Agindo no Impulso

Após descobrir uma traição, fiquei arrasado. Em um momento de fraqueza, confundi as coisas com um colega de trabalho, fui pra cima e dei um beijo nele. E agora?

por Contador de Histórias

Quarta-feira, 22 de Julho de 2020

Meu nome é Bruno e hoje tenho 22 anos. Essa história aconteceu quando eu tinha lá pelos meus 19.

Sou moreno bem claro, cabelos lisos e castanhos, 1,78m de altura. Apesar do corpo desenvolvido, tinha um rosto de criança.

Minha vida tava até muito boa pra um jovem da minha idade. Tinha me formado há pouco tempo, consegui um bom trabalho, estava bem resolvido comigo mesmo e namorava o Tiago, o garoto mais desejado da escola. A gente tinha um namoro daqueles de TV, sabe? A galera toda gostava da gente (mais dele, já que ele era o popular). Era muito bom, um namoro quase perfeito. Ou quase...

Certo dia, Tiago foi dormir lá em casa e antes de entrar no banho, deixou o celular na minha cama. Não mexi no celular dele, não tinha a intenção de vasculhar, até receber uma mensagem de um tal João Vitor. Entrei por curiosidade e descobri que o Tiago me traía desde a época da escola ainda. Tinha muita mensagem, fotos, áudios e eu não sabia o que fazer com tudo aquilo.

Ele saiu do banho e brigamos feio, liguei pra mãe dele e mandei ela tirar aquele garoto dali. Eu tava com nojo do Tiago, com raiva, com tudo. A mãe dele foi buscá-lo e eu contei tudo pra ela, que ficou irritada e falou que ia conversar com o filho.

Fui dormir depois disso tudo. No outro dia, não queria nem trabalhar, mas não podia faltar porque era dia de reunião. Antes de sair, vi que tinha uma mensagem no celular e que era do Tiago.

— A gente poderia ter conversado e resolvido entre a gente. Não precisava envolver minha mãe, tomei o maior sabão por sua causa mas vai ter volta. Pode dar adeus pra sua vida social, amorzinho.

O desgraçado ainda achava que tinha direito de me culpar! Vi que ele postou um monte de coisas no face falando de mim, queimando meu filme. Eu não tava nem aí, ignorei aquilo. Fui pro trabalho e chegando lá, fui direto pra reunião, que já estava começando. Eu trabalhava em um Call Center e minha supervisora tinha saído, a reunião era pra definir um novo. Cheguei e sentei. O dono da empresa não enrolou muito, disse que a supervisora saiu da empresa e agora quem ia comandar a equipe era um amigo de confiança dele. Ele apresentou a equipe ao Henrique, e quando eu bati os olhos nele, por um minuto esqueci até meu nome. Henrique tinha 23 anos na época, ele é bem branquinho, baixinho, 1,67 de altura, cabelos bem lisos jogados pra trás e tinha o tronco bem forte, principalmente seus braços eram bem fortes. Henrique se apresentou a todos e tivemos uns 20 minutos para nos conhecer. A equipe era nova, pequena, composta por somente 5 pessoas, por isso a gente ficou mais batendo papo. Depois voltamos ao trabalho, e eu não parei de pensar nele.

Durante o dia, percebi que o Henrique coçava muito a cabeça, como quem tem dúvida. Eu sabia como era o trabalho dele porque eu era amigo da antiga supervisora. Fui até o banheiro e quando voltei, passei na mesa dele pra tentar puxar um papo.

— Tudo certo aí chefia? — falei, em tom de brincadeira.

— Tudo errado, isso sim. — brincou ele de volta. — Eu sei o trabalho mas não entendo o software da empresa, tô perdido.

— Quer uma ajuda?

— Nossa, vou querer sim, não sei nada desse sistema. Mas você não pode sair do atendimento agora!

"Que droga", pensei.

— Você fica aqui até que horas? — ele perguntou.

— Até as 19h, horário de encerramento das equipes.

— Será que você não pode ficar até um pouco mais tarde pra me ajudar com isso? Se não for atrapalhar.

Eu, sozinho na empresa com aquele cara perfeito... já tremi só de pensar na ideia.

— Claro, sem problemas.

Ele me agradeceu e eu voltei pro meu posto. Já deixei avisado em casa pra não me esperarem porque ia dormir na casa de uma amiga. As horas arrastavam, minuto a minuto, até que finalmente deu 19h. O pessoal se aglomerava na porta pra ir embora e eu fiquei quietinho no meu posto, até que ele fez sinal com a mão pra eu ir até ele.

— Bora pra aula professor? — brincou ele.

— Professor nada, chefia, quem dera!

