Guilherme Weber relembra drags de Pega Pega: "Só incomodariam um doente"

Novela de 2017 volta ao ar nesta segunda-feira (19), na Globo; ator também fala do vilão Tony de Da Cor do Pecado, em reprise no Viva.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 19 de Julho de 2021

Há quatro anos, quando nomes como Gloria Groove e Pabllo Vittar ainda não tinham tanta visibilidade na TV, Pega Pega ousou ao criar um núcleo de drag queens na faixa das 19h, na Globo. Na trama de Claudia Souto, que volta ao ar nesta segunda-feira (19), Guilherme Weber interpreta Douglas, um gerente de hotel que, à noite, é a performática Brigitta.

Ao dar vida ao personagem, não houve qualquer receio de afastar os telespectadores mais conservadores, que já faziam barulho naquele 2017. “As drags da novela são muito solares, lúdicas, extremamente humanistas e altruístas. Fadas sensatas o tempo o tempo todo. Só incomodariam um doente”, avalia Guilherme Weber, em entrevista exclusiva ao NaTelinha.

O maior desafio no trabalho em Pega Pega foi o desenrolar do personagem. Em meados da história, o funcionário do Copacabana Palace descobre que tem um filho pequeno, Gabriel (Antônio Guilherme Cabral). "Com o perdão do clichê, todo personagem de novela é um desafio, especialmente porque você não sabe o que vai ser exigido dele. Sempre soube que ele teria esta espécie de “vida dupla”: gerente de comportamento conservador no trabalho, drag anárquica na boate. Ele era a personificação do espírito de Copacabana, bairro onde se passa a maior parte da novela. Bairro que se equilibra entre a transgressão marginal e a aristocracia com um quê decadente. O desafio foram as descobertas, que este personagem teria um filho, por exemplo, o que demandou um mergulho emocional na partitura um tanto quanto farsesca dele", disse o ator.

Weber também está no ar com a reprise de Da Cor do Pecado (2004), no Viva. O vilão Tony foi seu primeiro papel de destaque em novelas. Deste início na TV, o ator revela que aprendeu tudo contracenando com o veterano Lima Duarte. “Observava de que maneira ele modulava a voz nos tons baixos, de veludo, como deixava minimalista as reações”, detalha.

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