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Exames preventivos fortalecem a saúde de homens gays

Testes de ISTs, imunização e avaliação mental reduzem riscos e ampliam o acesso à prevenção e fortalecem a saúde masculina.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026

Homens gays devem manter uma rotina de exames preventivos que vai além do check-up comum, com foco especial na detecção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vacinação e saúde mental. Especialistas apontam que a triagem regular ajuda a identificar problemas de forma precoce e a reduzir riscos associados à vida sexual e ao acesso tardio aos serviços de saúde. As informações são de pesquisa publicada na American Family Physician.

Para todos os homens sexualmente ativos que têm sexo com homens, orientação médica recomenda avaliações anuais que incluam testes de HIV e outras ISTs, como sífilis, gonorreia e, quando necessário, cultura retal e faríngea para detecção de infecções. Mesmo aqueles que usam preservativo devem fazer triagens regulares para acompanhar possíveis exposições.

Pessoas com maior risco, como por exemplo, com múltiplos parceiros, uso de drogas ou parceiros conhecidos com ISTs, podem precisar de exames a cada três a seis meses, conforme orientação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

A vacinação é uma parte importante da prevenção: imunização contra hepatite A e B é recomendada para homens que fazem sexo com homens, já que a transmissão por contato oral-anal e outras práticas pode ocorrer com mais frequência nessa população. É importante frisar que essas e outras imunizações, além de alguns exames e testes, podem ser realizados de forma gratuita no Brasil, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de ISTs, médicos também consideram avaliações de saúde gerais que se aplicam a toda a população masculina, como checagem de pressão arterial, fatores de risco cardiovascular e exames para cânceres comuns (como câncer anal em grupos de alto risco). Algumas diretrizes sugerem rastreamento anal com exames específicos em homens com HIV ou outros fatores de risco elevados.

Profissionais de saúde recomendam que a comunicação sobre sexualidade seja aberta e sem julgamentos, pois muitos homens evitam discutir práticas sexuais por medo de discriminação, o que pode limitar o acesso a cuidados preventivos essenciais. Por fim, além dos exames laboratoriais, a orientação inclui avaliação de saúde mental e comportamental, como triagem para depressão, ansiedade e uso de substâncias, considerando que alguns homens gays podem enfrentar estressores sociais que afetam o bem-estar geral.

Manter os exames em dia e procurar serviços de saúde de forma regular permite que homens gays tenham mais controle sobre a própria saúde e façam escolhas com base em informação. A prevenção não se resume a tratar doenças, mas a acompanhar o corpo ao longo do tempo, reduzir riscos e ampliar o acesso a cuidados que garantem qualidade de vida e segurança no cotidiano.