União Europeia processa Hungria por lei anti-LGBT

A Comissão Europeia afirma que a legislação húngara viola as regras internas e os valores do bloco.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 19 de Julho de 2022

A Comissão Europeia decidiu, na última 6ª feira (15), processar a Hungria por uma lei anti-LGBT+ e se recusar a renovar a licença da emissora de rádio Klubradio, que tem sede em Budapeste (Hungria) e faz oposição ao governo. A lei húngara em questão, proposta pelo partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, entrou em vigor em 2021 e proíbe a disseminação de conteúdo que retrate homossexualidade ou transexualidade em escolas para alunos menores de 18 anos.

Em comunicado, a Comissão afirmou que o processo contra a Hungria será julgado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Segundo o parlamento europeu, “a lei viola as regras do mercado interno, os direitos fundamentais dos indivíduos (em especial as pessoas LGBTIQ), bem como os valores da UE”.

A respeito da rádio Klubradio, a Comissão considerou que a Hungria “infringiu os regulamentos de telecomunicações da UE” ao negar a solicitação da rádio para o uso do espectro radioelétrico. Em um 2º comunicado, a Comissão afirmou que “a Hungria infringe o direito da UE ao aplicar condições desproporcionadas e não transparentes à renovação dos direitos de utilização do espectro radioelétrico da Klubradio. Através da sua conduta, a Hungria também violou a liberdade de expressão consagrada na Carta dos Direitos Fundamentais da UE”.

Sobre os processos, a ministra da Justiça da Hungria, Judit Varga, disse em um post no Facebook que o caso da rádio não afeta “o princípio da liberdade de imprensa e o pluralismo dos meios de comunicação”. Já sobre o processo contra a lei anti-LGBT, Varga afirma que as acusações feitas pela Comissão Europeia são infundadas.

Comentários (1)
  • em 19-07-2022 às 23:37 Jorge Jorge
    Ah, é. Olhem isto, bis: ‘Detenta trans’ engravida colegas e é transferidaDemi Minor, 27 anos, foi condenado a 30 anos por cometer homicídio culposo. Por se considerar uma “mulher trans”, Minor conseguiu ir para o Presídio Feminino Edna Mahan, em Clinton, cidade de Nova Jersey. No local, o trans engravidou duas colegas prisioneiras, conforme noticiou a Revista Oeste.