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Incógnito

Uma amizade sincera que começou durante o tempo em que fazia faculdade tornou-se uma paixão incontrolável. Mais uma bela história de amor contada por Ion Alecsandri.

por Ion Alecsandri

Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Desde o momento em que entrei pra faculdade, minha vida mudou dramaticamente. Se há uma pessoa que se pode dizer satisfeita com o ingresso na vida universitária, essa pessoa sou eu.

O primeiro semestre universitário é uma experiência inesquecível e definitiva na vida de quem já passou por isso. Novas amizades, novas conversas, um novo nível de aspirações futuras. É fase de encantamento, que aliada à pujança de nossas gônadas, que explodem em rajadas hormonais incessantes, nos deixa à flor da pele.

Naquele primeiro semestre, eu cumpria minha carga horária de Educação Física, que na época ainda era matéria obrigatória para todos. Era chato. Principalmente porque me fazia andar com mais peso na valise, que já era abarrotada de coisas. Mas tinha o lado bom: o vestiário masculino. Não tinha como ignorar aqueles minutos eternos que eu passava na troca de roupa e no banho. Diferente dos vestiários de colégios, onde adolescentes exibem seus corpos em formação, o chuveiro de um vestiário masculino universitário é frequentado por homens de verdade. Um deles me atraía em especial.

Leonardo era dono de um corpo tão belo que me dava calafrios só de olhar. Alto, corpulento, pele branca forrada com uma pelagem fina, levemente ondulada, que cobria num lindo desenho o tórax, descendo em linha pelo abdome, preenchendo generosamente púbis e glúteos. Por fim, coxas grossas e pernas opulentas cobertas pelo mesma felpa macia que se via da cintura pra cima. O mais interessante era saber que o Léo era um ocioso. Desses que adoram passar horas à frente do computador. Todo o seu patrimônio parecia ser obra apenas da genética. Mesmo sendo dono de um apetite voraz, seus músculos consumiam todo aquele absurdo calórico ingerido diariamente, não sobrando muita matéria prima a ser transformada em gordura. O resultado era um corpo praticamente enxuto, apenas com os contornos dos músculos atenuados, dando uma silhueta muscular macia, mas ainda firme. Além dos atributos físicos, ainda tinha algo intrigante nele: ele era um fofo. Desses que dá vontade de carregar no colo. Desses que quando fala com a gente, com feições sorridentes, nos aquece ao ponto de derretermos. Desses que um simples olhar pidão nos faz atender a qualquer vontade sua, nos deixando completamente à sua mercê.

Por isso mesmo, logo de início eu pensei que se tratava de manha pra conseguir a boa vontade das pessoas. Mas logo ao conhecê-lo melhor pude entender que aquele era o Léo mesmo. Ele era daquele jeito: um fofo. Um piadista, boa praça, bem humorado, atrapalhado, aloprado como só um homem daquele tamanho consegue ser. Por outro lado, era o amigo das piores horas. Quem nunca chorou naquele ombro quando foi preciso? Ninguém dava colo como ele. Homens e mulheres se curvavam à sua simpatia, e eu não estou até agora descrevendo um deus. Ele era apenas um rapaz simpático e bonito. Pros outros, não pra mim. Até porque comigo a amizade era mais próxima. Não desgrudávamos um minuto sequer um do outro, exceto na educação física: eu fazia natação e ele fazia caminhada. Bem que tentei convencê-lo a fazer natação comigo, mas ele era um preguiçoso. Mas mesmo acabando sua atividade primeiro, ele sempre ia pra piscina me esperar terminar de nadar pra tomarmos banho e voltarmos pra aula.

Era um exercício de autocontrole não ter uma ereção olhando seu corpo nu sendo cuidadosamente ensaboado embaixo do chuveiro. Foram muitas as vezes em que cheguei em casa louco de vontade de me masturbar pra extravasar a tensão acumulada o dia inteiro. Eu comprara um frasco pequeno do mesmo Polo Sport que ele usava, só pra cheirar enquanto me masturbava. Cheguei a furtar uma cueca usada sua, enquanto ele se dirigia para o chuveiro. Não preciso dizer o que fazia com a cueca na solidão do meu quarto.

As coisas pioravam muito quando ele ia à minha casa para estudarmos. Tê-lo em casa era a coisa mais gratificante que podia me acontecer durante a semana. Quando fui aprovado no vestibular, meus pais imediatamente compraram e mobiliaram um apartamento próximo à universidade e o deixaram à minha disposição para que não tivesse que enfrentar o trânsito caótico da cidade em que moramos. Isso me poupava tempo e me dava uma gostosa liberdade, da qual compartilhava prazerosamente quando tinha o Léo em casa.

