Museu da Diversidade Sexual é fechado por tempo indeterminado

A decisão da juíza Carmen Cristina Teijeiro determinou o fechamento do museu por conta de um questionamento de verba levantado pelo deputado Gil Diniz (PL).

por Redação MundoMais

Sábado, 30 de Abril de 2022

O Museu da Diversidade Sexual (MDS) , em São Paulo, foi fechado por tempo indeterminado por causa de uma ação judicial movida pelo deputado estadual Gil Diniz (PL) , apelidado de “Carteiro Reaça”. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (29).

O valor de R$ 9 milhões, que seria destinado para a ampliação do museu foi questionado, ele seria administrado pelo Instituto Odeon, por cinco anos e pelo Governo do Estado de São Paulo. Porém, Diniz entrou com uma ação para parar o projeto. Na argumentação, ele diz que o valor é muito alto para uma “sala de exposição”, pois o museu está inserido dentro da estação República do Metrô e ainda desconfia do Instituto Odeon, organização social do Rio de Janeiro, que teve suas contas questionadas anteriormente quando administrava o Theatro Municipal de São Paulo.

A juíza Carmen Cristina Teijeiro, considerou a ação movida e em sua justificativa enfatizou o argumento de que o Odeon teve suas contas negadas quando administrava o Theatro Municipal.

O MDS inauguraria a exposição “Duo Drag”, do fotógrafo Paulo Vitale no sábado (30), mas por causa da decisão judicial, ela foi adiada por tempo indeterminado A mostra reuniria retratos de 50 drag queens e 35 depoimentos em vídeo de parte delas, além do lançamento do livro Drags.

A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado entrou com um recurso, que foi negado, mas a pasta voltará a recorrer, pois “considera essencial o desenvolvimento de políticas de visibilidade da cultura LGBTQIA+”.

Além disso, a vereadora e pré-candidata a deputada federal, Erika Hilton , também se posicionou em suas redes socias dizendo que seu mandato pressionará o governo do Estado para recorrer da decisão e buscará que o museu reabra o mais breve possível.

Em nota, a Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo explica que a expansão do MDS, localizado no centro de São Paulo, dos atuais 100 metros quadrados, iria aumentar para 540 metros quadrados e isso permitiria a realização de exposições multimídia de longa duração, mostras temporárias e eventos: “Com isso, será possível aumentar o público visitante, promovendo o resgate histórico, a transformação social e o desenvolvimento da comunidade. O museu é a primeira instituição do tipo na América Latina e irá completar 10 anos em 2022”.

Comentários (3)
  • em 02-05-2022 às 20:52 Jorge Jorge
    Essa deputada, vereadora, precisa sair desse discursinho passivo e simplório, que combina meia-dúzia de palavras e quer parecer abrangente e exclusivo, sem, todavia, ser. Se quer mostrar como os transsexuais e os homossexuais são importantes e inteligentes, e eles são, sem dúvida, então ele deve se preparar para o enfrentamento dos temas típicos de um parlamento., Deve opinar sobre creches, escolas, estradas, moradia, violência, drogas, estrangeiros, fome, prostituição infantil etc. Deve falar de economia e fazê-lo com propriedade. É assim que demonstrará que gays e trans são apenas iguais aos demais. Mas, não! Ele compra um disco de um esquerdopata qualquer e o reproduz o tempo todo. São as mesmas bobagens, os mesmos chavões, as mesmas teses fajutas, tudo isso disfarçado de academicismo e humanismo. Tudo, todavia extremamente falso. E essa máscara, vereadora, Instituto Odeon, já ruiu. Todos já perceberam o quão falsos são esses discursos, que, afinal, ajudam um Lula e um Zé Dirceu a retomarem o poder.
  • em 02-05-2022 às 20:46 Jorge Jorge
    Nós, gays, não precisamos de museus de diversidade. Nós precisamos apenas que essa militância gayzista pare de nos incomodar. Que essa gente que explora a homossexualidade dos outros, deixe de nos perseguir e nos querer como bois de frigorífico a serviço de suas causas. Só isso.
  • em 02-05-2022 às 20:41 Jorge Jorge
    Oh, dona Erika, não se trata de cruzada contra comunidade gay, mas, sim, contra a roubalheira. Trinta milhões, dona Erika, para cuidar de uma sala no metrô República. Ora, lindona... Institutuo Odeon... Gente, é aqui que começa a história do meu cu, do cu de cada um dos membros do Instituto Odeon, do cu dessa vereadora, a dona Erika: é precisamente nesse ponto que todos começamos a entender tudo. Rola muita grana e grana muito, mas muito, pesada. Daí vem essa gente querendo administrar o cu dos gays, transformando seres humanos homossexuais em gueto, em "corpos gays", em "corpos trans". Sim, bi, você está sendo usada por essa gente toda. Abandone, minha linda, essa agenda toda, a menos que, como eles, você esteja faturando alto nesse negócio de ir para baixo do MASP enfiar um crucifixo no ânus. Em uma palavra, bi: tome conta do seu cu. E não o empreste a ninguém.