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Kit anti-homofobia é suspenso

A presidenta Dilma Roussef cancela a distribuição do material didático que aborda temas relacionados à homossexualidade nas escolas.

por Redação MundoMais

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do "kit anti-homofobia", que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

"O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG - não foi produzido pelo MEC - a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC", disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre "costumes" terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. "O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade", afirmou.

Segundo o ministro, a determinação do governo não é um "recuo" na política educacional contrária à homofobia."Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia", disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

"A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência."

Retaliação suspensa - Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o "kit anti-homofobia".

Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o "kit anti-homofobia".

"Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não", afirmou.

Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.

“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.

Conteúdo 'virulento - Para o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG) o conteúdo do material didático é “virulento”.

“A preocupação das pessoas que estão envolvidas nesse cenário é a didática do material colocado. Achamos que a didática é muito agressiva. Temos que tomar cuidado para que a dosagem do remédio não seja mais forte do que aquilo que o paciente quer e necessita”, afirmou.

O kit que estava sendo analisado pelo MEC faz parte do programa Escola Sem Homofobia, do Governo Federal, e contém material didático-pedagógico direcionado aos professores. O objetivo era dar subsídios para que eles abordem temas relacionados à homossexualidade com alunos do ensino médio.

Fonte:G1

Atenção: Insultos e comentários em desacordo com o tema poderão ser despublicados.

  • Nilson Aquino

    Do outro lado, erram os religiosos que querem impedir que quem não comunga da mesma opinião tenha o direito de escolher como vai viver a sua vida. Erram os dois lados, repito. Precisamos criar por lei a união civil, com todos os direitos cabíveis. E precisamos fazer isso sem afrontar os direitos humanos das maiorias. Maioria também é gente! Precisamos combater as discriminações todas, não apenas as contra um grupo. Ou os gays merecem mais atenção que negros, índios, pobres etc.? Não é porque o movimento homossexual é mais articulado que se pode, à luz da Constituição Federal vigente, fazer todo um esforço via MEC onde se trabalha contra apenas uma das formas de discriminação. Não é estranho? Por que não lutar contra todas elas? Algum discriminado vale mais do que os outros? Incendiar índios e pobres não é algo a ser coibido? O racismo escondido desse país não deveria ser lembrado também? Nesse passo, acertou o Senador Marcelo Crivella em propor substitutivo ao PLC 122, protegendo as pessoas não apenas da homofobia, mas também da heterofobia, do machismo e de outros abusos. Não existe sexo ou orientação sexual mais importante que outro(a), mas o projeto original parecia dizer isso, além de desrespeitar o direito de crença e de opinião. O substitutivo proposto por Crivella é tecnicamente superior, ataca o problema e não aumenta a discriminação, merecendo elogios de todos, ao menos de todos os que não são "xiitas" para um lado ou para o outro.

    em 04 de junho de 2011, às 18:27
  • Nilson Aquino

    Precisamos combater todas as formas de discriminação, mas através de medidas que não ofendam outros brasileiros, como é o caso do "kit gay". Combater a discriminação é uma coisa, o "kit gay" é outra. Que façamos um material com respeito a todos e ouvindo os diversos segmentos deste país. O "kit gay", assim como querer mudar à força o conceito milenar de casamento, é exagero do ativismo homossexual que, no final das contas, até prejudica a sua causa. Isso afasta os religiosos moderados, que como todos, moderados ou não - são afrontados com uma campanha que está se tornando teofobia, heterofobia e tirania às avessas. Isto é um desserviço ao país e até aos homossexuais. Isso faz com que a maioria dos cristãos, de índole pacífica, precise se mobilizar para que seus filhos não sejam objeto de propaganda daquilo em que tem o direito de não crer nem aprovar. O ativismo gay chama o direito de opinião dos outros de "homofobia", em exagero que lembra Narciso, que acha feio tudo que não é espelho.

    em 04 de junho de 2011, às 18:26
  • Resposta a ???

