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Anvisa proíbe venda e uso de lote falsificado de lubrificante íntimo K-MED

Agência identificou produtos com odor, embalagem e características diferentes das originais; uso pode trazer risco à saúde.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de um lote falsificado de lubrificantes íntimos da marca K-MED em todo o país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24).

A decisão atinge o lote 2425576 dos produtos K-MED Hot Lubrificante Íntimo e K-MED 2 em 1 Gel Lubrificante Íntimo, classificados como dispositivos médicos.

O que motivou a proibição

Segundo a Anvisa, a própria fabricante oficial, a Cimed Indústria S.A., identificou no mercado unidades com características diferentes das originais — o que caracteriza falsificação.

Entre as irregularidades encontradas estão:

• mudança na coloração do frasco;
• tampa fora do padrão;
• diferenças na arte e na fonte da embalagem;
• erro de digitação nas informações do produto;
• ausência da letra “L” antes do número do lote;
• presença de odor “tutti-frutti”, embora o produto original seja inodoro.

A agência afirma que essas alterações indicam que os itens não foram produzidos pelo fabricante autorizado.

Risco à saúde

A Anvisa alerta que o uso de produtos falsificados pode representar risco à saúde, especialmente por alterações na composição.

No caso de lubrificantes íntimos, isso pode levar a:

• reações alérgicas;
• irritações;
• maior risco de infecções.

O que fazer se tiver o produto

A recomendação da Anvisa é que consumidores não utilizem unidades do lote proibido e interrompam o uso imediatamente.

Também é indicado:

• verificar o número do lote na embalagem;
• procurar orientação de um profissional de saúde em caso de sintomas;
• comunicar o caso aos canais oficiais de vigilância sanitária.

Fiscalização

A resolução determina a retirada dos produtos do mercado e proíbe qualquer tipo de circulação do lote falsificado.

A Anvisa também reforça que a comercialização de produtos falsificados é considerada infração sanitária e pode gerar penalidades.