Como eu dispunha de dois quartos mobiliados, ele sempre dormia lá. Na verdade, tinha tempos em que ele passava a semana mais comigo do que com os próprios pais. A desculpa sempre era a proximidade da faculdade. A verdade era que minha casa era um playcenter pra ele, com computador, internet banda larga, etc. Era bom tê-lo por perto. Mas me fazia sofrer também. Algumas coisas no comportamento dele me faziam ficar louco de tanta dúvida. Ele gostava muito de contato físico, de me pegar, me apalpar... Às vezes conversando, o assunto acabava e ele continuava me olhando fixamente. Eu não conseguia manter o contato visual naquela intensidade e sempre desviava o olhar. E foram muitas as vezes que percebi ele sorrir levemente quando eu fazia isso. Pra mim, eu estava enxergando cabelo em ovo. Apesar de haver o outro quarto, ele acabava dormindo no meu. Tirava o colchão da cama do quarto de hóspedes e o colocava no chão ao lado da minha cama. E conversávamos até sermos vencidos pelo sono. A tensão de tê-lo tão perto e tão indefeso ao meu lado me fazia acordar no meio da noite. Qual não era meu prazer em ver algo pulsar ereto entre suas pernas erguendo o lençol que o cobria. Por vezes ele dormia de short, por vezes de cueca. E era um vício sem cura olhá-lo durante o sono. Eram noites difíceis.

As coisas mudaram numa tarde de final de semana, em que a curiosidade do Léo determinou o curso dos acontecimentos. Eu tenho um bauzinho de madeira do tamanho de um palmo, onde guardo minhas “coisinhas secretas”. Ali estava a cueca do bonitão, uma foto dele de sunga num passeio que fizemos à praia um dia, entre outras coisas de menor interesse. Eu sempre o escondia da vista das pessoas, justamente porque atraía facilmente a curiosidade alheia. E foi justamente isso que ocorreu com o Leonardo naquela tarde, quando procurava um DVD no meu quarto e se deparou com o baú dentro de um dos compartimentos da minha estante. Na mesma hora em que ele retirou o baú fazendo menção de abri-lo, eu me lancei sobre ele pra tomá-lo de sua mão. Ele se esquivou, mais uma vez tentando abrir minha “caixa de pandora”. E naquele afã frenético por tomar o objeto de suas mãos, e dele de tentar desviar dos meus ataques, caímos sobre minha cama. Ele deitado de costas sobre o colchão e eu esparramado sobre o corpo dele, com nossos braços sacudindo pra lá e pra cá, numa dança de gato e rato.

Ele ria de deleite do meu desespero. Meu coração só faltava fraturar as costelas de tão forte que batia. Eu estava apavorado com a possibilidade de ele abrir o baú e flagrar sua cueca furtada ali dentro. O que eu iria argumentar pra explicar aquilo?

A cada tentativa de tomá-lo de suas mãos, eu me cansava e perdia forças. Não tinha como competir com aqueles braços... Eu já estava desistindo, desolado, quando me dei conta do quão próximos nossos rostos estavam um do outro. Eu olhei docemente nos seus olhos negros, de desenho rasgado típico de sua descendência síria, e falei carinhosamente:

– Ô, Léo, me devolva meu baú, vai... Por favor... Tô te pedindo como seu amigo. – disse a ponto de chorar de tristeza antecipada com o que poderia acontecer se o conteúdo fosse revelado.

Rindo ele estava, sério ele ficou. Seu rosto afilado, coberto por uma delicada camada de barba por fazer, assumiu um aspecto sereno, me olhando com um misto de compreensão e carinho. Ele sutilmente colocou o baú no criado mudo próximo à sua mão direita, e não mais se mexeu. Olhava-me fixamente. Eu olhei rapidamente para o baú, que repousava seguro e inviolado sobre o móvel ao nosso lado, voltando meus olhos então para seu rosto, estampando pura gratidão.

Apesar do clima tenso entre nós, que estávamos com nossos corpos sem camisa colados um sobre o outro, não esboçávamos mal-estar. Estranhamente, aquela posição confortável que assumimos durante a “luta” não mudou. E ali fiquei, deitado sobre ele, sentindo o cheiro do seu perfume – ou do seu desodorante – e olhando nos olhos profundos que brilhavam como duas turmalinas naquele rosto bem esculpido.

