Embaixada dos EUA no Vaticano hasteia bandeira gay

Símbolo arco-íris do movimento LGBT permanecerá durante todo o mês de junho, celebrado como o “mês do orgulho LGBT” nos Estados Unidos.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 04 de Junho de 2021

A Embaixada dos Estados Unidos junto à Santa Sé anunciou na terça-feira, 1º de junho, que vai hastear a bandeira arco-íris do movimento LGBT durante todo o mês de junho, celebrado como o “mês do orgulho LGBT” nos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos respeitam a dignidade e a igualdade das pessoas LGBTQI+. Os direitos LGBTQI+ são direitos humanos", declarou a embaixada em sua conta de Twitter.

O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou neste ano que as embaixadas e consulados americanos em todo o mundo poderiam hastear a bandeira do "Orgulho" no mesmo mastro da bandeira americana, durante o mês de junho. A autorização para hastear a bandeira, que não era uma ordem, foi dada para marcar o dia 17 de maio, estabelecido como dia internacional contra a homofobia, a transfobia e a bifobia por ser a data em que, no ano de 1990, a Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU, retirou o homossexualismo da lista de doenças psíquicas. A data foi criada por grupos do movimento homossexual e é promovida por vários governos e organismos internacionais como a ONU e o Parlamento Europeu.

Durante o governo Obama, de 2009 a 2016, a Embaixada dos Estados Unidos junto à Santa Sé fez postagens pró-LGBT nas redes sociais no dia internacional contra a homofobia, transfobia e bifobia e durante o mês do "Orgulho". Durante o mandato do ex-presidente Donald Trump, de 2017 a 2020, os postos diplomáticos americanos foram proibidos de hastear a bandeira arco-íris nos mastros da bandeira nacional. A bandeira do orgulho gay podia ser posta só no interior dos edifícios. Mas a embaixada junto à Santa Sé publicou em 2017 uma mensagem da então primeira-dama Ivanka Trump, que é católica, dizendo: "Estou orgulhosa de apoiar meus amigos LGBTQ e os americanos LGBTQ que deram contribuições imensas para nossa sociedade e nossa economia”.

O comunicado de Antony Blinken sobre as bandeiras "Pride", publicado pela primeira vez pela revista Foreign Policy em abril deste ano, informou que os postos diplomáticos deveriam evitar hastear a bandeira arco-íris em países que pudessem retaliar.

"O orgulho é tanto uma celebração comunitária jubilosa de visibilidade quanto uma celebração pessoal de autoestima e dignidade", disse o presidente Joe Biden, segundo presidente católico na história dos EUA, em declaração oficial para o "Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual, Transgênero e Queer Pride, 2021", na terça-feira, 1º de junho.

Biden elogiou as decisões da Suprema Corte que reconheceram o casamento entre pessoas do mesmo sexo e estenderam a proteção federal dos direitos civis no local de trabalho à orientação sexual e à identidade de gênero.

O presidente americano pediu ao Congresso a aprovação da Lei da Igualdade, uma legislação que estabelece que a orientação sexual e a identidade de gênero, assim como a raça ou o sexo de uma pessoa, devem ser protegidos pela lei federal de direitos civis.

A Conferência dos Bispos dos EUA (USCCB) advertiu que apesar dos objetivos do projeto de lei de combate à discriminação, este terminaria por discriminar pessoas de fé que se opõem à redefinição do casamento e do conceito de gênero.

A USCCB advertiu que o projeto de lei, ao exigir o acesso a acomodações públicas baseadas na orientação sexual ou identidade de gênero, poderia ser usado para pressionar as igrejas a "prestar serviços que violam suas crenças". As agências religiosas de adoção poderiam ser forçadas a entregar crianças a pessoas do mesmo sexo, e os abrigos para mulheres mantidos por instituições religiosas obrigados a abrigar homens biológicos identificados como transexuais femininos. Além disto, esta legislação ignorou as reivindicações de liberdade religiosa contidas na Lei de Restauração da Liberdade Religiosa, promulgada por Bill Clinton em 1993.

