ASSINE JÁ ENTRAR

Senegal sanciona lei que dobra punição para relações homossexuais

Texto aprovado pelo Parlamento do país no começo do mês descreve atos homossexuais como 'contra a natureza', os compara à necrofilia e dobra a pena máxima de prisão.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 01 de Abril de 2026

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, sancionou uma nova lei que aumenta a punição para quem tem relações entre pessoas do mesmo sexo no país nesta segunda-feira (30).

O projeto de lei foi aprovado pelo Parlamento no começo do mês com apoio quase unânime e dobra a pena para os condenados, elevando-a de um a cinco anos de prisão para entre cinco e dez anos.

O texto descreve a homossexualidade como “contra a natureza” e a equipara à necrofilia e zoofilia.

As multas para a infração também foram aumentadas para um máximo de 10 milhões de francos CFA – aproximadamente R$ 93 mil reais -, mas a lei a mantém como contravenção, e não como crime.

O projeto também prevê punições para o que chama de “promoção” ou “financiamento” da homossexualidade, numa tentativa de restringir a atuação de organizações que apoiam minorias sexuais e de gênero.

O texto, aprovado por 135 votos a zero e três abstenções, foi apresentado ao Parlamento no mês passado pelo primeiro-ministro, Ousmane Sonko. Essa era uma promessa de campanha do governo que assumiu o poder em 2024. Agora, o texto aguarda a assinatura de Faye.

Durante o debate no Parlamento, ministros argumentaram que a legislação anterior, criada em 1966, era branda demais.

Leis que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo são comuns na África: mais de 30 dos 54 países do continente punem esse tipo de relação.

Com a medida, o Senegal se junta a países como Quênia, Serra Leoa e Tanzânia, onde as penas podem chegar a 10 anos ou mais de prisão. Na Somália, Uganda e Mauritânia, o crime pode levar até à pena de morte.

Nas últimas semanas, grupos que defendem valores islâmicos organizaram manifestações em apoio à nova medida. Ao mesmo tempo, a polícia intensificou ações contra pessoas suspeitas de serem gays e prendeu pelo menos uma dúzia delas.

*Fonte: g1

01-04-2026 às 17:38 ATALAIA
Apresentei um trabalho na universidade federal em que dizia sobre a homossexualidade no continente africano, não queremos ser discriminado por isto e/ou aquilo, mas nos damos o direito de fazer mal às pessoas não heterossexuais, aí fica difícil ! Não bastam os problemas já existentes no continente , vão inventar outros simplismente por questão religiosa, social, cultural e mesmo política?