Até hoje não sei que coragem eu tive, mas foi coragem bastante pra tocar seus lábios com os meus. Seus braços, antes esparramados sobre a cama, rapidamente me envolveram num abraço forte, de homem. Sua boca, antes imóvel e passiva, agora queria devorar a minha, penetrando-me com uma língua sôfrega e desesperada por encontrar e se roçar com a minha, numa lascívia que parecia não ter fim. Foi então que tomei consciência de tudo o que estava acontecendo à minha volta.

Seu corpo parecia ter-me envolvido como uma concha a uma ostra. Já despidos, eu praticamente desaparecia no meio do seu abraço. Minha pele era acariciada por toda aquela pelagem farta e cheirosa, de textura macia que brotava de todo lugar. Desvencilhei-me do seu abraço forte e passei a explorar todo aquele corpo, acompanhado por seu olhar atento, nervoso e excitado. Eu estava indeciso como um glutão em frente a uma mesa de guloseimas. Não sabia se chupava seus mamilos rosados generosos, se beijava sua barriga peluda, se cheirava seu púbis farto, se abocanhava seu pênis que exibia uma ereção massiva... No final, acabei desfrutando de tudo, mas estacionei minha expedição bucal pelo seu corpo, no local que mais me excitava. Seu pênis literalmente pingava de tesão, que de tão intumescido, mantinha o prepúcio quase que completamente retraído, exibindo uma glande rosa-avermelhada que parecia nunca haver experimentado uma ereção como aquela. Nem se eu forçasse conseguiria colocar tudo aquilo na boca, mas eu fazia o possível. Ora sugava aquele instrumento grosso e inchado, ora descia e lambia vorazmente seu saco de pele abundante, que lhe conferia um volume extra, cobrindo seus testículos enormes.

A grata surpresa foi ver Leonardo no auge da concupiscência abrir-se em flor pra mim e expor seu mais íntimo orifício, causando-me espasmos penianos dolorosos de excitação. Eu, deitado de bruços sobre a metade inferior da minha cama, esfregava meu pau no colchão como se penetrasse a mais deliciosa bunda. Naquele momento, minha concentração se voltava toda para contemplar seu ânus rosáceo, com pregas tão bem desenhadas que davam vontade de olhá-las a tarde toda. Toda aquela visão se completava com sua pelagem negra que formava um sinuoso e elegante desenho centrífugo por toda a extensão da região glútea. Eu profanava o próprio Olimpo lambendo o cu de Apolo, que gemia a cada intrusão da minha língua pregas adentro.

Cada vez que seu esfíncter anal relaxava, minha língua o penetrava sem dó enquanto meus lábios chupavam as bordas do seu ânus, fazendo-o se intumescer e se contrair, expulsando-me dali de dentro. Enquanto era violado pela minha língua, Léo se masturbava e se contorcia de prazer a cada movimento meu. O que era silêncio virou gemidos, que viraram grunhidos guturais, que voltavam a ser gemidos ainda mais altos. O tempo parou pra nos deixar amar um ao outro sem pressa. Eram meses de tensão acumulada e uma paixão recolhida tão dolorosamente que entrava em combustão naquele momento e incendiava nossos corpos, deixando-nos em brasa.

Léo de repente parou de se masturbar e me puxou pra cima, me fazendo deitar novamente sobre seu peito palpitante. Já mais cansados, voltamos a nos beijar, mas com uma sutileza que só muito carinho é capaz de produzir. Eu mantinha-me encaixado entre suas pernas abertas, e meu pau roçava os pêlos de seu períneo, às vezes tocando seu ânus. Eu estava indeciso se devia prosseguir com o que tinha em mente. Baixei minha mão esquerda até encontrar meu pênis e o guiei até seu orifício anal. Olhei-o fixamente nos olhos e ele deu o aval:

– Vai...

Seus pêlos atrapalhavam bastante a penetração, e ele percebeu minha dificuldade. Perguntou se eu tinha alguma coisa pra lubrificar. Lembrei que dentro do baú eu guardava um tubinho de gel íntimo. Mas fiquei com receio de abri-lo ali e provocar alguma reação negativa no Léo. Depois pensei: “Se já chegamos a esse ponto, não é uma cueca roubada que vai nos fazer voltar atrás.” E me virei até o criado-mudo, abri o baú, sempre sob o olhar atento do meu parceiro, que ao se deparar com seu conteúdo, faz uma cara de diversão, escândalo e surpresa. Soltou uma sonora gargalhada.

– Ahahahahah! Seu ladrão fino! Eu sabia!

Eu, sem graça, enrubesci. Mas respondi no mesmo tom de descontração:

– Era a única maneira possível de ter você...

Ele me puxou e me beijou, me dizendo que eu perdi tempo. Que ao invés de ficar com uma cueca suja, poderia ter ficado com o dono dela há muito mais tempo.

