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Kit anti-homofobia

Material contra preconceito vai chegar a 6.000 escolas públicas no 2º semestre deste ano.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

O governo federal planeja distribuir, já no segundo semestre, o kit escolar para combater a violência contra gays. Chamado de Escola sem Homofobia, o kit será enviado para 6.000 escolas públicas do país.

Dirigido a professores e alunos do ensino médio, em geral com 14 a 18 anos, o material contém vídeos polêmicos, que tratam de transsexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.

O objetivo do kit é ensinar os estudantes a aceitarem as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a homossexualidade.

O assunto virou foco de polêmica no Congresso Nacional, depois que deputados contrários ao material o apelidaram de “kit gay”, argumentando que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes

Em um dos vídeos do kit, o estudante José Ricardo vai a escola com roupas e cabelo femininos. Ele é apresentado como jovem travesti conhecido como Bianca, e os professores o chamam pelo nome feminino. A escolha do banheiro masculino é um dilema na vida do rapaz. Além do filme "Encontrando Bianca", o kit aborda o universo homossexual de duas estudantes. O secretário da Secad, André Lázaro, afirmou que o grupo de trabalho da produção teve dificuldades para cortar cenas em que duas garotas simulavam namoro. ´iscutimos três meses um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Cortamos o beijo, disse o secretário. O material foi produzido com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em parceria com a ONG Comunicação em Sexualidade.

Confira o trecho da declaração de André Lázaro, e do vídeo Encontrando Bianca:

Comentários (24)

