Leandro Narloch é demitido da CNN Brasil após comentários sobre homossexuais

A emissora rescindiu o contrato de Leandro após ele ter feito comentários relacionando gays à AIDS.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 15 de Julho de 2020

O comentarista político Leandro Narloch foi demitido da rede de jornalismo televisivo CNN Brasil após fazer uma relação entre homossexualidade e AIDS. Os comentários homofóbicos de Narloch era sobre a decisão do STF que anulou a resolução da ANVISA que mantinha a proibição de doação de sangue por homens gays. A fala, que parece ter pego de surpresa até os apresentadores, foi alvo de manifestações indignadas nas redes sociais e a CNN optou por retirar o analista do seu quadro de comentaristas políticos.

Narloch disse que “a mudança na verdade é pequena, ela vai restringir mais a conduta, e não o tipo de pessoa, a opção sexual (sic) do indivíduo. Toda essa polêmica começou porque, não há dúvida disso, os gays, os homens gays, eles têm uma chance muito maior de ter AIDS, né? Em 2018, uma pesquisa mostrou que 25% dos gays de São Paulo eram portadores de HIV”. Além de usar o termo ‘opção sexual’, completamente antiquado, Narloch demonstrou pouco ou nenhum conhecimento sobre o HIV. Veja o vídeo:

A correlação entre AIDS e pessoas LGBT é inverídica. O jornalista Pedro Figueiredo, da Globo Rio, utilizou o Twitter para argumentar contra a inferência antiquada e preconceituosa de Narloch:

Após a péssima repercussão do comentário de Narloch – um dos principais responsáveis pela afirmação nunca comprovada de que Zumbi escravizava pessoas -, a CNN decidiu demitir o comentarista político.

“A CNN Brasil comunica que decidiu rescindir o contrato do jornalista e escritor Leandro Narloch. A empresa agradece pelos serviços prestados no período em que ele fez parte de nossa equipe de analistas e deseja sucesso no seguimento da carreira”, afirmou a empresa em nota.

Comentários (11)

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  • em 20-07-2020 às 16:45 Leo Snart
    Machado de Assis desde sempre fora trazido como um grande escritor, nunca um grande escritor negro. Lima Barreto, o mesmo, ou ainda da grande participação de negros no processo abolicionista? Falo da construção de um imaginário que ainda hoje é branco. Quantos juízes no STF temos que são negros? Médicos? Ao tentar destruir o mito de Zumbi, porque esse tem um fator positivo para a comunidade negra, para o movimento negro, esse jornalista tenta silenciar a possibilidade dos grandes heróis nacionais serem negros. Das grandes narrativas passarem por Machados de Assis, Limas Barretos, Marighellas ou Conceições Evaristos. Mas as olavetes só querem incorrer nas falácias do tudo é liberdade de expressão. Para um adevogado o senhor anda nada mal.
  • em 20-07-2020 às 16:22 Leo Snart
    Esse tal Felipe não entendeu o que eu disse. Eu falei da não colocação das grandes figuras negras como protagonista da história: Macho de Assis desde sempre fora mostrado para as crianças como o grande escritor negro? Lima Barreto
  • em 18-07-2020 às 12:05 Rainha
    Este Felipe é um misto do preesidente com a Dilma...fala e se contradiz...acha q td mundo é burro como as olavetes q ja nao manjaram esta estrategia de pos verdade q hj os canalhas se escondem e se vitimizam...e quem sao?exatamente os q chamavam os outros de mimizentos...hipocritas...
  • em 18-07-2020 às 08:24 Viktor
    Eu. Acho. Na. Minha opinião. O. Ser. Humano. Deve saber. Expôr. Suas. Opinião sem. Preconceito ao. Próximo. Punição. Justa. Parabéns. A. Cnn
  • em 16-07-2020 às 21:57 Felipe
    Vai estudar história, Leo Snart. Rebouças, Patrocínio, Machado de Assis, Luiz Gama. Vultos negros da maior importância, meu filho. Quanto à declaração, é, sim, tolher a liberdade de expressão. É esparadrapo. Justiceiros sociais como você detestam a realidade. Não tendo como se contrapor a ela, passam a defender o silêncio, e até a extinção, de seus adversários.
  • em 16-07-2020 às 07:47 Leo Snart
    Olavista de plantão a espalhar seu ressentimento. Só uma pergunta: homens heterossexuais não são promíscuos? Mulheres heterossexuais não são promíscuas? Por que a restrição somente a nós, gays? A CNN fez certo, mesmo que não ache que essa emissora seja liberal. Agora a cruzada olavista-bolsonarista é contra a suprema corte. Eles pedem volta da ditadura, Ai-5, e falam de censura. A questão não é dizer se Zumbi, um mito, teve escravos ou não, mas dizer como uma forma de destituir o mito negro em uma sociedade extremamente racista. Por que, todos as grandes figuras negras desse Brasil racista, é renegada ao esquecimento? Isso tem uma função: manter o racismo pela não representatividade. Já vai tarde Narloch!!!
  • em 16-07-2020 às 01:55 Felipe
    Esqueçam, queridos, a ideia de calar e amordaçar. Resignem-se: o adversário de suas ideias existe, aparece e o melhor que você tem a fazer é duelar com ele no terreno das ideias. Esparadrapo do STF na boca dele, não!
  • em 15-07-2020 às 23:22 Rainha
    Mais um olavete maluco defensor do bolsonarismo.Neste caso não sejamos Alice,ele foi mandado embora por falar asneiras ,pois o Universo sabe que ser gay não é opção e quem defende esta ideia sao as igrejas e psicologas charlatãs que visam ganhar dinheiro às custas de pessoas ignorantes.O fato é:temos um canal que é o quintal da Record,ou seja,de conservadorismo escroto,só que liberal...ao ver a manifestação negativa na midia e redes sociais pensando na imagem e lucro da emissora mandaram o rapaz embora.A verdade é esta.
  • em 15-07-2020 às 20:25 Felipe
    Quanto a Zumbi ter tido escravo, ser várias figuras e não uma, ser apenas um mito e sequer ter existido. Trata-se de outra tentativa, desta vez contra a pesquisa histórica, de, amordaçando-a, impedir que se chegue a qualquer conclusão que possa atrapalhar o ideário de separação e diferença pregado pelos movimentos negros de esquerda. Perda de tempo. Ninguém mais, nenhuma esquerda, por mais que se articule, por mais que tenha um STF medíocre operando ocasionalmente do seu lado, por mais que tenha a imprensa velha desesperada de seu lado, calará a liberdade de expressão, de pesquisa, de opinião, tanto quanto, no caso de Zumbi, não se pode calar aqueles que o defendem como símbolo de uma população que negra que é, sim, discriminada e precisa, sim, reivindicar seus direitos e ser incluída.
  • em 15-07-2020 às 20:20 Felipe
    O comentário dele não foi preconceituoso. Pelo contrário: o que afirmou foi que a promiscuidade é que deve ser critério de exclusão e não a sexualidade. Foi vítima de patrulhamento. Ter opinião, num país em que seu principal tribunal conduz um inquérito irresponsável e ameaça pôr um esparadrapo na boca de cada brasileiro, dá nisso.
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