Escola Sem Partido

Maioria dos brasileiros apoia educação sexual nas escolas, diz Datafolha.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019

Na contramão do que movimentos conservadores defendem com projetos como o Escola sem Partido, a maioria dos brasileiros apoia que temas como sexualidade e assuntos políticos sejam debatidos nas escolas do País.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (7), 54% dos brasileiros concordam que educação sexual deve ser debatida em sala de aula, enquanto 44% discordam e 1% não opinou sobre o tema.

A tendência de apoio é maior entre as mulheres, com 56% delas defendendo o debate sobre educação sexual na escola contra 52% dos homens. Considerando a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, contudo, os grupos têm posição equivalente.

A pesquisa ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios entre os dias 18 e 19 de dezembro de 2018.

Apesar de ter a aceitação da maioria, quando se tratam dos "extremos", há um equilíbrio: enquanto 35% das pessoas concordam totalmente que o tema seja debatido nas escolas, os que desaprovam totalmente também somam 35%. A oposição total ao tema só é superior em dois grupos: os que dizem ter votado no presidente eleito Jair Bolsonaro (54%) e entre os evangélicos (53%).

Bolsonaro, que é apoiador do movimento Escola sem Partido já afirmou que "quem ensina sexo para a criança é o papai e a mamãe".

Segundo a pesquisa, cerca de 71% dos entrevistados também apoiam a presença de assuntos políticos nas escolas, enquanto 28% discordam - sendo que 54% do total de entrevistados apoiam totalmente que o tema seja debatido.

O Datafolha ainda mostra que o apoio a esse tema é maior de acordo com a escolaridade dos entrevistados. Entre os que tem ensino superior, 83% concordam com a afirmação de que o tema deve estar presente nas escolas. Já entre os 28% que se opõem, 20% dizem discordar totalmente e 8% discordam parcialmente.

Comentários (11)

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  • em 14-01-2019 às 22:41 Marcus
    Parabéns aos brasileiros que ainda tem cérebro como disse o Diego e não apoiam idéias de assassinos do escola sem partido.
  • em 12-01-2019 às 17:51 Edinho
    A educação sexual é responsabilidade da família e não do estado. Eduque sexualmente seu filho como desejar. O estado não é baba. Pais e mães - casados, solteiros, divorciados, heteros, homos - tem que exercerem a sua atividade. E o DataFoice não é confiável: errou quase todas em 2018.
  • em 10-01-2019 às 18:16 Diego SP
    Parabéns aos brasileiros, demonstraram que ainda tem atividade cerebrai depois de ter uma aberração. NÃO aos assassinos do escola sem partido.
  • em 10-01-2019 às 15:14 Jorge Jorge
    O "64" é burro demais. Não tem como discutir com esse cara.
  • em 10-01-2019 às 12:13 64 nunca mais!
    Faço um convite a vocês a frequentarem as escolas e verem se não existe pluralidade de pensamento, se desde há muito tempo falamos de Marx e Adam Smith, de Hayek e de Lenin. O que o escola sem partido queria, isso sim era impor um único tipo de pensamento. Como um estudante entenderá seu mundo se jamais estudar as muitas formas em que é explorado? E deixo uma pergunta: a quem serve toda essa destruição da educação que está se avizinhando no novo governo? Para que pobre crítico? Afinal de contas...
  • em 10-01-2019 às 12:06 64 nunca mais!
    Nota-se pelos cometários que as pessoas não leem muito, tampouco frequentam as escolas. Educação sexual, JAMAIS foi ensinar sexo para crianças ou adolescentes. O Bosta do presidente é burro e mal intencionado, mas isso já sabemos. Não se fala de sexo com crianças porque isso não faz parte do universo cognitivo delas. Sexualidade é uma forma de expressão na vida. E não tratar de assuntos como métodos contraceptivos, gravidez na adolescência ou ainda não falar das lgbtfobias na escola só serve a uma direita burra e nada progressista. Nem vou comentar a comparação de Marx com o Astrólogo, kkk. Apenas uma coisa: a grande parte dos abusos sexuais a crianças e adolescentes acontecem dentro de casa e o abusador ou abusadora está muito perto dessa criança. Estamos combatendo um comunismo que jamais existiu. Afinal socialismo é a expropriação dos meios de produção é tornar menos desigual a economia, isso nunca existiu no Brasil.
  • em 10-01-2019 às 10:11
    A credibilidade de um datafolha e nada é a mesma coisa. Educação sexual se aprende em casa com os pais, quando eles decidirem que é a hora. As escolas não conseguem nem ensinar português e matemática e querem inventar moda agora? Espero que tenha escola sem partido sim.
  • em 10-01-2019 às 00:35 Lucas RS
    Educação sexual deve vir de casa. Escola é outra coisa. Não se deve deixar os responsáveis fora disso. Aliás, Escola Sem Partido é outra coisa!
  • em 10-01-2019 às 00:17 Jorge Jorge
    Agora, isso nada tem a ver com Escola Sem Partido. São coisas diferentes. Faz cinquenta anos que somos dominados pelo comunismo em classe. Isso precisa acabar. Simples assim. O que ocorre é que o nome - Escola Sem Partido - é tão burro quanto o bando de deputados que encabeça a ideia no Congresso Nacional. Não é questão de impedir a escola ou mesmo o professor de expor suas ideias em sala de aula. O que deve ser oportunizada, coisa que nunca foi, é que aqueles professores, da educação básica ao doutorado, incluindo o ensino superior, possam advogar seus pontos-de-vista de direita em sala de aula. É precisamente disso que se trata. Se você me ataca com Marx, eu me defendo com Olavo de Carvalho. Se me joga Guevara, eu jogo em você o movimento Brasil Paralelo. Se diz que o período militar foi horrível, eu mando você pesquisar sobre o Holodomor. É por aí. É devolver, DE FATO, o debate ao cenário estudantil e acadêmico. Ocorre que há uma cambada de gente - USP, PUC - desesperada com a perspectiva de ter que começar, REALMENTE, a debater. Essa gente de esquerda tem pouco a dizer e, pior, acostumou-se a um comodismo, do qual agora reluta em se afastar. Levanta essa bunda da cadeira, esquerdopata! Há uma elite de direita ridicularizando, academicamente e com dados, tudo aquilo que você defendeu a vida inteira, enquanto ganhava polpudos salários das universidades públicas. Mexa-se, babaca!
  • em 10-01-2019 às 00:09 Jorge Jorge
    É mentira do DataFolha. No primeiro turno, foi esse instituto que disse que Marina Silva derrotaria Bolsonaro se eventualmente se confrontasse com ele no segundo turno. Abertas as urnas, Marina Silva fez 1% dos votos. Um por cento, senhores e senhores!!! Um por cento. De modo que o DataFolha mente de forma descarada, tentando influenciar o governo e o povo. Educação sexual é coisa para a família, não para professor semi-analfabeto, influenciado por Marx.
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