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Gays que saem do armário são menos estressados, segundo estudo.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Gays e lésbicas que assumem sua orientação sexual são menos estressados em relação aos que não saem do armário, e frequentemente mais relaxados que heterossexuais, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira no periódico científico "Psychosomatic Medicine".

Pesquisadores do Hospital Louis H. Lafontaine, afiliado à Universidade de Montreal, testaram os níveis de cortisol - um hormônio do estresse - e outros indicadores de tensão em homossexuais, bissexuais e heterossexuais.

"Contrariando nossas expectativas, homens gays e bissexuais têm menos sintomas depressivos e níveis menores de carga alostática (uma medida do estresse do corpo) do que homens heterossexuais", afirmou Robert-Paul Juster, o principal autor do estudo.

"Lésbicas, gays e bissexuais que se assumiram para suas famílias e amigos tinham níveis menores de sintomas psiquiátricos e menores níveis de cortisol pela manhã em relação aos que ainda estavam no armário", acrescentou.

Os pesquisadores testaram 87 homens e mulheres, todos por volta de 25 anos, administrando questionários psicológicos e realizando exames de sangue, saliva e urina para medir o estresse. A descoberta pode dar apoio aos defensores dos direitos dos homossexuais.

Abrigo

A província de Quebec tem sido um refúgio para homossexuais franceses que afirmam sofrer intolerância em seu país natal, que está agora envolvido em um intenso debate sobre a legalização do casamento gay e a adoção por homossexuais. "À medida que os participantes do estudo desfrutam de direitos progressistas no Canadá, eles podem se tornar inerentemente mais saudáveis e resistentes", disse Juster.

"Sair do armário não é mais um assunto de debate popular, mas uma questão de saúde pública. Internacionalmente, as sociedades devem se esforçar para facilitar essa autoaceitação, promovendo a tolerância, o avanço da política e a dissipação do estigma de todas as minorias".

Quando perguntado sobre o pequeno número de pessoas analisadas, Juster disse que devido ao custo do estudo - com cada participante recebendo US$ 500 - o número de pessoas pesquisadas foi "respeitável".

Ele acrescentou que estudos neurológicos frequentemente buscam mais informações detalhadas de um pequeno conjunto de temas em comparação com a pesquisa epidemiológica.

Comentários (28)

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  • em 05-02-2013 às 02:02 anonimo
    não me digam...
  • em 04-02-2013 às 13:53 Jacinto Aquino Rego
    AI AI AI UI UI UI
  • em 02-02-2013 às 21:06 ANGRA
    E como diz um amigo: _ Quem sai do armário é bicho papão!!!!!!!!! KKKKKKKKKKKKKKK
  • em 02-02-2013 às 21:01 Angra
    Quando era adolescente e na escola, nada me perturbava mais do que quando me chamavam de gay! Hoje, depois de muita coisa acontecido, todos sabem do que sou e como sou! Assim querer me atacar me chamando de gay, sinceramente isso não mais me incomoda. Então ter saído do armário realmente me deixou totalmente isento deste incomodo de ser apontado! Moro em Angra dos Reis, trabalho no centro da cidade e sou gay! Todos me adoram e todos querem falar comigo! Realmente sair do armário foi algo quase que sublime! Aí digo, não virei nada, sou "isso" mesmo desde que nasci. Nasci prontA!
  • em 02-02-2013 às 17:41 Val.Ba
    Levanto bandeira para o justiceiro!!!
  • em 02-02-2013 às 01:25 Justiceiro
    Não entendo porque esse preconceito entranhado em nosso meio. O Bruno disse, ipsis litteris: "Agora tem nego q nem precisa sair de armario, soh de olhar todo mundo ja saca q eh gay" (sic). E DAÍ?!? Que seja bicha, pintosa, "discreto". Somos todos seres humanos, que têm direito à busca da felicidade. E concordo, gays que saem do armário são menos estressados sim. E não é sair por aí dizendo: "olha, sou gay". Isso é diferente de ter que se podar, limitar-se, por não ser hétero. Não poder andar de mãos dadas ou dizer: "esse é o meu namorado/parceiro/companheiro/marido". Isso é sair do armário. É viver a vida com todos os direitos dos héteros, nem mais nem menos.
  • em 01-02-2013 às 18:47 Ivan p/ Bruno
    Oi, gracinha! Sempre afirmei que gosto de você; através do que escreve é possível identificar várias características em uma pessoa. Na verdade, não tenho parceiro fixo, nunca tive. Desde jovem que tenho, poderia dizer uma "vida promíscua" pelo fato de me relacionar sexualmente com quem eu me interessar, mas não quer dizer que não me cuido. Sou sincero no que escrevo e não me importo com rótulos. Por que devo pensar em parceiro fixo, se muitos homossexuais vivem como eu? Frustrei-me ao me apaixonar por alguém que me traiu, me iludiu! De lá pra cá, mais ainda me desinteressei em encontrar um namorado. Já tenho uns 40, e geralmente essa gana em ter alguém e casar, acontece quando você está descobrindo os prazeres da vida, ou seja, bem antes dos 30. O que era possível, hoje não passa de utopia, portanto procuro viver a vida intensamente. Você pelo que já li uma vez, tem 23 anos, e desejo-lhe boa sorte e que encontre alguém que realmente te merece.
  • em 01-02-2013 às 07:13 Diego SP
    Acredito que está se exigindo muito dos gays e pouco do poder público e dos meios de comunicação. Dê melhores condições e direitos aos gays que eles começarão a aparecer. Os meios de comunicação no Brasil por exemplo rotula os gays de forma pejorativa o tempo todo, mesmo que não seja essa a intenção, com piadinhas de péssimo gosto envolvendo gays de maneira bem sutil. A rádio MIX FM de SP por exemplo está usando agora um jingle de carnaval durante os intervalos comerciais "olha a cabeleira do zezé... será que ele é... será que ele é..... e de fundo um coro bem alto e em bom som BIXAAAAA" , que finaliza a trilha.
  • em 01-02-2013 às 01:17 Samy David Jr.
    Tentando fazer ligação de "orientação sexual" com "Estresse" ----> nenhuma. Pesquisa mais infundada. O ser humano, independe da orientação sexual poderá ser/ter estresse por qualquer motivo/situação do cotidiano.
  • em 31-01-2013 às 22:30 Derick
    Pra me o estresse é causado mesmo pela falta de dinheiro não por minha opção sexual.
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