O inferno voltou

Skinheads de Fortaleza suspeitos de homofobia são notificados para depor.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018

Membros do grupo "Carecas do Brasil", suspeitos de agredir um garoto em Fortaleza, foram identificados e notificados para depor, ainda nesta terça-feira (30), de acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará. A vítima de agressão do "presumido crime de homofobia" também vai apresentar sua versão aos promotores.

Um estudante relatou em rede social ter sido agredido por um grupo de homens carecas, vestindo preto, na noite de 19 de janeiro, na Praça da Gentilândia, no Bairro Benfica, em Fortaleza. "Me cercaram e começaram a me socar, eu só tive a reação de proteger a minha cabeça e gritar por socorro", disse a vítima.

O Fórum Cearense LGBT e a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap) denunciaram o caso.

"A agressão ao estudante por um suposto grupo skinhead, denominado 'Carecas do Brasil', despertou a atenção de setores da sociedade. Conforme relato em rede social, a vítima teria sofrido violência física e xingamentos de cunho racista e homofóbico por parte dos supostos agressores", diz o Ministério Público.

O órgão afirma que, por se tratar de um caso de racismo e preconceito, o caso é mantido em sigilo, e o nome das pessoas envolvidas no caso não será divulgado.

Panfletos

No site do grupo Carecas do Brasil, eles divulgam ações como panfletagem com mensagens antissionistas, contra o feminismo, drogas, anarquismo, comunismo e antifascismo. Junto com os símbolos negando as ideologias contrárias às do Carecas do Brasil, há a mensagem "o inferno voltou", apesar de eles se identificarem como cristãos.

Os skinheads são grupos formados normalmente por homens, que preferem usar roupas pretas e corte de cabelo curto ou raspado. Eles espalham mensagens contra leis voltadas para minorias, e conteúdos xenofóbicos, homofóbicos e racistas.

Em casos similares ao da agressão ocorrida na Praça da Gentilândia, a Secretaria de Segurançad do Ceará orienta que a vítima registre boletim de ocorrência para dar início a uma investigação.

Comentários (11)