Era tão bom aquele sentimento, aquela intimidade e agora saber que não precisava mais esconder nada dele... Ele tomou o gel da minha mão, aplicou uma porção no meu pau, e gentilmente conduziu-o até seu ânus. E assim, mesmo com careta de dor, ele permitiu que eu aos poucos deslizasse pra dentro dele. Meu pau era acariciado pela maciez e calor do seu reto. Pouco a pouco fui ficando mais a vontade pra me movimentar, em estocadas firmes, mas carinhosas. Nossas bocas só se desgrudavam quando queriam explorar queixos, narizes, orelhas, pescoços e por fim voltar a se encontrar. Meu saco batia com vigor em sua bunda grande, que tornava o impacto dos nossos corpos mais leve.

A um dado momento, ele avisou que era a vez dele. Ele queria me penetrar. Obviamente eu estava com vontade, mas fiquei com medo por causa do tamanho do seu pênis. Mesmo assim, encarei corajosamente. Deixei-o deitado de costas do jeito em que estava, e sentei sobre ele. Apliquei gel em mim e nele e repeti o mesmo movimento que ele fizera antes: deixei seu pênis colado ao meu orifício anal e com calma fui descendo sobre ele. Bastou que a glande entrasse pra que eu entendesse o que era ser dilacerado por um pau daquele tamanho. Que dor filha da puta! Foi tão intensa, que eu preferi deitar sobre seu peito e esperar passar. Ele entendeu o que estava acontecendo, apesar de eu não ter soltado um “ai” sequer, e começou a acariciar minhas costas, vez ou outra me apertando contra si mesmo.

Mais de um minuto se passou até que meu esfíncter entendesse que eu não iria voltar atrás e abrisse passagem pro Léo entrar. Eu me ergui e voltei a forçar meu quadril para baixo, deixando que seu pau me invadisse. Quem já foi penetrado sabe... A sensação de pressão que a glande foi exercendo na parede do reto, espremendo próstata, bexiga, e todos os órgãos adjacentes, gerava uma sensação a um primeiro momento incômoda, mas ao mesmo tempo tão prazerosa que me fazia arrepiar todo.

Após descer completamente e introduzir todo o comprimento do seu pênis, pude perceber o quão profundo estava sendo tocado. E aquela sensação era diferente. Era um prazer que eu ainda não tinha provado, mesmo nos anos em que namorei o Emerson, meu primeiro namorado.

Comecei a subir e descer numa cavalgada mais e mais vigorosa naquele pau imenso. Não havia mais dor, não havia mais medo, não havia mais vontades por serem saciadas. Estávamos nos reduzindo a dois bólidos em chama que se derretiam e se fundiam, tornando-se um só. Não demorou muito pra eu perceber a série se sensações que precedem o gozo. Não desviávamos o olhar um do outro. Eu me masturbava com uma vontade há muito não experimentada. Meu pau latejava e estava duro como nunca. Quando vi que o orgasmo era inevitável, tentei parar de me masturbar e parei com meus movimentos pélvicos. Mas Leonardo tomou as rédeas da situação, me pegou pela cintura, levantou-me um pouco, o suficiente pra ter espaço pra poder iniciar suas estocadas finais. E os impactos violentos de seu pau contra minha próstata me fizeram esguichar esperma longe, várias vezes. Seu rosto, cabelo, pescoço e tronco se inundaram com meu sêmen, fazendo com que ele acabasse por gozar abundantemente dentro de mim também. Deitei esgotado sobre seu peito empapado de esperma, me sentindo o mais realizado de todos os homens da face da Terra. Seu abraço e seu suspiro me disseram que ele se sentia igual.

Após nos recuperarmos do cansaço recente, levantamos e fomos tomar banho. Ali dentro do box, sob o jato forte e morno do chuveiro, realizei outro sonho antigo: ensaboar e explorar aquele corpo com minhas próprias mãos. Foi uma experiência tão erótica que nos provocou outra ereção, e acabamos nos masturbando juntos ali debaixo do chuveiro. Dessa vez o fiz gozar em minha boca, ajoelhado em sua frente enquanto o chupava. O gosto salobre de seu sêmen, que estava longe de parecer ruim, me fez gozar logo depois.

Finalmente terminamos nosso banho. Comemos alguma coisa frugal, fomos pra sala, e deitados no tapete fomos trocar nossas impressões sobre tudo o que vinha acontecendo conosco havia muito tempo.

