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Justiça condena supermercado por homofobia após RH escrever ‘gay’ em ficha

Decisão do TRT de Minas estabelece indenização de R$ 15 mil por danos morais; empresa também foi punida por intolerância religiosa e assédio moral após adoção.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026

Um supermercado localizado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi condenado pela Justiça do Trabalho a indenizar um ex-funcionário em R$ 15 mil por danos morais. O motivo central da condenação foi uma prática discriminatória no setor de Recursos Humanos: a palavra “gay” foi registrada na ficha funcional do trabalhador, escrita em vermelho e grifada, permanecendo arquivada por mais de uma década.

A anotação foi realizada no momento da contratação, em 2014, mas o trabalhador só tomou conhecimento da prática ao ser promovido ao cargo de subgerente da unidade. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), que classificou a conduta como ofensiva à dignidade humana.

Histórico de discriminação e assédio moral

De acordo com os autos do processo, o registro na ficha funcional não possuía qualquer finalidade administrativa, servindo apenas como um marcador discriminatório. Testemunhas ouvidas durante a instrução processual relataram que o funcionário era alvo constante de:

• Piadas e comentários depreciativos.
• Ironias relacionadas à sua orientação sexual.
• Assédio moral praticado inclusive por superiores hierárquicos.

A situação de hostilidade se intensificou quando o ex-funcionário e seu companheiro adotaram duas crianças. Ao usufruir da licença-paternidade, o trabalhador foi alvo de novos comentários vexatórios e homofóbicos dentro do ambiente laboral.

Violação da liberdade religiosa no trabalho

Além da homofobia, o TRT-MG reconheceu a prática de intolerância religiosa. O supermercado promovia orações diárias entre os funcionários, e quem ocupava cargos de liderança, como o reclamante, era obrigado a conduzir esses momentos.

O desembargador relator, Lucas Vanucci Lins, destacou que a obrigatoriedade de participação em rituais religiosos ultrapassa os limites do poder diretivo da empresa. “Comprovou-se a obrigatoriedade de participação em orações, com violação da liberdade religiosa do empregado”, afirmou o magistrado em sua decisão.

Defesa do trabalhador busca ampliar valor da indenização

A advogada do ex-funcionário, Brenda Silva, informou que irá recorrer da decisão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A defesa argumenta que o valor de R$ 15 mil é insuficiente diante da gravidade do dano psicológico sofrido ao longo de dez anos.

“O dano moral e psicológico causado a ele não pode ser reduzido a R$ 15 mil. A defesa quer que o valor seja fixado em pelo menos o dobro, ou seja, R$ 30 mil”, afirmou a advogada.

Outras condenações impostas ao Supermercado Rena

A sentença também manteve outras punições financeiras à empresa, que incluem:

• Devolução de descontos indevidos: Valores retirados do salário do trabalhador por supostas diferenças de caixa.
• Multa trabalhista: Aplicada devido a irregularidades na entrega de documentos rescisórios.

Até o fechamento desta reportagem, o Supermercado Rena não havia retornado o contato para comentar a decisão. O espaço segue aberto para manifestação. Cabe recurso da decisão para ambas as partes junto ao TST.

10-02-2026 às 01:51 Jota
Sinceramente... Enquanto alguns mendigam aceitação negando o respeito a que TODOS têm direito, qualquer minoria vai continuar sendo oprimida. Porrra de "alinhado", "causar", "se soma"... Se você LGBTQIA+ medíocre quer viver sob a sombra, é um problema seu e só seu! 15 mil reais é muito pouco e só é 15 mil pq tem gente que pensa como certos "Da Roça", por aí... Homofóbico contrata homossexual sim, quando lhe é conveniente, principalmente, para espezinhar! Se não fosse verdade, na Record não tinha gay! Me poupe! Nenhum hétero tem escrito "heterossexual" na ficha, retardado! Pq não faz um favor e vai se enfiar em algum buraco no fim do mundo? O fim da picada uma pessoa defendendo o indefensável! Deixa de ser ignorante, raso....
07-02-2026 às 13:01 @@@@
Não sei de nada meus fi..............Só Bservo!!!!
05-02-2026 às 06:48 Da Roça
A homofobia vai existe no interior do Brasil, nesse caso não se bate de frente, se soma. Esse supermercado poderia ser um forte alinhado da comunidade LGBT local. Veja que o supermercado fala em Bom, Apto e Gay. Isso é um bom sinal para comunidade LGBT local ter como alinhado. Mas a falta de inteligência falou mais alto.
05-02-2026 às 06:42 Da Roça
Homofóbicos não contratam gays. As pessoas têm que ter cuidado para não sair por aí banalizando o termo homofobia. Essa banalização não ajuda. Perdemos um forte alinhado.
05-02-2026 às 01:27 Marcos
Certo o funcionário. Deu vários “cala a boca” nesse mercado e nos demais colegas de trabalho. Outra coisa que é a maior papagaiada é oração antes de iniciar o turno. Orem em casa, orem no vestiário. Chegou para pegar o serviço, é serviço.
04-02-2026 às 21:15 Da Roça
Quanto a fofocagem, isso é comum no interior do Brasil. E os LGBTs infelizmente são os principais alvos. Se você for gay ,aconselho morar só nessas 7 capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre. O resto é roça.
04-02-2026 às 21:07 Da Roça
Apto, Gay e Bom. Se fosse inteligente teria entendido o recado e seguiria carreira nessa empresa . Mas preferiu causar em troca de 15 mil reais.