Eu sentei ao seu lado e ele me disse:

— Obrigado pelo respeito, mas não me chama de chefia, faz eu parecer bem mais velho. Pode me chamar só de Henrique.

Concordei com ele e comecei a explicar o trabalho, e com menos de 30 minutos ele já pegou tudo. Fiquei triste por passar pouco tempo ao seu lado, então fui pegando a mochila e indo embora, quando ouço ele dizer:

— Você tá com cara de quem tá com fome. Quer um sanduíche? É por minha conta.

Eu estava realmente com fome, e seria ótimo mas eu não queria parecer assim tão atrevido então recusei, disse que estava de boa.

— Por favor cara, como agradecimento pela ajuda no sistema. Te deixo em casa depois.

Sem muita reação, respondi apenas com um "tudo bem".

A gente foi pra uma hamburgueria em frente a empresa e conversamos por horas. Ele me falou sobre a vida dele, falou que tava solteiro já há uns 3 anos porque a ex-namorada o traiu. Peguei esse gancho e comentei com ele sobre meu caso com o Tiago. Confessei ter passado pela mesma situação e ele falou comigo:

— Já passei por isso cara, é foda mesmo. Mas agora tô vacinado (risos), sempre que precisar conversar me chama que a gente bate um papo.

Depois disso, ele me levou em casa e foi embora. Eu não parava de pensar naquele cara, imaginava tanta coisa que nem conseguia dormir. Passaram-se uns quatro meses e eu não tirava o Henrique da cabeça, a gente se via e conversava todo dia no trabalho mas era só isso. Um dia, meu chefe me chamou e falou que eu tinha sido selecionado pra uma promoção. O Henrique ia virar supervisor chefe e precisava de um assistente, e ele ficou sabendo que eu era bom com sistemas. Fiquei feliz demais! Fui até meu posto de atendimento, peguei minhas coisas e fui pra minha nova sala junto com o Henrique.

— E aí, garoto, gostou da surpresa? — ele falou, quando entrou na sala.

— Então foi você que me deu essa moral pro chefe? Poxa, obrigado, não sei nem o que dizer. Posso te pagar um sanduíche pra agradecer? Hahaha!

Nós rimos e então começamos a trabalhar. As semanas passaram-se e numa sexta-feira, Henrique falou comigo que íamos ficar uma hora a mais, pra fechar os relatórios das equipes. Concordei numa boa.

Na sexta-feira teria reunião de supervisores, e o Henrique chegou na empresa com um terno azul muito bonito, eu não conseguia parar de olhar. Ele tava perfeito, o homem dos meus sonhos! Passou parte do dia em reunião e eu em nossa sala, trabalhando. Quando deu o horário de saída, ele veio pra sala fechar os relatórios comigo. Por alguma razão, eu comecei a lembrar do Tiago, de quando ele vinha me buscar no trabalho, então comecei a ficar visivelmente triste. Henrique perguntou o que acontecera e eu respondi que não era nada. Nos arrumamos e fomos em direção ao elevador.

— É por causa do seu ex, não é? — perguntou ele, e eu me assustei. Como sabia?

— Como você sabe?

— Eu te falei que já passei por isso, eu sei como é.

— Eu sei, mesmo sabendo que ele tá errado, sinto falta da companhia. Sabe, não gosto de ser sozinho. Até minhas "amizades" aquele babaca levou com ele.

Entramos no elevador e descemos lentamente do 18° andar.

Henrique fez um gesto de apoio, segurou minha mão e tentou me confortar.

— Cara, não fica assim. Você é jovem, logo vai encontrar alguém, ele não merecer ver você chorando assim por ele. Não fica pra baixo. Você falou que está sozinho mas é mentira, eu tô aqui e vou te apoiar no que você precisar. Conta comigo.

Quando Henrique falou essas coisas, um sentimento forte tomou conta de mim. Olhei pra ele e ele me olhava com uma expressão amorosa, de amigo apoiador. Mas naquele momento eu confundi tudo, e num momento de impulso joguei o Henrique na parede do elevador e beijei sua boca. Ele ficou imóvel, com a boca entreaberta enquanto eu o beijava. Eu abri o olho e vi a expressão de susto nos olhos dele, foi quando caí na real e me dei conta do que eu tava fazendo.

— Henrique! — falei num tom de susto misturado com medo. — Me perdoa cara, por favor, juro que foi sem querer!

Ele não falava nada, só me olhava. Quando a porta do elevador abriu, ele pegou a pasta dele no chão, sua expressão mudou muito rápido, estava com raiva, muita raiva.

— Fica bem longe de mim — falou ele entredentes e foi rápido pro estacionamento. Eu tentei correr atrás dele, mas só descia pro estacionamento quem tinha o cartão de acesso. Tentei fazer sinal pro carro dele mas não deu, Henrique foi embora sem falar comigo, e eu fiquei sem saber o que fazer. Não sabia nem o que pensar. Eu tentei ligar pra ele, mandar mensagem mas nada, ele me ignorava completamente.

