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Justiça condena Nikolas Ferreira a pagar R$ 40 mil por chamar mulher trans de “homem”

Decisão do TJ-SP aponta que a publicação do deputado teve caráter discriminatório; ele ainda pode recorrer.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a pagar uma indenização de R$ 40 mil por danos morais a uma mulher trans que ele chamou de “homem” nas redes sociais. O parlamentar ainda pode recorrer. A decisão foi proferida em 19 de novembro.

O caso ocorreu em setembro de 2022, quando a autora do processo publicou um vídeo relatando ter sido vítima de transfobia em um salão de beleza que se recusou a atendê-la para um procedimento de depilação, sob o argumento de que o local era exclusivo para mulheres.

Nikolas, que na época era vereador em Belo Horizonte, repostou o vídeo acrescentando comentários como: “ela se considera mulher, mas ela é um homem”. Na ação, a autora afirmou que a publicação do deputado agregou comentários que deslegitimaram sua identidade de gênero e ridicularizaram a luta por igualdade de tratamento.

Em sua defesa, o deputado alegou que a republicação do conteúdo se enquadrava no exercício da liberdade de expressão e da manifestação político-ideológica, sem intenção de ofender a mulher ou praticar qualquer ato discriminatório.

Após a condenação, nesta segunda-feira, Nikolas voltou a se manifestar: “Virou crime chamar homem de homem. Repito: virou crime dizer uma verdade biológica. Centenas de processos, nenhum condenado por corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de emenda e roubo de aposentado. Só resta condenar por dizer verdades. Ser perseguido pelo mal é o preço de não ser um deles”.

Na sentença, o juiz André Bezerra classificou como “irracionalidade” a postura do parlamentar. “Tamanha a irracionalidade de quem se preocupa com as opções de vida alheias à sua que o Supremo Tribunal Federal equiparou a transfobia ao crime de injúria racial”.

O magistrado ressaltou ainda que, além da discriminação no salão de beleza, a conduta ganhou o respaldo de uma autoridade. “O que existe é a legitimação de uma conduta discriminatória sofrida especificamente pela autora, a qual, por ser oriunda de uma pessoa eleita pelo voto popular, é dotada de maior potencial nocivo perante toda a sociedade, configurando um verdadeiro incentivo para que outros estabelecimentos discriminem outras mulheres transgêneros pelo país afora”, afirmou.

O juiz também observou que “o réu ridicularizou e estereotipou a autora do processo, como se censurando o fato desta não seguir os padrões de uma moral supostamente religiosa que defende e que parece querer que todos sigam”. Ele acrescentou que “contudo, não se vive em um país regido por qualquer ortodoxia que reprime opções privadas, vive-se em uma terra juridicamente livre e democrática”.

* Fonte: Terra

25-11-2025 às 09:51 Mulé Filé Mião.
40 mil barão é muito dinhero.......Kkkkkkkkkkkkkkkk! Nicúlas meu fio, quem sabe agora, vc num cria vergonha na cara em!? O raça infeliz, esses tal de pulitico!
25-11-2025 às 08:26 Vaia nesse Transfobico!!!
Desde de quando essa criatura tem moral pra falar de mulher trans. Nicole tem voz de Drika, bem longe de ser uma voz de homem. Nicole não usa barba e tem feições androginas. Nicole de terno parece uma cadelinha saltitante com aquele terno que mais se parece vestidinho abaixo da cintura. Eu não sinto tara nenhuma nessa criatura, pense numa criatura azeda da voz irritante de boneca Drika da estrela.
25-11-2025 às 07:59 jonas
EU ACHO ELE BONITINHO... EU PEGARIA. QTO AO COMENTÁRIO, EU PREFIRO N COMENTAR, POREM....
25-11-2025 às 06:33 Daniel
Marc brother que delícia você está em site pornografico sendo transfobico né!
25-11-2025 às 03:04 Jorge Jorge
Um dia a gente vai ter vergonha dessa censura que, usando a homossexualidade de cada um de nós, foi praticada. Vergonha.
24-11-2025 às 21:42 Yorkin24
O deputado não foi processado por "mentir" e sim por discriminar, ridicularizar estereotipar uma mulher trans. Isso é crime. Deveria ser igualmente crime fazer uso da religião para conseguir votos.
24-11-2025 às 19:32 Marc brother
Ele mentiu????