Viggo Mortensen estreia como diretor de filme sobre demência e homofobia

‘Falling – Ainda há tempo’ aborda questões contemporâneas, como diferença entre as gerações.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021

Com uma semana agitada para o cinema mundial, estreou ontem (2) mais um longa-metragem.

“Falling – Ainda há tempo”, com direção e roteiro de Viggo Mortensen, traz uma reflexão sobre a diferença entre gerações que perpassa pela homofobia.

Conhecido por sua versatilidade como ator, que vai desde superproduções como a trilogia “O Senhor dos Anéis” a independentes latinas, como o argentino “Jauja”, Viggo Mortensen é um dos atores mais queridos de sua geração. Agora à frente da produção, o profissional estreia em roteiro e direção de cinema dramático, também atuando.

O filme foi exibido em diversos festivais e ganhou vários prêmios. Fez parte da seleção oficial de Cannes 2020 (que mesmo não acontecendo, divulgou uma lista dos títulos que exibiria), e foi indicado ao Goya na categoria Melhor Filme Europeu, e ganhador do prêmio de montagem no Directors Guild of Canada, entre outros.

Em seu longa, Mortensen interpreta John, um ex-militar que se tornou piloto comercial e vive com seu parceiro Eric (Terry Chen), e sua filha adotiva, Mónica (Gabby Velis), na Califórnia, deixando para trás a vida rural e retrógrada da fazenda de seu pai, Willis (Lance Henriksen), um homem com uma mentalidade ultrapassada, e que também começa a enfrentar os primeiros estágios de demência, e que rompeu relações com o filho. Este, com o intuito de cuidar do pai com ajuda da irmã (Laura Linney), o traz para sua casa até que encontrem um lugar melhor para instalar o homem.

A Variety apontou que este é um filme acessível a todos os públicos, e compara o trabalho de Mortensen ao de Clint Eastwood dos últimos anos, “que é um excelente lugar para se estar, ainda mais por ser estreante na direção”.

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