Bandeira errada na fachada

Bree A. Dail, correspondente em Roma do site americano de notícias Newsmax, disse em sua conta no Facebook que a “Bandeira do Orgulho" hasteada pela Embaixada dos EUA na Santa Sé “não é a bandeira do orgulho, mas a Bandeira PACE de 7 cores do arco-íris”.

O movimento PACE (paz em italiano), foi fundado na Itália em 1961 e adotou neste mesmo ano a bandeira arco-íris com 7 cores.

O artista e ativista homossexual Gilbert Baker desenhou a bandeira arco-íris do Orgulho gay para a celebração do Dia da Liberdade Gay de São Francisco em 1978. O desenho original de Baker tinha oito cores, mas a versão mais usada hoje tem seis.

“A ostentação de virtude deu errado ou a Embaixada dos EUA junto à Santa Sé uniu-se ao movimento antiguerra?”, ironizou Dail.

Comentários (7)

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  • em 07-06-2021 às 22:30 Felipe
    Achei excelente e aprovo TOTALMENTE o comentário "Coerência" aqui. Em Florianópolis, pessoal, um caso gravíssimo de homofobia acabou de ser noticiado na imprensa. Um jovem de 22 anos foi estuprado e forçado a escrever "veado" no próprio corpo. Aos militantes gayzistas, que adoram ver homofobia em tudo: este, sim, é um caso de homofobia. A pessoa atacada por monstros, por ser gay.
  • em 05-06-2021 às 20:37 Arheu
    Gentchi, crente pregando em site de putaria. Mulher vá mora igreja orar e deixe de assistir vídeo porno
  • em 05-06-2021 às 20:33 Coerência
    Gente essa além de enfadonha está andando na contramão da evolução. Acabei de saber que ganhou mais uma letra,.agora é LGBTQIAP+. Gentchi que cagona, se somos todos iguais, se lutam tanto pela neutralidade de gênero,.porque todo dia essa merda de sigla.semsegrega mais ainda porque qua do fazem isso, significa que cada uma dessas facões são totalmente diferente uma das outras. Cadê a galera do todxs? Porque não colocam simplesmente D+=, para diversidade e igualdade para todos? Tem medo do comércio que virou isso perder o apelo comercial?
  • em 05-06-2021 às 17:41 Liphe
    O vaticano sempre esteve a serviço do diabo, nunca pregou e jamais pregara o santo envangelho de Jesus Cristo! E outra coisa, não quero estar na pele desse povo quando chegar o dia do acerto de contas com Papai do céu! Muitos deboxam, tiram sarro com a palavra de Deus, depois da morte, se morrer fora do caminho santo de Deus, sera inferno na certa, infelizmente! E lá só tem........Dor inimaginavel/tormentos eternos/fogo que nunca se apagara/um bixo, verme que come a alma e esse jamais morrerá/demonios crueis, sem compaixão alguma com a alma humana/demonios jogando na cara por toda a eternidade, o motivo da alma ter ido pra lá, em fim...................Uma realidade qque muitos tentam ignorar, mas.......................o inferno é real, assim com o céu tb é! E só Jesus, é o caminho para a salvação do ser humano, e não o vaticano, ali, é o ninho de satanas na terra, fato! Boa noite.
  • em 05-06-2021 às 17:33 Felipe
    Com os refugiados na fronteira com o México penando e morrendo, pais separados de filhos, Biden e Kamala Harris (esta, inclusive, revelada um desastre na condução desse problema dos refugiados) ficam a provocar aqui e ali, tudo para tapea, repita-se, o horror de ambos como dirigentes dos EUA. Felizmente, o homem laranja vai voltar.
  • em 05-06-2021 às 13:38 Cris
    Os bispos que se dizem cristãos são anti-cristianismo.
  • em 04-06-2021 às 19:09 Everaldo Santiago
    "Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU, retirou o homossexualismo da lista de doenças psíquicas." Foi justamente por ter retirado a homossexualiDADE do DSM que o sufixo ISMO é inadequado. Não se usa "ismo" para se referir a nenhuma expressão de sexualidade humana, pois ele passa a ideia de doença. Seria interessante vocês reverem isso, pois nem combina com o site um erro desses.