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Último acusado do assassinato de Dandara é condenado a 16 anos de prisão

Francisco Wellington Teles, 53, foi quem levou a travesti Dandara dos Santos de moto até o local onde ela foi espancada até a morte.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2021

Francisco Wellington Teles, 53, o oitavo e último acusado do crime que assassinou a travesti Dandara dos Santos, 42, em 2017, foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. O julgamento dele aconteceu nesta quarta-feira (17), na 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.

Wellington foi quem, numa motocicleta, levou Dandara para o local onde ela foi brutalmente espancada antes de ser alvejada e morrer. O crime aconteceu no bairro Bom Jardim e ganhou repercussão internacional, à época, após o vídeo do assassinato circular nas redes sociais e aplicativos de mensagem.

Os jurados acataram a tese do Ministério Público do Ceará (MPCE) e condenaram Wellington com as qualificadoras por motivo torpe, vingança e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele estava preso provisoriamente desde 15 de março de 2019, quando, foragido, foi capturado pela Polícia em Caucaia, na Região Metropolitana da Capital.

O júri foi presidido pela juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro. A acusação foi feita pelo promotor de Justiça Marcus Renan Palácio. Já o advogado Alexandre Lima da Silva fez a defesa de Wellington.

Para condenar todos os envolvidos na morte de Dandara, ao todo, foram necessários três julgamentos: um em 5 de abril de 2018, outro em 23 de outubro de 2018 e, por fim, o desta quarta (17).

Vingança

Segundo o MPCE, Wellington levou Dandara ao local do crime por vingança após tomar conhecimento que ela convivia com HIV. Os dois, segundo as investigações, se relacionaram. Por causa disso, ele também teria plantado a notícia falsa de que Dandara estava praticando furtos no Bom Jardim.

Para o promotor de Justiça Marcus Renan, a condenação de todos os réus do caso deve ter no mínimo um "efeito didático" e contribuir para inibir a prática de crimes do tipo, especialmente quando provocados por LGBTfobia. "A resposta que o Estado deu a esse crime e a punição imposta aos acusados servirão de desestímulo aos que supõem que vivem sob o manto do sentimento de impunidade. É inaceitável", classificou o promotor.

Dandara dos Santos, 42, morreu no Bom Jardim no dia 15 de fevereiro de 2017 após sofrer chutes e pauladas de um grupo de homens que, depois, dispararam contra ela. O crime foi filmado e viralizou nas redes sociais.

Comentários (10)

