso que as memórias daquelas noites de sexo forte e ininterrupto me tomaram por inteiro.

Não foram três passos até o meu pau ficar completamente duro. Puxei a camisa pra disfarçar o volume e segui em sua direção.

Quando seu rosto ficou mais claro, notei o sorriso de canto de boca. Aquele sorriso de quem compartilha segredos de luxúria e prazer.

Já na minha frente, C. agiu com sua desfaçatez e sensualidade peculiares.

— E aí, rapaz? Quanto tempo, hein?

— A vida não tá fácil. Muita correria.

— Entendi... Mas não esqueça dos amigos não, pô.

Nessa hora, de um jeito sério, resolveu me passar uma mensagem através de um gesto. C. me abraçou rapidamente, como um amigo que não quer abrir mão do seu jeito hétero, e eu entendi a sua mensagem quando senti o pau latejando contra a minha coxa. Era um convite.

— Tô com saudade — disse ele sussurrando rápido no meu ouvido.

— Bora marcar algo, velho. Por o papo em dia — disse eu logo após soltá-lo.

Nesse segundo um calafrio já tinha percorrido toda a minha coluna e se perdia entre as pernas. Como a energia de um raio se perdendo na terra.

— Hoje à noite eu tô em casa. Aparece lá - disse ele levando a mão ao bolso. Meus olhos acompanharam o movimento e pousaram no pau querendo estourar a calça jeans. O meu olhar aguçado notou uma leve mancha úmida, que ele cobriu com a camisa e falou, disparando um novo calafrio em mim:

— Olha o que você faz comigo. Vê se não me dá bolo outra vez.

Eu ri pra dar vazão a todo o tesão que já me fazia tremer por dentro.

— Dessa vez eu vou.

— Massa. Quando tiver indo me avise.

II

Não consegui trabalhar direito. Volta e meia eu lembrava daquela cena recente e meu pau crescia enquanto o já conhecido calafrio me acendia por dentro.

Em casa, aparei os pelos e me preparei pra tudo que pudesse rolar naquela noite.

Mandei uma mensagem dizendo que estava indo. C. me pediu pra comprar camisinha na farmácia. Eu estava levando as minhas, mas ainda assim teria que passar na farmácia. Ele preferia uma específica.

Chamei um mototáxi, passei na farmácia e segui pra casa dele.

III

Subindo as escadas, percebi que o ambiente estava à meia luz, com luminárias espalhadas por toda casa, limpa e bem arrumada. Ele estava tranquilo e paciente, algo que espero de um homem com seus 40 anos. Fiquei admirando aquela forma pouco afoita de levar tudo.

Eu estava um pouco nervoso, pois diferentemente dele, já o teria empurrado contra a parede, mas... Foi bom, pois assim eu olhei com calma pra seus cabelos loiros, olhos claros e corpo do jeito que eu gosto: normal. Ele mantém os pelos maiores, diferente de mim. Gosto do contraste entre a sua barba castanho clara e seus pelos castanho escuros.

Conversamos um pouco enquanto ele bolava um cigarro — era o cartão de embarque pra uma viagem com sexo forte e gostoso.

Depois de embarcados, não segurei o tesão. C. gosta da minha atitude máscula e natural, então não o poupei de nada.

Beijei-o gostoso, deixando meus lábios macios massagearem sua boca enquanto minha língua molhava a dele com todo o fogo que eu mantive aquecido desde o abraço que ele me dera.

Eu tava louco pra que o líquido que mais cedo tinha molhado o jeans dele escorresse do seu pau - que já estava bem duro - e pousasse quente na minha língua.

Sem parar de beijá-lo, uma das minhas mãos acariciava a nuca dele enquanto a outra descia por seu corpo e, depois de apertar suavemente seu mamilo, entrava fortuita em seu short, esticando o elástico da cueca e sentindo o calor do seu pau. O percorri com as pontas do dedo, sentido a sua pele macia até chegar na cabeça. Respirei fundo de tesão ao sentir que naquele ponto já saíra com viscosidade a lubrificação natural, a primeira prova do quanto ele estava louco de tesão.

A segunda prova foram suas duas mãos invadindo a minha bermuda e segurando com força a minha bunda. Suas mãos bem abertas e macias abriram caminho para que seu dedo me tocasse. Eu estava lisinho e pude sentir bem sua maciez e pressão.

