Lésbica mais poderosa da TV vê a destruição de sua imagem

Acusações de bullying e estrelismo podem gerar prejuízo de milhões de dólares a Ellen DeGeneres e acabar com sua carreira na TV.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

Cedo ou tarde, toda unanimidade é destruída. Acaba de acontecer com Ellen DeGeneres. A mais famosa e bem-sucedida apresentadora de programa diário da TV norte-americana sofreu gradativo desgaste de credibilidade nas últimas semanas.

Ex-funcionários de sua produtora postaram na internet dezenas de acusações de racismo, homofobia, gordofobia, assédio moral e exploração no trabalho praticados por superiores que tinham a confiança da artista. Sobre ela pesa a suspeita de negligência e cumplicidade.

Para piorar, disseram que a própria Ellen tinha comportamento tóxico nos bastidores de sua atração. Não gostava que olhassem diretamente para ela. Eventualmente, tinha ataques de estrelismo. Aquela mulher sempre alegre e afável seria, na verdade, um personagem.

A apresentadora divulgou uma carta aberta lamentando as reclamações e fez um vídeo de mea-culpa. O efeito foi inócuo. A situação piorou com nova denúncia: ela teria infernizado a vida de um garoto de 11 anos na época em que ambos moravam no estado da Louisiana. Hoje com 52 anos, o homem contou a um jornal que era xingado de "gordo" por ter sobrepreso.

Esse tsunami de desabafos cheios de sofrimento e tristeza desconstroem o discurso humanista de Ellen DeGeneres na TV. A estrela do canal NBC sempre pregou o exercício da empatia, a igualdade entre as pessoas e o combate a qualquer preconceito. Usava seu próprio exemplo de mulher lésbica vítima de discriminação na árdua trajetória até o sucesso. Ícone de bem-estar, agora ela mais parece uma fraude.

Das centenas de celebridades que participaram de seu programa nos últimos 17 anos, apenas o ator Ashton Kutcher e a cantora Katy Perry a defenderam publicamente. Ambos foram criticados por ignorar a gravidade dos fatos narrados por quem padeceu atrás das câmeras enquanto os telespectadores se divertiam com o maravilhoso mundo pintado por Ellen.

A falta de uma resposta crível por parte da apresentadora piora o quadro. Ela parece anestesiada diante dos ataques. Talvez ainda custe acreditar que seu poder e status estão derretendo. O próximo a ser afetado será o bolso. Anunciantes estudam suspender comerciais nos intervalos da atração e cancelar campanhas publicitárias previstas no pós-pandemia.

O retorno dela como host da cerimônia do Oscar se tornou improvável. Alguns ex-colaboradores pretendem entrar na Justiça a fim de pedir indenização por danos morais. O planeta assiste a um ídolo do entretenimento despencando do pedestal, assim como as estátuas de vilões da história destruídas pelos movimentos antirracistas nos últimos meses.

Comentários (16)

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  • em 15-08-2020 às 14:07 Força Ellen !!!
    Ela sofreu ataque por ser branca, então vamos chama-la de racista. Ela sofreu ataque lésbica, então vamos chama-la de homofóbica.
  • em 15-08-2020 às 12:31 Cris
    A INVEJA É UMA MER... FORÇA, ELLEN!!
  • em 15-08-2020 às 07:46 Ricardo
    Cinira é Luana não desistam. Vamos resistir. 2022 está aí! Este lixo será varrido. Sobre idolatria é ruim, mas linchamento dá no mesmo. As más pessoas só entendem extremos.
  • em 14-08-2020 às 17:47 Cinira
    Qdo vejo as pessoas falamq negro é vitimista entendo porque elegeram vermes para tomar conta da naçao...identidade...
  • em 14-08-2020 às 16:54 Izabel
    Eu sempre digo, só existe famoso arrogante, por que existe fã idolatra, puxa saco, que vive a endeusar reles mortal como eu e vc! Bem feito, só assim, quem sabe não param com tanta idolatria, puxasaquismo!!!
  • em 14-08-2020 às 15:42 Lelo
    A pobreza e a falta de presença do estado não tem cor. Devemos todos, brancos e negros nos unir e pedir, saúde, educação e emprego para todos que não tem acesso, e não usar de cotas e subterfúgios para maquiar o abandono do estado, independente da cor, raça ou gênero
  • em 14-08-2020 às 15:37 Lelo
    Minha mãe é negra e por um acaso nasci branco por parte de pai. Tive uma péssima educação, passei fome e tive que trabalhar desde os 10 anos pra poder comer. Em vez de escolher roubar e ser um bandido, decidi lutar contra minha péssima educação e consegui hoje ser funcionário público e me manter. O que isso tem a ver com minha cor? Nada! Mas bem sei que pelo fato de não ter nascido negro como minha mãe não pude me vitimizar e fazer parte das cotas.
  • em 14-08-2020 às 12:05 Luana
    Qdo a gente le certos comentarios a gente entende porque um governo composto por pessoas de mau carater extremo foram eleitas...
  • em 14-08-2020 às 11:43 Só Observo
    Se um gay branco sofrer homofobia de um negro homofóbico , tem gente aqui nos comentários que vai ficar do lado do homofóbico .
  • em 14-08-2020 às 11:40 Para Danilo
    Você não ficou indignado vendo o movimento genocida negro formando aglomeração , sem máscara. Atacando brancos em plena pandemia ? Sem se importar com pacientes a ante queridos. Aquilo não te chocou ?
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