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  • em 16-05-2011 às 15:35 Paulinho BSB
    Pessoal, entendo o raciocínio de vocês, quanto a necessidade do aprofundamento na questão e mostrar tipos homoafetivos pouco óbvios, mas, também acho menos produtivo e que é querer demais, em tão pouco tempo. Penso que o melhor é ir direto e bem profundo. E isto, ao meu ver, será feito de maneira mais eficiente, se mostrarem, de cara, os mais discriminados. Desta forma beneficiará à toda a diversidade do meio gay. Os másculos causam menos estranheza, inclusive por serem maioria. Concentrar a campanha neste segmento será menos eficaz, se levarmos em conta o sentido de minoria. No que se refere ao preconceito, os efeminados são a minoria da minoria.
  • em 16-05-2011 às 12:23 espanhol
    EUGOSTEI DA IDEIA, FOI O 1º PASO NAO DEVERIAMOS CRITICAR ESTA AÇAO DO MEC , NAO ACHO QUE SEJA MUITO PARA A SOCIEDADE ENDENDER O MUNDO GAY BIANCA É UM CASO , ELA É TRVESTI MAS TAMBEM PASSOU A FASE DE GAY COMO NOS.
  • em 15-05-2011 às 19:19 Tok
    Concordo com a Alex, temos sim que trabalhar nas escolas contra a homofobia e outras vertentes discriminatórias, só que no caso homossexual é preciso aprofundar mais na questão para lançar algo mais verossímel que essas cartilhas. Muita gente quer defender a homossexualidade numa visão de fora pra dentro e acabam tendo postura incompleta em relação ao próprio "ser" homossexual, pois enxergam a homossexualidade mais dentro de uma associação restrita com o feminino, e não é bem assim. Tem muitos gays associados com o jeito feminino de ser? Claro que tem e devem ser respeitados sim, mas, por outro lado, tem muitos(muitos mesmo, talvez até a grande maioria) que são gays, mas totalmente masculinos. Eu não acho que necessariamente o homossexual tem de ser identificado com o jeito feminino de ser. São dois setores bem distintos. Portanto, acredito que seja meio desconcertante pra quem é como eu, ver trabalhos de conscientização girar somente em torno de esteriótipos. Mostre também o outro lado pra sociedade; para as crianças nas escolas etc. Tem homens machos que são gays e mulheres bem femininas que são lésbicas. Mas...no entanto...já é alguma coisa..."antes pingar do que faltar", não é mesmo?
  • em 15-05-2011 às 01:31 Miguel
    Como já tinha dito e foi reforçado por Alex, dependo de como for esse material isso pode ser um "tiro no próprio pé", aumentar o índice de bullying homofóbico. E como o rapaz abaixo comentou, deveriam colocar um material mais convincente, com uma boa argumentação, mais fácil de ser digerido. Seria ótimo o uso de dados estatísticos como "A homossexualidade é encontrada em mais de 300 espécies, mas a homofobia apenas em 1". Para mim, a ideia que eles deviam se preocupar de início não deveria ser qual banheiro um travesti ou transexual deve utilizar (até que a ideia pode vir em conjunto deste material ou em um próximo) é DEIXAR CLARO que a pluralidade sexual NÃO É opção, safadeza, falta de Deus, ou encosto demoníaco, e sim variantes sexuais presentes na natureza independente dos seres humanos, de fatores genéticos ou sócio-ambientais.
  • em 14-05-2011 às 08:12 ridiculo video
    tantos exemplos mais leves enfiar uma travesti na cabeça desses caras???? isso é demais pra burrice deles
  • em 14-05-2011 às 00:08 lucas
    Acho que o MEC, deveria suspender a disdribuição desse material nas escolas e pensar um pouco mais sobre a forma de combater a homofobia, talves não precisa ser feita necessariamente na escola, por outros meios, atraves de campanha nacional, atraves da midia, assim como fazem campanha contra cigarro, bebida, AIDS , transito, drogas etc., mas se é pra ser feita nas escolas, um vídeo de dois garotos se beijando não tem nada a ver e aquele video do cara que quer ser chamado de bianca, ta totalmente por fora, rídiculo. Até dou uma sugestão, procure queles estudades de portugal que elaboraram o guia da diversidade. direcionado para educadores saberem lidar com a situação nas escolas, aquilo sim é uma coisa bem pensada.
  • em 13-05-2011 às 20:49 Leandro
    Se os pais não têm competência para ensinar os valores positivos aos filhos (respeito, consideração, cumplicidade, ...) acredito que instrumentos externos são necessários. Há muitos livros infantis que contribuem para trabalhar em sala de aula diferentes situações do cotidiano. Como exemplo cito: O Patinho Feio. Um pato que era discriminado por ser diferente dos demais, no final da história ele se torna um lindo cisne. Por ele ser cisne deveria ser exterminado do planeta? Claro que não! Felizmente somos diferentes, em "n" aspectos, e é isso que nos permite crescer, seja intelectualmente, emocionalmente, ... Se há livros infantis com a finalidade de estimular a aceitação/respeito às diferenças, não vejo mal nenhum em lançar o kit anti-homofobia. Temos que dar um basta no preconceito, na discriminação!
  • em 13-05-2011 às 17:41 Alex
    Complicado abordar este tema de maneira tão genérica. Como já foi dito nos posts abaixo, o mundo Gay possui várias vertentes. Travestis, transex, bears, fashionistas, etc. Não se pode falar apenas dos gays afeminados, e digo isso no bom sentido, e quanto aos outros tantos homens másculos que são gays? Mulheres super femininas que também são gays? Todos sofrem preconceito, de uma forma ou de outra. Sou a favor do "kit" nas escolas, contanto que a sexualidade seja tratada de forma normal e individual. Ex: Não deixo de ser menos homem se o meu amigo for a "bianca", ou gostar de meninos, enfim. Assunto muito complexo e deve ser tratado com extrema atenção pois poderá se voltar e criar um "mega bulling" nas instituições de educação.
  • em 12-05-2011 às 15:12 Miguel
    Continuando: é como a parada gay. A ideia é uma boa, mas mal aproveitada: enquanto só mostrarem (isso em relação à parada, não ao vídeo) esse esteriótipo do mundo gay, do mundo "fechoso", muitos vão pensar que todo LGBT tem que ser assim, e isso não é verdade. Enquanto só mostrarem homens saradões ou travestis rebolando até o chão, fazendo biquinhos e danças extremamente eróticas, utilizando roupas extremamente provocantes, ficadas que parecem mais tentativas de sexo ao ar livre, pessoas desbocadas, enfim mostrar um lado meio que promíscuo (não me referindo ao lado "fechoso" que falei no início), desbocado, vulgar, "pecador", como vocês querem que heteros e/ou religiosos encarem isso numa boa? Como querem que eles enxerguem a situação como normalidade da natureza humana, aliás divina? Vocês acham que eles querem ver seus filhos expostos a um mundo desses? É vendo essas paradas que muitos criam aversões! Passem a generalizar por um ocorrido. É esse meu receio, de que seja um tiro no próprio pé como já vem sendo.
  • em 12-05-2011 às 15:00 Miguel
    Como Wendell falou é um absurdo ter de ensinar a conviver com o alguém do meio LGBT, parece até que somos algum ser extraterrestre. Entretanto, como Douglas disse, se não fizermos nada para tentar mudar esse quadro, para onde essa situação caminhará? Apesar de a ideia do vídeo ser boa, acredito que vai surtir efeito contrário. Primeiramente, o vídeo será passado para alunos de 14 a 18 anos e a linguagem e entonação são utilizadas como se o público alvo fosse infantil. Tenho 18 anos, e acredito que outros jovens como eu se sentiriam ofendidos com essa forma de tratamento, parece até aquelas propagandas forçadas. Além disso, alguém já imaginou a reação dos jovens ao assistirem a isso? Já conversei com muitos e o que mais escuto é: "Perder meu tempo pra ser adestrado pelo governo? Tô fora!"; "Só bichinhas assistiriam a isso, não vou nem na aula!"; "Isso é coisa do inimigo pra te convencer que imoralidade sexual não é pecado. Querem fazer um mundo gay, um exército de pecadores. Acreditar nisso é deixar ser ludibriado pelo inimigo."; "Se você assistir e mudar de opinião é porque não tem opinião própria, personalidade."; "Ah, quem já viu homem defender viado? Se eu defender um, vão me chamar de viado também, tenho que fazer é o contrário!"; "Se tu assistiu e acreditou nessa merda ou tu é um otário ou é um baytola esperando se dar bem com isso!". Gente, quanto mais eu perguntava (não sou assumido, então eles falavam como se eu fosse hetero), mais respostas absurdas ouvia -- claro que tem pessoas esclarecidas e maduras por aí, mesmo para essa idade. Tenho muito receio de que isso acabe se tornando um tiro no próprio pé.
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