Uber lança podcast para motoristas sobre racismo e homofobia

Essa é a segunda edição do podcast, que abordará também violência contra as mulheres.

por Redação MundoMais

Quinta-feira, 23 de Julho de 2020

A Uber lança hoje a segunda edição do Podcast Fala Parceiro de Respeito, uma série com 20 episódios que pretende convidar os parceiros que usam o app para gerar renda para serem aliados no combate ao racismo, à LGBTQIA+fobia e à violência contra a mulher.

O conteúdo educativo foi coordenado pela Promundo, uma ONG especialista em envolver homens e meninos em projetos, pesquisas e campanhas pela igualdade de gêneros e que já trabalhou com instituições como a ONU, o Banco Mundial e a OMS.

Os episódios serão distribuídos semanalmente a cerca de 1 milhão de pessoas que dirigem usando o app da Uber todos os meses, em todos os Estados do país. Cada tema será abordado em uma sequência de episódios curtos, com linguagem simples e de fácil compreensão. Quem ouvir todo o conteúdo vai receber o selo Viagem de Respeito, a partir de setembro. Os usuários poderão verificar se seu motorista tem ou não o selo consultando o perfil que fica disponível dentro do app, a partir do momento em que a viagem é aceita.

O trabalho para a criação do conteúdo começou no início do ano e levou meses para ser concluído. A pedido da Uber, a Promundo realizou pesquisas imersivas com dezenas de ativistas, usuários e motoristas parceiros de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e Manaus para entender comportamentos, dúvidas e caminhos que ajudaram a definir a melhor abordagem, e elaborar os roteiros da nova série de Podcast. Com os desafios impostos pela pandemia, foi necessário adaptar os encontros presenciais para uma agenda 100% virtual. Alguns usuários e motoristas parceiros participantes das pesquisas foram convidados a também fazer parte da gravação dos podcasts.

“Desde que desenvolvemos esse projeto em 2019 com a Uber, já havíamos escutado dos motoristas que eles estavam mais dispostos a ouvir arquivos de áudio enquanto dirigiam do que a parar para assistir um vídeo, por exemplo”, conta a coordenadora do projeto, Sandra Vale. “Com todos os aprendizados que tivemos com a primeira edição, entendemos que era necessário envolver também usuários e ativistas para termos condições de falar sobre racismo e LGBTQIA+fobia, e dessa forma construir um conteúdo que pudesse dialogar com a realidade de todos os envolvidos”, completa Vale.

Para Claudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil, a empresa está em situação privilegiada para disseminação de conteúdos relevantes. “Na escala em que operamos, realizamos milhões de conexões diariamente. Por conta disso, os problemas complexos da nossa sociedade, como o assédio e o racismo, acabam também aparecendo nas nossas operações. Mas, ao mesmo tempo, nossa capilaridade nos traz também um grande potencial de alcance. E é por isso que temos nos comprometido em atuar em diferentes frentes, seja com tecnologia, novos produtos ou mesmo conteúdos educativos, para ser parte da solução desses problemas.”

Ouça o episódio de introdução ao primeiro tema AQUI.

Comentários (3)

Atenção: Insultos e comentários em desacordo com o tema poderão ser despublicados.

  • em 27-07-2020 às 01:18 Loiro
    Muitas pessoas falam que o Brasil sempre foi um país homofóbico, era homofóbico há algumas décadas e continua sendo homofóbico. E isso é fato. Se a homofobia está diminuindo ao passo que nos assumimos, colocamos a cara no sol e lutamos pelos nossos direitos, não sei. Mas uma coisa é certa, na década de 80 e 90 nenhuma empresa faria uma campanha desse tipo. Andar pelas ruas e ver esse tipo de post era impensável. E nas escolas, falar sobre severidade sexual e homofobia era um tabu. Então podemos dizer que por mais preconceito que ainda exista, estamos dando passos... Afinal, é impossível resolver um problema sem tratar dele, sem problematizar, sem discutir.
  • em 24-07-2020 às 14:56 Helenao
    Como eu sempre digo...é homofobico, é racista?nao vai pegar o uber?Anda a pe...macho anda a pe...kkk
  • em 24-07-2020 às 09:47 Marcus
    toda campanha antiracista nunca é demais para um país que elege um marginal genocida como presidente!