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Por que 'Chucky' é considerada uma franquia de terror LGBT+?

Nova série do brinquedo assassino chega ao Brasil pelo streaming Star.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021

A franquia de terror Chucky, que apresentou ao mundo o icônico brinquedo assassino, está de volta. Na nova série, um boneco "vintage" do personagem surge em uma venda de garagem em uma pequena cidade nos Estados Unidos, que rapidamente vê o caos tomar conta a partir de uma série de assassinatos brutais, "que expõem a hipocrisia e os segredos dos moradores", segundo a sinopse.

A atração, que chega ao Brasil hoje no Star+, é uma sequência direta de "O Culto de Chucky" (2017), e se tornou tema de um debate nas redes sociais após o boneco confirmar que Glen/Glenda se identifica como gênero-fluido.

O que isso significa?

Uma pessoa de gênero-fluido não se identifica com uma única identidade de gênero (homem ou mulher), e pode apresentar ou performar várias mudanças na forma como se expressa para o mundo. Esta não é a primeira vez que um tema ligado a identidade de gênero e à causa LGBTQIA+ aparece na franquia de terror criada por Don Mancini. Na verdade, ao longo dos anos, os fãs começaram a reconhecer cada vez com mais força a ligação da saga com a comunidade queer.

Em "O Filho de Chucky", a criança —Glen ou Glenda— conta para os pais, Chucky e Tiffany, que se reconhece ao mesmo tempo como menino e menina. Na época do lançamento do filme, em 2004, identidade de gênero não era um assunto tão debatido como é hoje, e ainda assim foi introduzido na trama.

Em entrevista concedida ao Syfy Wire, em maio de 2020, Mancini, um homem abertamente gay, refletiu sobre a ligação entre seu brinquedo assassino e debates que estão relacionados a pautas sociais.

"Nós o conectamos a alegorias diferentes dependendo da era em que estamos. Ao longo dos anos, abraçamos essa identidade específica gay para a franquia. Acho que é resultado de estarmos atentos ao que está acontecendo na cultura e ao que vai despertar debates, e usar Chucky para chegar a essas conversas de uma forma divertida."

Em "A Noiva de Chucky" (1998), Mancini apresenta o primeiro personagem gay da franquia, David Plummens (Gordon Michael Woolvett) e desde então vem encontrando formas diferentes de abordar sexualidade na narrativa.

"O terror é um gênero que tende a atrair criadores e fãs LGBTQ. Acho que o gênero é marcado por uma estilização que atrai a comunidade", refletiu, em entrevista concedida em 2004 ao portal The Globe and Mail.

"Com A Noiva de Chucky, decidimos abraçar a comédia", recorda. "O conceito já é absurdo o suficiente, por que não ir até o fim?"

Foi então que ele decidiu apresentar Tiffany, personagem que escreveu com o auxílio de Jennifer Tilly, que veio a dublá-la. Além da atriz, notória por ter se tornado um ícone da comunidade LGBT desde "Ligadas pelo Desejo" (1996), o elenco também contou com Alexis Arquette, atriz transgênero que interpretou Damien Baylock, interesse de Tiff.

O que começou de forma singela em "A Noiva..." assumiu um posto com mais destaque em "O Filho...", justamente com a descoberta da existência da prole de Chucky e Tiffany. O debate sobre o nome, "Glen ou Glenda?", é uma referência ao filme agora clássico de Ed Wood lançado em 1953, e faz nosso protagonista olhar de frente para sua própria masculinidade.

"A criança é um doce, ao contrário de Chucky, que é agressivo e masculino. Eu queria abordar esses personagens de frente e lidar com o lado psicológico. Acho que esses filmes lidam com questões que a maioria dos slashers não lidam."

Nas telinhas

Agora, levando a produção para a TV, Mancini acredita que tem a possibilidade de explorar ainda mais as relações entre seus personagens. "Eu tenho mais espaço de narrativa à minha disposição, e com isso mais oportunidades", explicou ao SFX.

Na nova história, acompanhamos Jake Wheeler (Zackary Arthur), um garoto de 14 anos passando pela temível fase do amadurecimento. Constante vítima de bullying dos colegas, o menino busca a aprovação do pai e sua própria aceitação —afinal, ele é gay e nutre uma paixão por um de seus melhores amigos.

Nesse sentido, ao invés de aterrorizá-lo, Chucky acaba ficando amigo de Jake, o que se torna parte importante da dinâmica entre eles e da própria série.

"Apesar de Chucky ser um bully, e tentar se insinuar na vida desse garoto de formas sinistras, ele não é homofóbico, não é intolerante. Ele é um assassino igualmente oportunista."

Comentários (4)

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  • em 31-10-2021 às 17:15 Felipe
    Olegário, querido, faço minhas as suas palavras. A gente, que é viado, precisa mandar a merda esses infelizes dos movimentos GLBTs. Estamos simplesmente cansados de sermos prejudicados por essa gente, que usa nossa viadice pra ganhar dinheiro. Maurício Souza é um macho lindo, gostoso. Fico imaginando a rola que deve ter aquele macho moreno. Delícia. Tentaram prejudicá-lo, acabarão por lançá-lo, se quiser, até a presidente da República. Bem feito para essa cambada de infeliz, que vem perdendo de goleada, porque todos, afinal, nos cansamos de todos eles. Militânccia gay, faz o seguinte: deixa o meu cu aqui comigo e vai trabalhar, vai ganhar dinheiro com outra coisa.... Seus merdas!
  • em 29-10-2021 às 04:05 Olegário
    Porra, tá muito chato essa situação toda, hoje tudo é homofobia. Estamos vivendo em uma ditadura velada. Eu nasci viado, não tenho orgulho nenhum, sofri muito anos 80/90 não tínhamos quase apoio. Mas eu sempre respeitei minha mãe e minha família. Eu sou um homem bem resolvido com minha sexualidade, e sei que o mundo não gira em torno do meu umbigo, tem que haver respeito sempre. A militância LGBTQIAP+ não quer respeito, quer impor sua própria ditadura. As pessoas tem que me aceitar como pessoa pelo meu caráter, e não pelo que faço na cama.
  • em 27-10-2021 às 22:07 Valcir
    Discunjuro! Esse buneco é o filhote de Lucifer.......Xo satanas!!!
  • em 27-10-2021 às 21:40 Crente Conservador Bolsonarista
    Esse boneco é coisa de Satanás. E essa série também.