Habilitados

SUS tem quatro novos serviços ambulatoriais para processo transexualizador.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2017

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) inaugurou, em novembro de 2016, o primeiro ambulatório transexualizador de Mato Grosso do Sul.O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) inaugurou, em novembro de 2016, o primeiro ambulatório transexualizador de Mato Grosso do Sul.

O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços ambulatoriais para procedimentos transexualizadores. Entre os procedimentos estão a terapia hormonal e o acompanhamento psicológico dos usuários em consultas antes e depois da cirurgia de redesignação de sexo.

Os serviços recém habilitados estão disponíveis em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). Ao todo, agora são nove centros com estes serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos quais cinco também oferecem a cirurgia de redesignação sexual.

Como o processo é irreversível, o Ministério da Saúde exige que antes da cirurgia seja feito um acompanhamento multidisciplinar por pelo menos dois anos. Para ambos os gêneros, a idade mínima para procedimentos ambulatoriais é de 18 anos. Esses procedimentos incluem acompanhamento psicológico e hormonioterapia.

Para procedimentos cirúrgicos, a idade mínima é de 21 anos. Após a cirurgia, deve ser feito acompanhamento por mais um ano.

Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. Entre 2008 e 2016, ao todo, foram feitos 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

Associação Nacional de Travestis e Transexuais

Para a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), Keila Simpson, a notícia é boa, independentemente de o objetivo final do usuário ser a cirurgia ou não. “A porta de entrada dessas pessoas no serviço público era pelo serviço de AIDS, com a instituição desses ambulatórios, essa população começou a entrar no sistema de saúde por outras frentes que não a AIDS. A instituição desses serviços, para além da cirurgia, para além das especificidades, dá mais acesso à saúde para essa população”, frisou Keila.

A presidente reforça que ainda são necessários mais centros que façam a cirurgia de redesignação. Keila destaca que alguns estados têm oferecido trabalhos regionais específicos para transexuais e travestis com sucesso e enfatiza que esse tipo de iniciativa é essencial para que essa população tenha acesso integral aos serviços públicos de saúde.

Comentários (2)

Atenção: Insultos e comentários em desacordo com o tema poderão ser despublicados.

  • em 04-01-2017 às 23:01 Lhucas
    Apesar da questão do indivíduo querer ou não se vestir com roupas femininas, ser assunto unicamente da pessoa, é bom termos cada vez mais locais que auxiliem todo o processo de redesignação sexual, fazendo com que haja segurança em todo o processo. Que cada indivíduo LGBTQ possa ser e exercer seu gênero e sexualidade de forma livre e como quiser!
  • em 04-01-2017 às 21:14 Caio
    Sou gay macho com muito tesão em machos, mas jamais passou pela minha cabeça em querer ser mulher. Adoro me vestir com roupas de homem, sapato e tudo o que é do sexo masculino. E entendo que há várias formas de gêneros!