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  • em 14-02-2018 às 12:05 Drizella.
    Caraio, que falação é essa meuzamo? Parem om essa caralha já, pois, já deu no saco! rssrsrsrsrsrsrsrsr Beijos Brasil!
  • em 04-02-2018 às 23:52 Jorge Jorge
    E quanto ao meio acadêmico DJ - o teu equívoco chega a ser estúpido. Queira me desculpar pela sinceridade - é justamente aí, nessa chamada "cátedra de marfim", que se alojam aqueles que há cinquenta anos nos contam as mesmas mentiras de esquerda. É lógico que deles você nunca ouvirá palavra acerca da verdade. Ou não sabem ou, se sabem, fingem não saber. Portanto, garoto, se quiser aprender, rompa a dimensão do meio acadêmico nacional, que, por sinal, é medíocre em sua maioria. Imagine você: a USP, nossa melhor universidade, está lá em quadragésimo lugar em qualquer ranking sério que se produza. Portanto, quando você ouvir aqueles palestrinhas do Café Filosófico desconfie. É mentira. Lamento informá-lo, mas aquilo tudo, em sua essência, é falso. Para compreender, lance-se a uma bibliografia estrangeira. Mergulhe em autores independentes, vasculhe por informações, ouça as pessoas. saia desse mundinho provinciano em que costumamos nos acastelar aqui no Brasil. Ah, e por favor: não se informe pela Globo News.
  • em 04-02-2018 às 23:43 Jorge Jorge
    Querido, antes fosse. É impressionante como são as pessoas: se eu não conheço, se não ouvi falar, se o meu professorzinho de história do cursinho disse que não, então não existe. DJ, pesquisa, meu anjo! Antes de vir falar comigo, pesquisa!
  • em 04-02-2018 às 20:44 Dj
    Jorge, essa coisa de marxismo cultural é teoria da conspiração que nem relevancia no meio acadêmico isso tem.
  • em 04-02-2018 às 12:36 Drizella.
    Que voltou nada, isso sempre existiu, e infelizmente, vai existir! Cabe a nos, viver vigiando, pois o mundo é cruel, fato! Beijos Brasil!l!
  • em 01-02-2018 às 18:49 Jorge Jorge
    Querido, não existe a tal “extrema direita raivosa e mortal”. Não seja intelectualmente desonesto, por favor. Se você deseja paz, dignidade, cidadania, eu também desejo paz, dignidade e cidadania. A todos, gays ou não. O que há é um movimento crescente (e com este, claro, você talvez ainda não tenha se acostumado) que já se deu conta das mentiras que o marxismo cultural contava, incólume, havia cinquenta anos. Enquanto vocês lidaram com o Silas Malafaia, o Magno Malta, o Marco Feliciano e o próprio Jair Bolsonaro, tudo não passava de uma piada. Era muito fácil derrotá-los. Bastava atacá-los de fascistas, nazistas, racistas e homofóbicos e estaria tudo resolvido. Ocorre que nada é para sempre, nem mesmo a mentira sobre a qual o comunismo se assenta. Eis que um dia surgiu uma direita intelectualizada, que invadiu a internet (território, por enquanto, parcialmente livre) e passou a dizer o que pensa: reuniu dados e números, mostrou a atrocidade do comunismo, com seus cem milhões de mortos, revelou o marxismo cultural, o Foro de São Paulo, a Escola de Frankfurt, o pensamento diabólico de Antonio Gramsci. O politicamente correto foi jogado nu no meio da sala de jantar e aí passou a ser avaliado e então todos vimos que o que aparentava ser uma coisa (o movimento gayzista internacional, por exemplo) é na verdade outra. Seja, meu bem, qualquer coisa que quiser ser e milite em qualquer trincheira, mas, por obséquio, para tratar com essa nova realidade, torne-se menos óbvio e mais rebuscado em seus argumentos. Os movimentos GLBTs, Novamente, as tais minorias, as passeatas gays, são, sim senhor, grandes farsas, que só servem para semear o caos, a dor e a tragédia. Pior: elas não repercutem aqui em São Paulo. Eles repercutem lá no interior da Paraíba, onde o garoto de 15 anos, “disposto a se assumir”, resolve aparecer de calcinha na frente dos avós, instigado que foi, pelo gayzismo empresarial, a odiar aqueles que deveria amar, mal sabendo ele que, com tal gesto, tornou-se não mais do que um soldado a serviço de um movimento internacional a quem jamais interessam palavras que a mim e a você interessam: paz, dignidade, cidadania.
  • em 01-02-2018 às 10:25 Novamente p/ Jorge Jorge
    Está desviando o foco da matéria... Ela fala de totalitarismos, de desrespeito total ao outro. Já vimos isso durante a história e me parece que agora toma mais força para aparecer, afinal, ela nunca acabou. Dizer que devemos ser felizes é sim ignorar o fato de que alguém foi agredido, seja por qual motivo for. Não falo do Jean Willys, falo de pessoas que se organizam e fazem pelos outros. Pesquise os cursinhos para pessoas trans e travestis. São iniciativas bem ao modo micropolítico. Mas sei que não vai aceitar, muito menos debater. Só penso que não podemos deixar essas coisas acontecerem, um dia pode ser um de nós. Pode ser eu, você... Mas sempre tentaremos ser felizes, não importa a felicidade do outro, importa a minha, é claro. Não sou do movimento social, mas penso que preciso fazer mais pelo outro. Tem crescido muito esse pensamento dessa extrema direita raivosa e mortal. Enfim... queria ser livre, completo e feliz.
  • em 01-02-2018 às 00:19 Jorge Jorge
    “Novamente”, meu amado, lutamos em raias contrárias, como nadadores numa piscina olímpica, mas, diferentemente deles, não buscamos ser o primeiro a chegar e não nos incomodaremos em ser o último. Ou seja: aqui nada disputamos, a não ser o livre direito de manifestação e pensamento. Eu não sou patrocinado por ninguém, mas disto falaremos mais tarde. Por ora, anote o seguinte: havia um tempo – eu vou rememorar você – em que bastava Jean Wyllys dizer algo e todos os gays correriam ao seu aplauso. Eu mesmo o aplaudi inúmeras vezes. Mas – numa velocidade kafkiana – essa bruma de mentira se desfez, tal como fosse um cadáver ao ter contato com o oxigênio. Perdemos a ilusão em Wyllys, que passou de vaca a mico do presépio em dois segundos. Erigiu uma direita intelectualizada e então medalhões, às centenas, caíram do poleiro. E estão caindo. Foi assim que brotou – e está brotando – um novo e sensato pensamento. Pela primeira vez passamos a nos dar o direito de desconfiar, questionar dados e números. Pare, meu anjo, com essa tolice infantil. Enfrente os temas. Enfrente-os. Diga-me, por exemplo – e agora vou tocar na questão do patrocínio que você levanta – se há ou não há um mercado gayzista por trás das nossas homossexualidades. Como se diz tão popularmente, quem julga os outros por si próprio se julga. Se você acha que alguém me paga é porque tem conhecimento de que estamos, como tenho denunciado tão enfaticamente aqui, diante de um mercado, que tem lá seus cães raivosos, dispostos a invadir a floresta e atacar quem quer que se manifeste de forma contrária àquilo que defendem. Pense nisso. Ainda há tempo de deixarmos a idiotice útil de lado e sermos plenos. Somos sensíveis. Somos inteligentes. Somos honestos. Somos lindos. Tudo isso somos sendo gays ou não. Então por que diabos devemos nos render a um movimento político que resolveu absorver justo a nossa sexualidade? A nossa própria bunda, meu caro Pensamento... Veja você: poderiam ter tentado transformar qualquer coisa em razão de luta de minoria, mas foram se implicar justamente com a nossa bunda... Não é hilário?!
  • em 31-01-2018 às 14:32 Cícero halison Gonçalves Lacerd
    verdeda sejamos homossexuais livres e felizs
  • em 31-01-2018 às 14:19 Novamente p/ Jorge Jorge
    Senhor, Jorge Jorge, no mínimo você não entendeu o que leu. A matéria diz que um jovem foi agredido, supostamente um ato com motivação homofóbica. Responda-me: como ser homossexual e livre? Penso que se for comprovada motivação homofóbica, tudo o que o garoto queria ser era homossexual livremente. Senhor, sua fala está tão distante das lutas, do movimento, de pessoas que estão buscando fazer alguma coisa pelo outro. Sei o que te motiva, já falamos disso anteriormente. O que quer, juntamente com a galera que te paga é dizer que as travestis não são espancadas, que não existem minorias, que ser homossexual é muito simples. Todos nos aceitam e nos amam. Esqueçamos a história, afinal ela pode nos mostrar o que um discurso totalitário é capaz de fazer.
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