Puxando-me sem tirar a mão da minha bunda ele sussurrou:

— Que saudade desse rabo gostoso.

Eu o beijei novamente. Com mais tesão. Tirei a mão do seu short e agarrei sua cintura com força. Assim eu podia sentir o pau dele contra o meu, pulsando ao longo do meu quadril.

Pulsava também o seu dedo, avisando que ele queria me foder.

IV

Tirei a camisa dele, desci lentamente enquanto suas mãos subiam pelas minhas costas e retiravam a minha regata. Já de joelhos, suas mãos acariciando os meus cabelos, estava frente a frente com a maior prova da sua saudade. O short já estava molhado, que desperdício.

Sua cueca branca tinha um círculo transparente bem onde estava a cabeça do pau, que eu molhei ainda mais com a minha língua. E beijando o volume latejante até a base, puxei o elástico da cueca e deixei que aquele pau gostoso pulasse na minha cara.

O pau dele pulsava cheio de veias e a lubrificação escorria por não haver prepúcio que a impedisse.

Corri minha língua da base à cabeça do seu pau. Um caminho longo, mas com uma recompensa doce que logo se espalhou pela minha boca.

Com a boca bem aberta engoli a cabeça do pau dele, mas ele me fez ir mais fundo quando abaixou e enfiou a mão na minha bermuda. Enquanto eu engasgava de leve, sem nem ao menos conseguir alcançar com os lábios a base do pau, ele alisava a minha cabeça com carinho.

V

Depois de chupá-lo, deixando-o todo molhado, desci minha língua passando por seus testículos até chegar ao períneo. Acho que poucos sabem que naquele ponto há uma conexão com a próstata, conhecimento que me faz arrancar gemidos dele. Enquanto eu massageio seu períneo com a minha língua, visitando fortuitamente os seus testículos com cuidado, ele contrai tudo com tesão, fazendo seu pau pular e bater na minha testa, lambuzando a minha cara com a baba que escorria.

Já louco de tesão, ele me puxou pra cima, passou o dedo por meu rosto, coletando toda aquela delícia e empurrou na mina boca pra que eu sentisse o seu sabor. Aí ele me beijou mais forte e o desejo alcançou o ponto necessário para me fazer aguentar tudo que estaria por vir.

VI

Deitado na cama com as mãos embaixo da nuca eu o observava retirando a minha bermuda e a minha cueca. Com carinho ele me chupou gostoso e se deitou sobre meu corpo enquanto me beijava a boca. Seu corpo quente e o pau pesado faziam do meu umbigo um depósito do seu mel.

Eu pedi que me desse na boca. Ele se levantou e, de joelhos, trouxe sua pica dura até a minha boca. Não havia maneira de ir fundo naquela posição, então ele tirou e bateu repetidamente contra a minha cara com o pau. Não precisava de força alguma, pois só o movimento já era suficiente pra fazer o meu rosto trepidar com aquelas pancadas.

Subitamente ele levantou e foi pra borda da cama. Sua masturbação lenta e seu olhar vidrado em mim deixou clara a mensagem. Ele sabia se comunicar.

Deitado eu deslizei até a beira da cama com a boca bem aberta, salivando de tesão. Então ele enfiou vagarosamente a cabeça rosa que, babando, ocupou todo o espaço da minha boca em direção à garganta.

Eu perdi o ar antes mesmo que metade da sua pica entrasse. Ainda não foi dessa vez que eu consegui engolir toda. Talvez eu nunca consiga, pois meus lábios são carnudos, mas minha boca é pequena e não comportaria a grossura do pau dele.

Eu o segurei com a mão e tirei rápido. Enquanto respirava, sentia meus dedos envolvendo a base do pau dele, que não se encontram, de tão grosso que era aquela pica e de tão dura que ela estava.

Retomei a respiração e meus dedos já preparavam caminho pra sentir o coroa gostoso dentro de mim. Só faltava isso pra matar a saudade.

VII

Ele abriu a gaveta do criado-mudo e tirou uma camisinha comum. Eu o interrompi, deitei de bruços na cama e busquei no bolso da bermuda a camisinha XXG extra fina que comprei. Ele subiu em mim e deixou o pau pesar entre minhas nádegas. Eu sentia o pau dele babar em cima do meu cóccix e com tesão dei um leve gemido só por imaginá-lo dentro. Ele o roçou na minha bunda, mas antes de meter, eu entreguei a camisinha pra ele. No pelo seria ótimo, mas eu não colocaria minha saúde em tamanho risco por pica nenhuma.