Ali se ergueram as fundações de um relacionamento sério e repleto de amor que dura até hoje. Por mais que eu pudesse supor, antes daquele dia, que houvesse algo mais por trás daquela capa de rapaz legal, Leonardo permaneceu incógnito pra mim durante muito tempo. Um mistério intrigante que estimulava minha imaginação e me fazia viajar longe em minhas elucubrações sobre quem era aquela pessoa. Depois daquele dia, conheci o homem Leonardo que certamente poucos tinham a honra de conhecer. Hoje, ele é o homem da minha vida, é o amigo de todas as horas, e é o meu escudo protetor, o meu refúgio. Nosso relacionamento já dura 10 anos. Durante esse tempo, muitas coisas importantes aconteceram em nossas vidas. Nossas famílias se conheceram, nos formamos e nos lançamos no mercado de trabalho. Hoje vivemos bem, somos inteiramente independentes e formamos uma família muito feliz. Minha mãe se dá muito bem com ele, tendo-o como um filho. Os pais dele, que são pessoas esclarecidas, de bom nível cultural e intelectual, entendem e apoiam nossa união. Todo nosso círculo de amigos sabe de nós dois. E apenas algumas pessoas de convívio profissional e de menor contato é que não têm conhecimento. Acredito que revelar esse algo tão íntimo que muitos de nós escondemos, torna nossa vida mais fácil. Claro que sempre haverá um ou outro obstáculo que deverá ser superado: uma colega fofoqueira, um chefe preconceituoso. Mas quando nos damos ao respeito, quando vivemos nossa vida com dignidade e honradez, nos tornamos cada vez mais fortes.

Comentários (52)

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  • em 05-02-2015 às 23:50 Rogerio
    gosto muito de ler contos na net. Este foi para mim a coisa mais linda que já li nesses anos, Parabéns pelo conto e pela vida que levam!
  • em 14-07-2013 às 21:25 RECIFE
    SÓ HOJE 14/07/2013 ACHEI ESSE BELO RELATO/CONTO. GOSTEI DE TUDO, PORÉM CHAMOU-ME A TENÇÃO FOI A SEGUINTEEXPRESSÃO: "QUANDO NOS DAMOS AO RESPEITO, QUANDO VIVEMOS NOSSA VIDA COM DIGNIDADE E HONRADEZ , NOS TORNAMOS CADA DIA MAIS FORTES". PURA VERDADE,SABEDORIA. ISSO SERVE PARA TODO MUNDO INDEPENDENTE DE NOSSA SEXUALIDADE,
  • em 08-08-2012 às 13:42 De Manaus
    muito Linda essa história de Amor, sonho um dia poder viver um amor assim! E o melhor de tudo, é que não foi só um lance de sexo, era amor de verdade e a prova disso é q ja dura a mais de 10 anos!
  • em 01-06-2011 às 16:27 Diego
    Essa histioria da sono meu Deus, mais e linda *--*
  • em 06-05-2011 às 22:45 edy
    achei fantastica a história de vcs, tb fui apaixonado por um colega de universidade, o HUGO, mais á contrario de vcs ficou só a amizade e a vontade de ter aquele homem para mim. valeu...
  • em 02-05-2011 às 17:55 giulianno
    nossa nunca acreditei que haveria amor de verdade entre dois homens mas depois de ler sua história tenho minhas dúvidas...sempre tive problemas com minha sexualidade mas acredito que existam pessoas maravilhosas como vcs dois!!
  • em 09-03-2011 às 16:29 Antonio Carlos
    Ale e Léo, nao é um conto , uma historia de amor que dura 10 anos, algo que todo cara serio, que quer ser amado sonha, deseja, o encontrar seu principe encantado, sem falar do texto riquissimo em detalhes e intertextos, marvilhos, quero homens iguas à voces dois em minha vida, nao sei se vão ler este comentario, parei pelo amor um pelo outro.
  • em 13-02-2011 às 02:33 Skins
    Cara,você é MUITO sortudo. Primeiro o Emerson,depois esse deus ai,nossa... Estou louco para chegar logo na época da faculdade,morar no interior é um saco! Acredito eu,que,na faculdade irei encontrar meu grande amor . Belíssimo conto,belíssimo português. Perguntinha : Você e ele são formados em quê?
  • em 24-01-2011 às 00:28 Mario Ferreira
    Muito bonito o conto. Português corretìssimo. Cheio de nuances eróticas, sem pressa, amor puro. Ficção ou verdade, não importa. A qualidade prevalece.
  • em 12-01-2011 às 12:48 Ion Alecsandri de Luca
    @Tonizinho - Que bom que gostou. Era minha intenção narrar um conto de fadas gay. :-) Sei que muitos gostam. Eu gosto.
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