Professor se emociona com reação dos alunos ao contar que é gay

Ao saber o nome do noivo do professor, os estudantes ficaram preocupados apenas em saber se ele também dava aula e quando iriam conhecê-lo.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 04 de Outubro de 2021

Pertencer a comunidade LGBTQIA+ é trilhar uma jornada de orgulho, mas também de luta por respeito e contato com algumas inseguranças diante de situações que podem, em um piscar de olhos, refletir a homofobia que ainda ronda a comunidade arco-íris.

O desabafo do professor Gustavo Porcino, no Facebook, viralizou os últimos dias de setembro e mostra isso ao revelar que foi surpreendido por uma avalanche de perguntas dos seus alunos sobre a suposta namorada dele e, mais tarde, pelo acolhimento ao revelar sua orientação sexual.

Na época, os estudantes não sabiam que Gustavo é noivo de um homem e isso levou o professor a tentar se desvencilhar das constantes perguntas sobre seu relacionamento. "O fatídico dia chegou. Estou eu, dando aula tranquilamente, quando no meio de uma divisão me surge o seguinte questionamento: 'professor você namora?' e 'qual o nome da sua namorada?', duas perguntas tão simples mas que para alguns é um frio na espinha (e eu me incluo dentro dessa)", escreveu na publicação.

Só que os alunos continuaram tentando saber. Perguntaram qual era o nome, pediram a primeira letra para tentarem adivinhar, a cor do cabelo e até brincaram que eles contavam tudo para o professor e ele não queria sequer dizer quem era a sua namorada. "Até que de tantos nomes femininos, eu ouço lá do final da sala 'É VICTOR?'. Eu disse que sim e fiquei esperando a reação", lembra Gustavo.

O carinho quando menos se espera

Nesta hora, uma série de possíveis situações homofóbicas passam na nossa mente, com os comentários mais doloridos que já ouvimos e poderíamos nos deparar novamente. Mas o professor foi surpreendido com o respeito dos pequenos, ouvindo perguntas preocupadas sobre o seu noivo gostar daquela turma e se eles um dia poderiam conhecê-lo.

"A próxima pergunta foi: 'ele dá aula aqui?', 'ele também é professor?', 'traz ele aqui pra gente conhecer', 'ele gosta da gente?'. Senti uma tranquilidade que não coube em mim. Crianças de dez, 11 anos, já entendem que existe o amor independente do sexo. Ninguém ficou chocado por ser dois homens, mas sim, preocupados se o Victor iria gostar deles e se ele iria um dia lá", conta Gustavo na publicação.

O professor ainda fez uma reflexão sobre o quanto o mundo ainda nos priva da liberdade de demonstrar o amor, independente da sua forma. Mas para os menores, a situação tende a ser mais simples. Inclusive, para tranquilizar ainda mais o coração de Gustavo, ele recebeu um cartaz carinhoso da sua aluna Lívia, celebrando o casal. O amor vence!

Comentários (14)

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  • em 07-10-2021 às 17:33 Lili
    O mundo é cruel com os gays. Esse preconceito até diminuiu mas não acaba nunca
  • em 06-10-2021 às 23:55 Thrss
    ME ESPANTA UM SITE DESSE TAMANHO, COM TANTO CONTEÚDO NÃO POSSUIR UM MODERADOR PRA EXCLUIR COMENTÁRIOS ABUSIVOS COMO ESSE AÍ DE BAIXO.
  • em 06-10-2021 às 21:54 Jo
    A pessoa lá no último comentário apoia fazer um "baixo" assinado para demitir um professor que revela sua homossexualidade porque um aluno mencionou um nome masculino como "namorada" dele. Pensamento mais homofóbico que esse, impossível. Não nega ser ídolo de um "mito" da ignorância. Não é lacração nenhuma estudantes de 10 e 11 anos entenderem o que é homossexualidade, é a escola cumprindo o seu papel de trazer novas informações a seus alunos. Vá estudar mais, crente, por favor.
  • em 05-10-2021 às 17:42 Pedro
    Esse Felipe é um amargo. Acorda pra realidade querida. O mundo não é um cinto de fadas. Preconceito e diferença existem sim. Concordo com Aninha
  • em 05-10-2021 às 17:40 Aninha
    Felipe vc sabe q não é simples assim. Vivemos em sociedade, então temos q ter certo comportamentos pra não sermos apedrejados. Não é " normal" ser gay pra sociedade. Eles nos olham atravessados sim. Vc sabe disso. Concirdo que não precisa de alarde, mas é srmpre bom mostrar que gay ama, namora, casa. Até pra os gays novos saberem que são represrntados
  • em 05-10-2021 às 11:18 Felipa Dafrons Cultissima
    Xiiiiiiii.....Já tem treta nos cumentario......Adorooooo.........Briga...Briga.....Briga....Briga......Pula pá cima caraio....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
  • em 05-10-2021 às 10:58 Felipe
    O povo, Aninha, está cansado dessa pauta identitária gay. Todo dia, sai da cartola uma novidade, uma bobagem, desse mundo woke, que simplesmente ninguém mais aguenta. Se vc é gay, viva, aleluia. Vai curtir.. Vai dar sua bunda. Ponto. Não precisa pensar assim: "bem, sou gay. Agora preciso me revoltar contra o mundo, espancar aqueles garotos da sexta série, que praticavam bullying contra mim lá em 1982, deixar a cabeleira crescer crespa, ingressar num coletivo e ir para a Praça Roosevelt encher meu cu de maconha e protestar. Gente, ser gay é ser nada, como ser heterossexual é ser nada. Só isso, Aninha.
  • em 05-10-2021 às 10:53 Felipe
    Entendo que ser gay é tão normal que se torna desnecessário exibir a sexualidade gay como uma espécie de troféu. Simplesmente viva.
  • em 05-10-2021 às 08:22 Aninha
    Aí Felipe, vc não entendeu nada. Me poupe.
  • em 04-10-2021 às 19:09 Felipe
    Ao abraçarmos pautas que não são pautas, o Brasil faz exatamente o que a Ditadura Comunista Chinesa espera dele: envolvam-se aí com temas identitários, enquanto nós ocupamos o seu território e o tornamos cada vez mais nosso. Falem bastante abobrinha, enquanto nós compramos seus políticos corruptos e nos preparamos para tomar conta da água doce de vocês. Criem coletivos, raças, aumentem as letras GLBTs ad infinitum, e nós roubamos a soja de vocês, os minerais, e atochamos todo tipo de balacanguaia falsificada. Aí, quando eu dominar vocês....
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