LoL terá Copa Rebecca Heineman, primeiro campeonato para pessoas trans

Torneio também contará com workshop de casters para transgênero e arrecadará doações para pro player trans.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2021

O cenário competitivo de League of Legends terá o primeiro campeonato para pessoas transgênero: a Copa Rebecca Heineman (CRH). O torneio será em 29 de janeiro, no Dia Nacional da Visibilidade Trans. As inscrições foram abertas em 5 de janeiro e apenas pessoas trans podem se registrar. Serão três dias de competição, de sexta a domingo, com transmissão via Twitch e também premiação em dinheiro e periféricos. Idealizada por Sher "Transcurecer", Secretária Geral do CapaciTrans e também streamer, e organizada pela STrigi Manse, a CRH ainda irá promover um workshop de casters para pessoas trans com foco pra narradores, comentaristas e analistas. O torneio irá arrecadar fundos para Ana "Ana Lumi", pro player trans de Valorant. Atualmente, o circuito competitivo do MOBA conta principalmente com o CBLoL e Liga Academy, antigo Circuito Desafiante, e não há pessoas trans jogando profissionalmente.

O intuito do campeonato é dar visibilidade a essas vozes que por muito tempo foram negligenciadas e a cada dia estão conquistando cada vez mais espaços - disse Transcurecer em entrevista exclusiva ao ge.

"Quando olhamos para o cenário de LoL, qual é o perfil de pessoas que vemos? Pessoas fora desse perfil não são capazes ou só não têm as oportunidades necessárias para ocupar esses espaços?" É disso que a CRH fala.

"Vamos criar um ambiente saudável e divertido para que pessoas trans que gostam de jogos online, nesse caso League of Legends, possam ter um espaço para conhecer outras pessoas trans e também mostrarem suas habilidades. O torneio com caráter de inclusão também servirá como celeiro de profissionais trans para atuarem como casters de transmissão", como pontuou Transcurecer.

" Como não é só de soloq que vive a pessoa lolzeira, vamos também ofertar um workshop para dar noção e abrir portas para pessoas trans dentro da área de caster de League of Legends. Vai que descobrimos novos talentos.

Até mesmo por atuar no CapaciTrans, projeto de qualificação profissional e empreendedorismo para a população Trans/LGBIs do Rio de Janeiro, Transcurecer se atentou para essa questão na hora de idealizar a Copa Rebecca Heineman. É uma forma de tentar suprir a ausência de transgênero no mercado de esportes eletrônicos, nem que seja ajudando a dar o primeiro passo pra quem tem interesse de trabalhar na área.

"Nossa ideia é termos uma equipe majoritariamente composta por pessoas trans e na falta de conhecimento específico, queremos orientá-las e ajuda-las e estar nessa conosco. É uma iniciativa sem fins lucrativos. Começamos com zero reais, então não estaremos oferecendo cachê, mas a ideia é que essas pessoas futuramente possam estar participando de outros campeonatos, cada vez maiores e assim entrando nesse universo fantástico."

Sher "Transcurecer" se tornou uma das principais mulheres trans dos esportes.

Com apoio de figuras importantes do cenário de esports, como as streamers Samira Close, Camila "Kalera" e BryannaNasck, além de Olga "olga", jogadora de Counter-Strike: Global Offensive da Black Dragons, a Copa Rebecca Heineman está aberta a receber apoio e firmar parcerias. BryannaNasck, inclusive, doou R$ 1 mil para a STrigi Manse como forma de colaboração no desenvolvimento da CRH. Até o momento, a Redragon é a única marca apoiadora do evento.

Comentários (4)

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  • em 08-01-2021 às 17:13 Felipe
    É lógico que estou me referindo a competições que envolvam o esforço e habilidade físicas. Nos demais casos, como é comum, independentemente da orientação afetiva da pessoa, todos podem competir juntos.
  • em 08-01-2021 às 17:08 Felipe
    Pessoas transexuais têm direito ao esporte, mas mulheres trans não podem competir com mulheres, assim como homens trans não podem - e, no caso, nem querem - competir com homens. Quando vai ao médico, a mulher trans examina o útero ou a próstata? É claro que é a próstata, porque não tem útero. Isso não a torna menos digna em absolutamente nada e seus direitos devem ser respeitados. Mas é importante não perder a pouca lucidez que ainda há na Terra: a mulher trans sempre terá características típicas do corpo masculino. E isso é, sim, uma vantagem de que não pode usufruir ao competir com mulheres.
  • em 08-01-2021 às 17:06 Felipe
    Pessoas transexuais tem direito ao esporte, mas mulheres trans não podem competir com mulheres, assim como homens trans não podem - e, no caso, nem querem - competir com homens. Quando vai ao médico, a mulher trans examina o útero ou a próstata? É claro que é a próstata, porque não tem útero. Isso não a torna menos digna em absolutamente nada e seus direitos devem ser respeitados. Mas é importante não perde a pouca lucidez que ainda há no planeta: a mulher trans sempre terá características típicas do corpo masculino. E isso é, sim, uma vantagem de que não pode usufruir ao competir com mulheres.
  • em 08-01-2021 às 15:35 Lili puta da copa
    Devo estar ficando. Atendi os gringos da copa 2014 no Brasil. Nessa não vai rolar.