    Vc se expressou bem nas duas opinioes, parece que a maioria dos nossos companheiros gays só entendem se esse tipo de linguagem e tratamento, não adianta usar palavras educadas, pois a maioria não entende. Mal entendem o que a PL 122 significa.

    em 02 de junho de 2011, às 07:50
  • ???

    NÃO EMPURRE ESTOU INDO SÓ QUERO PARABENIZAR A PRESIDENTA,PA-RA-BENS PRESIDENTA

    em 01 de junho de 2011, às 17:03
  • ???

    eu tambem sou gay e contra o kit e ponto final essas bichas podres querem que todos sejam gays e isso eh errado vcs tem mania de achar que todo homem pode gostar de homem e não eh bem assim como tem bicha que não fica com rachada nem a pau o mesmo acontece com heteros. VIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAADOS

    em 01 de junho de 2011, às 17:01
  • demonio

    Dilma nunca mais essa reaconária foi a gota da hipocresia ela vai ter vida curta na presidência só 4 anos e já era a esquerda patetica eu sonhava mas vc Dilma conseguiu destruir meus ideais com a esquerda ... agora nem sei como pensar farei apenas minha parte como cidadão e politico e tudo igual...

    em 30 de maio de 2011, às 00:21
  • Direitos

    Ê galera, a verdade é que vivemos em um país de diferentes opiniões, e introduzir na sociedade kits contra a homofobia poderia sim garantir a melhor vivência dos gays.Até aqui tudo bem, mas deve-se levar em conta que cada um segue seus preceitos de vida, cada um rege sua vida de acordo com suas percepções de certo e de errado, então não convêm que esse tipo de material seja introduzido na comunidade escolar, uma vez que agradando a grande massa gay e melhorando em parte as relações sociais, estaria também ferindo as opiniões de outrem. Por esse motivo concordo que a atitude presidencial foi correta, tudo que provém de autoridades deve-se passar pelo consenso de toda a nação. Para que tudo se resolva não é necessário intervenções estatais, e sim, algo que venha do nosso pensar, do nosso papel de ser humano, algo que parta das nossas ideias de irmandade.

    em 29 de maio de 2011, às 22:50
  • Pekerman

    "Agir com respeito,respeite pra ser respeitado",isto tudo é muito bonito e romântico,mas não é o que se verifica na realidade.Gay respeitado é gay rico.Os gays,em sua maioria,são pessoas respeitosas e complacentes,mas o problema é que o preconceito é crescente e deplorável.A homofobia só será combatida ,de forma plena, se for tipificada,ou seja,se for crime. Eu conheço e também sei que há várias igrejas evangélicas que funcionam como sociedade,ou seja,com fins lucrativos.O que isenta uma igreja de impostos com base no art 150,inciso VI,alínea b, da CF é não ter finalidade lucrativa e sim ter natureza filantrópica.Mas não é o que se verica em muitas por aí.Caberia o poder público fiscalizar e fazer vista grossa.E fora a guerra político que existem internamente nessas igrejas. Para aonde vai o dinheiro dos fiéis?Pois é.Gostaria de saber. E qt aos católicos...A História fala por si só. O Estado é LAICO e deve ser mantido assim conforme prevê a Constiuição Federal de 1988.

    em 28 de maio de 2011, às 20:33
  • ;-|

    Igreja Cristão para Todos , pesquisa lá !!!

    em 28 de maio de 2011, às 18:26
  • Luciano

    Estranho esses homens crentes e ditos héteros virem em um site gay, não é? A igreja evangélica é um antro de hipócritas. Eu conheço uma porrada de evangélicos que gostam de homem e fical lá dentro fingindo ser o que não não. Muitos até se mostram homofóbicos. Eu já saí até com obreiro da Assembléia de Deus.

    em 28 de maio de 2011, às 18:21