Na segunda-feira Henrique não foi trabalhar, e eu estava me consumindo por dentro. Tomei a decisão de que naquela segunda- feira eu ia falar com o Henrique, não importa o que eu tivesse que fazer. Na hora do almoço, fui até a recepção e pedi à recepcionista o endereço do Henrique Coimbra. Ela disse que não podia passar endereço pessoal de funcionário sem autorização. Ela ligou pro Henrique e o telefone dele não atendia. Eu pensei muito rápido na hora, tirei meu telefone do bolso e falei pra ela que ele não iria atender, porque ele tinha esquecido o telefone comigo, eu só queria devolver. Aquela garota tapada nem questionou, pesquisou o endereço dele e anotou em um papel e me deu. Naquela noite, 19h em ponto, eu estava na porta do elevador. Saí da empresa, pedi um Uber e fui direto pra casa do Henrique. Chegando lá, vi que era um prédio. "Ele não vai me atender", pensei. Uma senhora estava saindo, tive a ideia de mentir mais uma vez. Andei em direção ao prédio como se fosse morador, pedi pra ela deixar aberto que eu iria entrar. A senhora só me deu boa noite e seguiu o caminho dela. Subi as escadas até encontrar a porta do apartamento dele. 403, como estava escrito. Criei coragem e bati. Henrique abriu a porta e meu coração parou por um minuto. Ele estava com shorts de futebol, uma regata preta, chinelos. Tinha uma tatuagem tribal no braço direito. Eu olhei por alguns segundos, dessa vez tinha plena consciência de que queria agarrar ele ali mesmo.

— Quase seis meses de amizade e você numa me disse que tinha tatuagem. Falei tentando quebrar o gelo.

— O que você quer aqui? — ele perguntou, seco.

— Henrique, eu vim te pedir perdão. O que eu fiz foi errado, eu estava fragilizado mas isso não me dá o direito de beijar você. Você nem curte o mesmo que eu e mesmo se curtisse eu não devia ter feito aquilo. Me desculpa cara, por favor, sua amizade eu não quero perder.

Vi que ele amoleceu um pouco. Respirou fundo e me chamou pra entrar. Eu entrei e sentei no sofá.

— Quer uma água? Ou uma cerveja?

— Não, obrigado, só quero conversar contigo, cara.

Eu não tinha mais palavras para me desculpar com ele. Apesar de sentir uma atração muito forte, eu prezava muito pela amizade dele, ele era muito legal. Henrique interrompeu-me e começou a falar.

— Olha, Bruno (foi a primeira vez que ouvi ele falar meu nome) não consegui ir trabalhar hoje, eu não poderia ficar na mesma sala que você. Desde sexta-feira, quando cheguei em casa, tô com uma sensação estranha, algo que nunca aconteceu comigo. Ontem sonhei com o que aconteceu no elevador e não fiquei com raiva. Não sei por que, mas não paro de pensar em você.

Aquelas palavras me assustaram de uma boa maneira. O que estava acontecendo ali? O Henrique estava me dando bola? Eu estava muito confuso.

— Henrique, desculpa. Eu não queria embaralhar sua cabeça dessa forma. Eu errei e assumo meu erro.

— Eu que tenho que pedir desculpas pelo jeito que falei com você e fui embora. Eu devia ter pelo menos aceitado suas desculpas.

Henrique estendeu a mão pra mim e perguntou:

— Tudo bem entre a gente?

Eu apertei a mão dele e falei que sim. Não tinha motivo pra ficar de mal.

Eu me levantei e disse que já ia andando, que não ia mais tomar o tempo dele. Fui em direção a porta e olhei pra trás. Henrique ainda estava sentado no sofá.

— Henrique, abre a porta pra mim, por favor?

Ele me olhou com um olhar de quem tinha tomado uma decisão e disse:

— Você não pode ir embora.

Aquilo me congelou. E agora, ele vai me bater, vai me matar? Por que ele disse isso? Com um olhar de medo eu perguntei: — Como assim?

Ele se levantou e veio na minha direção. Passou a mão pela minha cintura e me deu um beijo na boca, um beijo tão forte, mas ao mesmo tempo tão suave. Dessa vez quem se assustou fui eu, mas logo em seguida me entreguei completamente. Sem cerimônia, ele me levou pro quarto dele, me jogou na cama e tirou minha camisa e meu sapato, me deixando só de calça social. Ele tirou a camisa e deitou em cima de mim, me beijando loucamente. Com aquele short dava pra sentir perfeitamente o pau dele duro feito uma rocha. Ele beijava meu pescoço, meu peito, minha barriga e eu delirava de prazer. Ele mordeu minha orelha, logo em seguida disse:

— Eu quero você pra mim Bruno, só pra mim. Você aceita ser só meu?

