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Parlamento Europeu reconhece mulheres trans como mulheres

Resolução aprovada orienta posição da União Europeia na comissão da Organização das Nações Unidas sobre direitos das mulheres.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que afirma o pleno reconhecimento das mulheres trans como mulheres. O texto foi adotado na última semana e integra um conjunto de recomendações para a atuação da União Europeia na 70ª Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher, prevista para o próximo mês.

Entre os pontos destacados está a avaliação de que a inclusão de mulheres trans é “essencial para a eficácia de quaisquer políticas de igualdade de gênero e de combate à violência”. A resolução também aborda a necessidade de medidas mais amplas de proteção a direitos fundamentais.

O documento defende ainda a criação de uma “ferramenta abrangente para monitorar e combater o retrocesso democrático e o retrocesso nos direitos das mulheres”. Os parlamentares mencionaram o aumento de ataques contra ativistas LGBT+ e defensores dos direitos das mulheres em diferentes países.

A proposta foi aprovada no dia 11 de fevereiro por 340 votos favoráveis, 141 contrários e 68 abstenções, segundo dados divulgados pela imprensa internacional. Embora resoluções do Parlamento Europeu geralmente não tenham caráter juridicamente vinculante, elas costumam influenciar o posicionamento dos Estados-membros da UE.

A jornalista Erin Reed avaliou que a decisão coloca a União Europeia em “rota de colisão direta” com os Estados Unidos, que também participarão da conferência da ONU em Nova Iorque. O comentário faz referência a diferenças recentes nas políticas adotadas pelos dois blocos.

Nos EUA, o presidente Donald Trump assinou decretos executivos voltados à comunidade LGBT+, especialmente pessoas trans. Já no Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou no ano passado que não considera mulheres trans como mulheres.

Dentro da própria Europa, o debate também tem sido marcado por tensões. A Hungria proibiu marchas do Orgulho LGBT+ e o prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, passou a responder a acusações criminais após autorizar a realização do evento. Em rede social, ele afirmou ter passado de “um suspeito orgulhoso a um réu orgulhoso” e declarou que esse seria o preço por defender “a nossa própria liberdade e a dos outros”.

21-02-2026 às 15:53 Sinserah
As maiores inimigas das trans não são os políticos, por incrível que pareça, são os próprios LGBTXYZWWW..., principalmente os não binarie e trans não binarie. Tentando colocar abaixo anos de luta da mulheres e homens trans, quando dizem que não existe ninguém 100% hétero ou gay e que trans nao binarie deve ser chamado de gênero neutro, ou seja, "ISSO". Coisa que todos principalmente as trans lutaram por décadas para que não se perpetuasse, e acaba retornando pela boca das New yags que se acham as tops dos direitos das gays, quando não passaram por um quarto que que passamos e ainda se acham mais militantes do que quem viveu na pele o preconceito e a violência de ser quem somos. Vergonhoso