por Redação MundoMais
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2025
O pastor evangélico Eduardo Costa, que recentemente viralizou ao ser flagrado caminhando em Goiânia usando calcinha e peruca loira, também publicou mensagens nas redes sociais atacando as pessoas LGBT+. Segundo ele, todos morreriam e seriam condenados.
Em suas publicações, Costa afirmou que pessoas que mantêm “relações sexuais ativas ou passivas com homossexuais”, assim como aqueles que cometem adultério ou têm comportamentos considerados imorais, “não terão parte no Reino de Deus”.
Em outro trecho, ele advertiu que quem não aceitar as correções divinas “vai morrer” e será condenado eternamente. “Se você não aceitar a correção do Eterno, você vai morrer, VOCÊ VAI MORRER, exatamente isso. O Eterno tem o poder para matar a carne e a alma, e você vai morrer na carne por causa dos seus pecados e a sua alma será destinada ao inferno porque você foi uma pessoa miserável e não quis fazer a vontade do Eterno, você não passou no processo e você vai ser uma pessoa derrotada por toda a eternidade”, escreveu.
Pastor é flagrado de calcinha
Na última segunda-feira (11), o pastor foi flagrado caminhando próximo a um bar no Setor Urias Magalhães, na região norte de Goiânia, usando uma peruca loira e roupas femininas. As imagens geraram grande repercussão nas redes sociais.
Após a divulgação, surgiram relatos sobre supostos episódios antigos envolvendo o religioso. Uma ex-funcionária afirmou que, anos atrás, a então esposa de Costa o flagrou “de vestidinho vermelho” perto de motéis, o que teria provocado uma confusão. Também foram mencionadas possíveis dívidas trabalhistas atribuídas a ele.
Novas imagens mostram o bispo Eduardo Costa usando novamente calcinha, dessa vez preta, registradas em 6 de agosto por câmeras de segurança. Ele aparece em frente a um carro branco, indicando que já adotava esse visual dias antes do vídeo que viralizou.
Novas imagens do pastor de calcinha são divulgadas
— Turismo Gay (@turismogay.bsky.social) 14 de agosto de 2025 às 19:29
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Após a repercussão dos vídeos, o pastor alegou que o uso de roupa íntima e peruca fazia parte de uma “investigação pessoal” para localizar um endereço. Costa também afirmou que teria sido filmado sem consentimento, com o objetivo de extorqui-lo.
Eduardo Costa é servidor público
Além de líder religioso, o pastor Eduardo Costa atua como analista judiciário no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), cargo que ocupa há 44 anos. Dados do site Metrópoles apontam que, em julho de 2025, ele recebeu cerca de R$ 39 mil brutos, valor que no mês anterior ultrapassou R$ 40 mil.