Eu não conseguia acreditar, eu estava em um sonho perfeito, com um homem perfeito. Disse que SIM sem pensar duas vezes. Ele tirou minha roupa e tirou o próprio short, foi até o armário e pegou camisinha e lubrificante. Eu sentei na cama, ele chegou perto de mim e eu comecei a acariciar seu pau com a minha boca, ainda dentro da cueca branca. Eu mordia com os lábios, lambia, esfregava o rosto naquele pau duro e grosso. Ele perguntou se eu queria chupar e fiz com a cabeça que sim. Ele tirou a cueca e aquele pau era lindo, grande, grosso, da cabeça rosinha. Engoli ele com vontade, mamei muito aquele pau enquanto ele gemia de tesão. Depois ele me deitou na cama e começou a me chupar também. A boca dele é deliciosa, ele chupava lento e me fazia tremer de tanto tesão. Ele pegou o lubrificante e começou a passar em mim enquanto me chupava, depois pegou uma camisinha dessas com sabor de fruta e perguntou se eu queria colocar pra ele. Eu peguei a camisinha, abri e comecei a estender naquele pau, quando chegou um pouco antes da metade, comecei a colocar com a boca e ele foi à loucura. Ele me virou de quarto e começou a colocar a cabecinha dentro de mim. Por um segundo pensei que não ia dar conta de tudo aquilo, mas não me importava com a dor, deixei ele me penetrar. Ele faz o melhor sexo do mundo, os movimentos de vai e vem são incríveis, me fez delirar. Em seguida, ele me colocou de frango assado e disse que queria me foder enquanto me beijava. Essa posição em particular me faz delirar. Ele me comeu forte, enquanto me beijava, ficamos nessa posição por quase uma hora direto, então ele colocou a boca no meu ouvido e disse:

— Eu vou gozar nesse cuzinho gostoso, mas relaxa que tô de camisinha.

Senti ele estocando forte em mim, então ouvi ele gemer e senti o pau dele pulsar dentro do meu cu, com isso eu gozei sem nem encostar no pau. Foi o melhor orgasmo da minha vida, e o mais intenso também. Depois disso ele ainda me beijou mais, depois deitou do meu lado na cama, segurou minha mão e falou olhando pra mim:

— Dorme aqui comigo hoje?

— Com certeza - respondi na hora pra ele

Eu me virei de lado na cama e ele me abraçou, ficamos de conchinha e eu perguntei:

— Henrique, como vai ser agora? Estamos namorando?

— Ainda não, somos só bons amigos que transam de vez em quando.

Por um lado fiquei triste porque ele disse que éramos apenas bons amigos. Mas por outro, fiquei feliz porque ele disse que não estávamos namorando "ainda", o que significava que as coisas poderiam mudar... e mudaram! Em nossas vidas, no trabalho e no círculo de amizades. Mas isso é história para o próximo conto.

Esse é o primeiro conto que escrevo na vida, sempre quis escrever mas não sabia. Espero que tenham gostado, e digam se querem a continuação da história. Ainda tem muita coisa pra acontecer entre o Bruno e o Henrique.

Comentários (12)

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  • em 05-08-2020 às 00:38 Paulo
    Adorei o conto. Muito bom. Suave, gostoso, lindo.
  • em 30-07-2020 às 13:33 Icaro
    Gostei muito, fiquei com o pau babando, imagina se contasse outros em audio, daria miito mais tesão! Qyero mais
  • em 30-07-2020 às 13:07 Samuel
    Respondendo ao comentário do "Crítico sim e daí?": Entrei porque vc não está lendo os contos de lá? Só fica aqui quem gosta dos contos e do site, se vc não gosta..........
  • em 30-07-2020 às 03:52 Crítico sim e daí? Cada um com
    Clichês e mais clichês... No Amazon Kindle tem contos mais excitantes que este...
  • em 27-07-2020 às 19:44 Tarado por palavras
    Delicia de conto... Continua sim. Fiquei de pau duríssimo
  • em 27-07-2020 às 19:22 João
    Ótimo conto. Já quero a continuação
  • em 26-07-2020 às 22:01 Rafael
    ADOREI O CONTO PODE CONTINUAR MEU QUERIDO
  • em 24-07-2020 às 23:32 Jair Maringa Pr
    Amei o conto fiquei muito excitado
  • em 24-07-2020 às 01:13 Maik
    Excelente conto.
  • em 23-07-2020 às 18:40 Theo
    Nossa quero ver os próximos 🤤 mó tesão
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