VIII

Com o pau meia bomba na camisinha e vendo meu rabo bem lubrificado, C. deu um banho de lubrificante da cabeça à base do seu pau, pressionando-a com força pra manter o sangue pulsando naquele cacete enquanto metia centímetro por centímetro no meu rabo apertado.

Minhas pernas estavam bem abertas e eu sentia um enorme prazer ao vê-lo fazer força pra conseguir penetrar tudo.

Confesso que ainda faltava metade pra entrar tudo e eu já tinha colocado as duas mãos na barriga dele pra garantir que não me arrombasse de vez - pois do meio em diante o pau dele fica ainda mais grosso.

Com carinho ele empurrou até o fim. Aí eu relaxei mais e deixei ele movimentar o quadril lentamente. Quanto mais relaxado eu ficava, mais latejava e endurecia a sua pica, enlarguecendo o meu rabo, ampliando o movimento e aumentando o ritmo.

No calor do momento, segurei com força a bunda dele pra que enfiasse mais fundo. Vi na cara dele a surpresa e o motivo da saudade. Eu sou um dos poucos que aguenta tudo e ainda pede mais. Não é assim com todos, na real, mas embalado pela erva que fumamos antes, eu relaxei tanto que só pensava em dar e sentir prazer.

Ele metia com mais força e parava às vezes pra sentir tudo dentro, momentos em que minhas mãos podiam acariciar melhor aquela bunda peluda e pequena, mas que era uma delícia.

Imaginei o pau dele babando no meu umbigo enquanto ele cavalgava na minha pica. Que delícia seria sentir as batidas do cacete dele na minha barriga.

De repente ele mergulhou dois dedos na minha boca. Eu voltei do meu breve devaneio e gemi gostoso com as estocadas mais fortes que ele dava. Retribuí acariciando o sei ânus com os meus dedos. E ele gozou com fartura. Eu senti a gala percorrendo toda a sua pica até aquecer a ponta da camisinha.

Eu gozei na mesma hora, espirrando porra pelo peito, cama e pescoço. Foi gostoso pra caralho.

C. então tirou devagar, deixando a camisinha dentro. Eu entendi a razão quando ele deitou do meu lado, pôs a cabeça no meu ombro, o pau lambuzado repousando na minha cintura e disse:

— Você entendeu por que sinto saudades?

IX

Ali mesmo fumamos outro cigarro. A atitude dele de deitar no meu ombro me mostrou que podíamos ficar juntos mais vezes. Não deixar a saudade crescer. E ir além do sexo, quem sabe?

Alisando suas costas, nuca, cintura e com mais carinho a sua bundinha peluda, perguntei:

— Você toparia dar pra mim um dia?

Ele não respondeu nada. Em palavras, pois seu corpo se contraiu todo. A bunda ficou rígida. Eu também me calei. Todo aquele temor dele pra não abandonar o valioso título de "ativo" me deu uma grande preguiça.

Talvez se eu continuasse insistindo, rolaria. Talvez nunca rolasse. C. não imaginava o quanto era transparente pra mim. Ele não falava sobre seus sentimentos, e eu não o conhecia há muito tempo. Mas dá pra ver que ele guarda algum trauma. E minha intuição me dizia que esse medo da versatilidade vinha daí.

Se ele se permitisse, saberia o quanto é bom viver o sexo em sua completude, sem amarras psicológicas. Mas eu não poderia me envolver com ele no intuito de resolver os seus problemas. Não daria certo.

C. ainda será o coroa mais gostoso com quem já transei, mas a saudade, a partir daquele momento, aumentaria até o esquecimento.

Comentários (3)

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  • em 29-05-2020 às 17:40 Luan
    Eu amo lamber um cuzinho liso,amo mete minha lingua e ficar apertando uma das nadegas com uma mao,e com a outra enfio meus dedos la dentro junto com minha lingua
  • em 25-05-2020 às 17:32 Maicon
    Adorei o conto... Esperando os próximos...
  • em 23-05-2020 às 16:24 Léo
    Muito bom o conto.