ASSINE JÁ ENTRAR
Promoção Black Friday Promoção Black Friday

Prefeito de Budapeste mantém e lidera Parada LGBT+ mesmo sob veto estatal

Parada do Orgulho na Hungria expõe embate político liderado por Gergely Karácsony.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

O prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, tornou-se alvo de uma investigação judicial após liderar e participar da Parada do Orgulho realizada no fim de semana, apesar de uma proibição imposta pelas autoridades nacionais. A manifestação ocorreu no centro da capital húngara e reuniu dezenas de milhares de pessoas, segundo estimativas divulgadas por organizadores e pela imprensa internacional.

A apuração foi anunciada pelo Ministério Público da Hungria, que atribui ao prefeito a responsabilidade por organizar um evento considerado irregular à luz da legislação aprovada neste ano. A norma amplia restrições a manifestações públicas associadas à população LGBT+ e autoriza sanções contra organizadores, com base em argumentos de “proteção de crianças” e ordem pública.

Para viabilizar a realização da parada, a prefeitura registrou o ato como evento municipal, sustentando que, nessa condição, ele não estaria sujeito às mesmas exigências previstas na lei de reuniões públicas. A polícia manteve o veto, mas não impediu a marcha, que transcorreu de forma pacífica e sem registro de confrontos.

Após o anúncio da investigação, Karácsony afirmou que não pretende recuar. Em publicação nas redes sociais, declarou: “Eles nem querem um julgamento, porque não conseguem compreender que, nesta cidade, nos levantamos em defesa da liberdade diante de um poder mesquinho e autoritário”. A fala foi reproduzida por veículos internacionais e integra o inquérito como manifestação pública do prefeito.

Disputa política mais ampla

A Parada do Orgulho em Budapeste ocorre em um contexto de tensionamento contínuo entre a administração da capital e o governo central liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán. Desde 2021, o país vem adotando medidas que limitam a exibição de conteúdos relacionados à diversidade sexual e de gênero para menores de idade, políticas que colocaram a Hungria sob escrutínio de instituições europeias.

A Comissão Europeia questiona a compatibilidade dessas leis com princípios fundamentais da União Europeia, como a liberdade de expressão e de reunião. A disputa segue em análise judicial no bloco, enquanto governos locais e organizações da sociedade civil buscam formas de manter atos públicos e eventos culturais.

Mobilização e continuidade

Mesmo diante da investigação, a organização da Budapest Pride confirmou que a próxima edição do evento está prevista para junho de 2026. Segundo os responsáveis, a mobilização deste ano reforçou a importância da parada como espaço de visibilidade e afirmação de direitos.

A manifestação em Budapeste se soma a outras iniciativas em capitais europeias onde administrações locais têm atuado para garantir a realização de eventos do Orgulho, mesmo em cenários de restrição legal. No caso húngaro, a condução do processo judicial e eventuais sanções ao prefeito ainda não têm prazo definido.

31-01-2026 às 06:04 André
Viktor Urban presidente Hungria corrupto comprovado. Roubar parece que pode, só não pode ter liberdade para manifestar a sexualidade. O ser divino Alá aceita roubar o próximo, mas gozar com o próximo aí é demais.
31-01-2026 às 05:56 André
Como pano de fundo sempre a religião, o cranco da humanidade. Religião de varejo ,não aquela que cada um guarda para si.