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  • em 23-11-2021 às 12:53 Felipe
    Sem dúvida, Paulo: cadeia a esse monstro!
  • em 22-11-2021 às 21:01 Paulo
    Entendi e concordo Felipe. O que quero deixar claro é que hj todos sabemos como nos proteger. Pra evitar culpar o.outro. No caso do assassino que ao descobrir ela com hiv se ausentou de culpa pra culpa-la. O crime foi terrível. Cadeia nele
  • em 22-11-2021 às 14:53 Felipe
    O crime foi terrível. O que chamo atenção é para que, independentemente das motivações deste caso especificamente, não se cair no erro de classificar como homofóbico o crime apenas por ter homossexual como vítima. Só isso.
  • em 22-11-2021 às 13:42 tiozim para Felipe
    Amigo, a matéria é informativa, atente-se a: "Segundo o MPCE, Wellington levou Dandara ao local do crime por vingança após tomar conhecimento que ela convivia com HIV. Os dois, segundo as investigações, se relacionaram. Por causa disso, ele também teria plantado a notícia falsa de que Dandara estava praticando furtos no Bom Jardim."
  • em 22-11-2021 às 08:57 Paulo
    Hoje em dia tem várias maneiras de se proteger do Hiv. Pq Ele não.usava preservativo? Pq não tomava Prep? Culpar o outro ? Ahhh, sem essa. Não há culpado. Se proteja ou corra o risco de se infectar por qualquer doença.
  • em 21-11-2021 às 10:08 Felipe
    O crime homfóbico e o transfóbico precisam, tanto quanto o racismo, ser denunciado, processado, julgado e punido. O ponto que insisto é: justamente para dar a ele relevância que tem, não o banalizemos. Gay brigou com o namorado, travesti assaltou cliente, travesti foi agredida pelo cliente, gay idoso foi furtado pelo boy. Gente, nada disso é homofobia. O envolvimento de pessoas homossexuais, como vítimas ou autores de delitos, não transforma, pelo amor de Deus, o crime em homofóbico. Eis, aí, um recado importante (dito por uma bicha rodada) aos jovens membros do MP e das polícias, que ingressam nessa corporações profundamente sugestionados e, em certa medida, loucos de medo da militância GLBT, da lacração, essas porras todas de hoje em dia: se você quer cumprir verdadeiramente sua missão institucional, meu querido, então não confunda cu com bunda: veados brigando entre si, ou mesmo com heterossexuais, não indica a circunstância de motivação homofóbica ou transfóbica.
  • em 21-11-2021 às 09:58 Felipe
    Agora, ressalte-se o seguinte: desconheço as demais circunstâncias. Há outros elementos envolvidos e, aí, as razões que os motivaram, eu as desconheço. Nesse ponto, sim, parece ter motivação homofóbica clara. Por quê? Porque, em tese, se observa a relativização da vida da vítima justamente por ser homossexual/transsexual. Essa, portanto, teria sido a motivação e, nesse ponto, inclusive do sujeito que agora é condenado a uma pena de 16 anos. Portanto, sob essa ótica, houve, sim, um crime que, dentre suas motivações intrínsecas, incluiu um grau profundo de ódio à condição afetiva da vítima.
  • em 21-11-2021 às 09:49 Felipe
    Foi um crime terrível, sem dúvida. A punição deveria ser muito maior. A motivação foi homofóbica? Não. Pelo menos, é o que se depreende da matéria de MM. O assassino se relacionava afetivamente com a vítima., que omitia dele o fato de ser HIV positivo. Ao descobrir, ele a matou. É um absurdo. Uma crueldade. Uma brutalidade. Mas não há, digamos, uma homofobia orgânica nos fatos, tanto que, se fosse mulher, Dandara morreria da mesma forma. Distingamos, pelo amor de Deus, a motivação essencialmente homofóbica, ou seja, matar por ódio, repulsa, aversão à orientação sexual da vítima, do fato da vítima ser homossexual ou transsexual. Em outras palavras: não é porque a vítima é gay ou trans que necessariamente morreu em virtude de ser gay ou trans. A militância, porque empresarial, insiste nesse erro, com o que banaliza os casos que verdadeiramente têm como pano-de-fundo a homofobia e a transfobia. De todo modo, ressalte-se, Dandara foi vítima de um crime cruel, para o qual toda punição é pouca. Não foi, todavia, vítima de homofobia ou transfobia.
  • em 21-11-2021 às 03:49 Loiro
    16 anos de prisão. Mas não vai cumprir nem a metade. Se tiver bom comportamento a pena é reduzida pela metade e fica na condicional. Se for réu primário é mais um motivo para reduzir a pena. E assim, o criminoso deve cumprir uns 4 ou 5 anos de prisão, no máximo. Conheço muitos casos assim na minha cidade.
  • em 19-11-2021 às 20:19 Dona Florinda Do 14
    Só 16 anos? Nojo! No minimo, deveria pegar uns 50 anos, e sem direito a altas regalias! Logo logo, esse capeta estara nas ruas, cumprindo o restante da pena por.........BÃO COMPORTAMENTO.....Discunjuro! Enquanto o Brasil, tiver leis brandas para bandidos, sempre averá crimes e + crimes desse nipe, infelizmente! Aqui no Brasil, o cara rouba/mata/estupra, pinta e borda, se for de menor, nem o rostinho do cabra pode mostrar, é ri pra num xora! O engraçado tb é que, com 16 anos é obrigado a votar em politicos ladrão/171, mais quando cometem crimes de varios naipe, dai é coitadinho, num sabe o que faz, vamo reeducar o anjinho de 1 anos que estuprou e matou um bebe de 2 anos.....NOJO/RANÇO!!! Queria ver esses cabras que mataram Dandara, se fosse na terra do tio Sam, com certeza estariam todos fudidos na forma da lei, recebendo a punição adequada para esse crime horrendo que eles cometeram! Em fim, o Brasil ainda tem um longo caminho ela frente, para criar leis que realmente façam os bandidos pensarem 2 vezes antes de cometer qualquer crime, seja do furto duma simples bala, ao crime horrendo de tirar a vida doo próximo! Boa noite.
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