Conheça a história do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo

Instituição foi fechada pela Justiça após ação movida pelo deputado Gil Diniz (PL).

por Redação MundoMais

Terça-feira, 03 de Maio de 2022

No último sábado, 30, uma ordem judicial interrompeu, por tempo indeterminado, as atividades do Museu da Diversidade Sexual (MDS). A decisão veio após ação popular movida pelo deputado estadual Gil Diniz (PL).

O museu, destinado à preservação e valorização da comunidade LGBTQ+, nasceu em 2012 por meio do decreto nº 58.075, publicado em 25 de maio daquele ano pelo então governador Geraldo Alckmin.

Entre as atribuições da instituição, estão a pesquisa e divulgação do patrimônio histórico e cultural das pessoas LGBTQ+ e a valorização da diversidade sexual na construção social, econômica e cultural do estado de São Paulo.

Desde a sua criação, o instituto promoveu inúmeras exposições e mostras gratuitas para levar conhecimento e conscientizar os visitantes sobre temáticas que percorrem o universo de uma comunidade ainda invisibilizada.

Temas como diversidade no esporte, combate às violências de gênero e Direitos Humanos já foram debatidos no espaço. Além disso, muitos artistas independentes tiveram a oportunidade de expor seus trabalhos.

O museu também possui presença no ambiente digital e promove exposições virtuais em seu site. Também há conteúdos informativos nas redes sociais, cursos online e um podcast quinzenal sobre memória, arte, cultura e diversos outros assuntos.

No dia em que foi fechado, o MDS estava prestes a receber a exposição Duo Drag, com fotografias de 50 drag queens que movimentam a cena paulista desde a década de 1980.

O museu é o primeiro equipamento cultural da América Latina dedicado à comunidade LGBTQ+. Em dezembro do ano passado, o governo estadual anunciou uma expansão física na instituição, que atualmente ocupa uma sala de 100m² no metrô da República.

Foram destinados R$ 9 milhões para a obra, que ampliará a área do museu para 540 m². Além disso, no início deste ano, foi firmado um contrato de R$ 30 milhões com o Instituto Odeon para a administração do espaço nos próximos cinco anos.

Esse segundo contrato foi alvo da ação do deputado Diniz, que julgou ser um "desperdício frívolo de dinheiro público". Para que o museu volte a funcionar, será necessário que o Estado recorra da decisão, que ainda não é definitiva.

Comentários (7)
  • em 09-05-2022 às 11:49 Beto
    Concordo que esse museu recebeu dinheiro demais … mas por quê o prezado vereador e seus colegas não fazem algo semelhante para impedir que a Cracolândia venda drogas ilícitas ? Nada contra às pessoas que estão em situação de rua, a questão é tirar o tráfico de lá de dentro . É claro que é necessário oferecer tratamento e oportunidades para que os moradores de rua tb possam recuperar sua cidadania .
  • em 05-05-2022 às 17:09 Jorge Jorge
    Concordo plenamente. É por isso que um Instituto Odeon desses embolsa cerca de 40 milhões de reais, um império de dinheiro público, para, literalmente, colar meia dúzia de cartazes nas paredes de uma sala de uma das estações do metrô paulistano, mas, mesmo assim, encontra milhares de bis dispostas a ter orgasmos por eles, enquanto se viram nos carnês e no pão com ovo.
  • em 05-05-2022 às 12:03 #ForaBolsonaro
    "É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas." Mark Twain
  • em 04-05-2022 às 21:56 Jorge Jorge
    Comentei aqui que o deputado não se opôs ao museu em si, mas ao mar de grana pesadíssima que rola em torno do projeto, fortuna pública administrada pelo tal Instituto Odeon. Gente, bis, deixemos de ser ingênuas: é grana pesada rolando por trás disso tudo. É 9 milhões pra cá, 30 milhões pra lá. Assim fica bom sair por aí se dizendo defensor de gay, de trans etc. Pense comigo, b. Você, bi, que tá aí fodida, sem dinheiro pro gás: essa grana toda passa por você?... Eles, esse pessoal do Odeon, por exemplo, liga pra você e te oferece alguma ajuda?... Claro que não, anjo. Claro que não. O que eles querem é a sua homossexualidade para, em torno dela, construírem suas narrativas fajutas, elas, sim, preconceituosas, à medida em que nos colocam em guetos, nos estigmatizam em grupos, em símbolos, letras... Gente, tá na hora de mandar, sim, esse pessoal cuidar do próprio cu. Do nosso, cuidemos nós. No meu,. ninguém tasca. Só um boy gostoso, mas aí já é outra conversa...
  • em 04-05-2022 às 12:29 Para a mona ae de baxo
    Fora Bolsonaro? Sim! Mas tb fofa, fora Lula, e todos oos outros! ois politico, é uma raça de mentirosos/Falsos/Ladrões/171. Por isso, voto sempre nulo...kkkkkkkkkkk.
  • em 03-05-2022 às 19:42 #ForaBolsonaro
    Para algo que seja do interesse da comunidade Paulista. E não um desperdício frívolo.... São Paulo não merece representante tão desqualificado e ignorante. Mal disfarça o preconceito e a mente ignóbil....
  • em 03-05-2022 às 19:39 #ForaBolsonaro
    Um absurdo. Esse deputado do partido do genocida não tem mais o que fazer? Será que ele usa a cota do seu gabinete par