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Casal gay é agredido por grupo de seis pessoas em Sorocaba

Caique Souza (Kaky) e Rodrigo Dedini (Digo), de Sorocaba (SP), relataram que foram agredidos após sofrerem homofobia. Em vídeo publicado nas redes sociais, vítimas relatam as agressões e alegam que um dos suspeitos chegou a gritar "mata os viados".

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 04 de Março de 2026

Um casal gay foi agredido por um grupo de seis homens no dia 22 de fevereiro, em Sorocaba (SP), e a Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal e racismo, que no Brasil, até que se crie uma legislação específica, engloba crimes contra a população LGBT+. As vítimas, Caique Souza e Rodrigo Dedini, foram atacadas com socos, chutes, pauladas e uma facada na rua Doutor Armando Arruda Pereira, na Vila Haro. O crime ocorreu após o casal ser alvo de ofensas homofóbicas.

De acordo com o boletim de ocorrência, Caique Souza, conhecido como Kaky, e Rodrigo Dedini, o Digo, saíram de casa por volta da 1h da madrugada para comprar cigarros em um estabelecimento perto do posto de saúde da Vila Haro.

No local, o casal notou a presença de um grupo em atitude suspeita, que começou a ofendê-los com xingamentos homofóbicos.

Conforme o registro policial, as vítimas tentaram sair do local para evitar o confronto. No entanto, Caique diz que foi golpeado no rosto com um pedaço de madeira e caiu. Ao tentar ajudar o companheiro, Rodrigo também foi atingido na cabeça com o mesmo objeto e começou a sangrar.

Mesmo no chão, os dois continuaram a ser agredidos com chutes, socos e pauladas. Durante o ataque, Rodrigo também foi ferido com uma facada em um dos braços.

O casal conseguiu fugir e procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência. Nenhum pertence das vítimas foi roubado, o que reforça a suspeita de crime de homofobia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso é investigado pelo 2º Distrito Policial (DP) de Sorocaba, que trabalha para identificar os seis suspeitos.

Ainda conforme a pasta, mais detalhes não serão divulgados para não atrapalhar o andamento da investigação.

Ao g1, Rodrigo contou que precisou levar dez pontos no braço e cinco na cabeça por causa dos ferimentos. Caique não sofreu lesões graves. "Esse trauma é algo que eu vou levar para a vida toda. Algo que eu nunca, jamais imaginaria que pudesse acontecer", desabafa.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Rodrigo mostra os ferimentos e relata o ataque. Segundo ele, um dos agressores gritou "mata os viados" pouco antes das agressões começarem.

Em nota ao g1, o advogado do casal, Diego Candido, informou que o caso é tratado como homofobia, perseguição e lesão corporal.

O advogado, que é especialista em Direito LGBTI+, reforçou que busca imagens de câmeras de segurança de prédios da região. O material pode ajudar a polícia a identificar os agressores.

*Fonte: G1

04-03-2026 às 17:29 Bolores
Quanta maldade, covardia.............Discunjuro!!!