Ativista gay perde processo contra padaria cristã

Gareth Lee pediu que fosse feito um bolo com os dizeres ‘apoie o casamento gay’, mas os proprietários se recusaram.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2022

A batalha judicial contra uma empresa que se recusou a fazer um bolo em apoio ao casamento homoafetivo terminou nesta quinta (6), quando o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou a ação “inadmissível”. A história começou quando Gareth Lee, membro do grupo de defesa LGBTQIAP+ QueerSpace, encomendou um bolo de £ 36,50 (pouco mais de R$ 235) na padaria Ashers em Belfast, em maio de 2014.

Os administradores Daniel e Amy McArthur se recusaram a atender o pedido porque discordaram da frase “apoie o casamento gay” que deveria ser escrita com cobertura. Além disso, o pedido também incluía o desenho dos personagens Bert e Ernie, na Vila Sésamo. O episódio desencadeou um processo judicial que custou £ 251.000 (mais de R$ 1600) à Comissão de Igualdade da Irlanda do Norte, enquanto o Instituto Cristão cobriu £ 250.000 de despesas legais para a Ashers.

Quando o processo começou em 2014, o casamento entre pessoas do mesmo gênero ainda não era legal na Irlanda do Norte, e só foi reconhecido de fato em janeiro de 2020. O caso chegou à Suprema Corte do Reino Unido em 2018, que tomou a decisão em favor dos padeiros. Porém, em uma decisão escrita hoje, o tribunal europeu em Estrasburgo rejeitou a queixa, decidindo que, ao não recorrer à Convenção sobre Direitos Humanos nos tribunais britânicos, foi privada a oportunidade de abordar as questões relacionadas aos direitos humanos.

O Instituto Cristão acolheu a decisão da Convenção sobre Direitos Humanos, dizendo que era “uma boa notícia para a liberdade de expressão, uma boa notícia para os cristãos”. O senhor Lee disse que esperava “um resultado diferente”, acrescentando ainda que estava “muito frustrado porque as questões centrais não foram analisadas e julgadas de forma justa por causa de um tecnicismo”. Ciaran Moynagh, advogado de Gareth Lee, disse que consideraria a possibilidade de abrir um novo processo judicial sob a lei nacional.

Comentários (5)
  • em 14-01-2022 às 11:42 Para Tia Maria
    Vamos tb reverter, uma tora bem big no seu foreba!
  • em 10-01-2022 às 13:52 P/ tio Mario
    Olá meu tio... Ao invés de inverter os papeis, vamos usar outro exemplo: vc e seu CONOJE estão procurando apto para alugar, se encantam com um, e investem no contrato imediato. O proprietário ao tomar conhecimento da vossa condição, se recusa a aluga-lo à vcs. Seria direito dele, afinal a é dele a propriedade do imóvel. Nesse caso, vc e calaria, ou lutaria por direitos sob um preconceito que deve ser derrocado numa sociedade seletista? Ou seja, a questão não é a opinião do dono, e sim um sistema institucionalizado que deve ser combatido, e pra isso recorremos à processos judiciais. Só pra concluir, vale lembrar: PRECONCEITO NÃO É OPINIÃO!!
  • em 09-01-2022 às 11:38 Tio Mario
    Vamos inverter as coisas: Os donos de uma padaria são gays e um cliente exige um bolo com a frase: Só existe casamento entre homem e mulher. Os donos fariam o tal bolo? Caso recusassem fazer o bolo, o cliente poderia entrar na justiça? Seria correto a justiça obrigar os donos da padaria fazerem o bolo? Não se pode confundir respeito com intimidação. O dono de qualquer propriedade não pode ser obrigado a fazer nada que é contra seus princípios desde que ele não ultrapasse a lei.
  • em 08-01-2022 às 11:50 Soraia
    Preconceito é algo horrendo? Sim! Mas..........O Lipe esta correto! Pena ter muita bixa mula cega/Terra seca, que não aceita a realidade dos fatos! Lipe meu fio, beijos pra tu.
  • em 07-01-2022 às 15:25 Lipe
    Essa visão de que o dono do negócio tem de escrever tudo no bolo é complicado. A meu ver o casal gay parece ter feito de propósito. O proprietário, a partir de suas convicções, tem o direito de recusar sim. Se aparece alguém com “Brancos são superiores”, eu não posso recusar?