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Professor da USP é condenado a 3 anos de prisão por transfobia

Professor do campus da USP em Ribeirão Preto também deverá pagar, por 12 meses, um salário mínimo a uma comunidade LGBT+.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 12 de Maio de 2026

Um professor da Universidade de São Paulo (USP) foi condenado a três anos de prisão em regime aberto pelo crime de transfobia contra duas alunas trans do curso de medicina em Ribeirão Preto, interior paulista, em um caso ocorrido em 2023.

A decisão da última sexta-feira (8/5) da 5ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, condenou Jyrson Guilherme Klamt a 3 anos e 10 meses em regime aberto, sob a condição de que pague mensalmente pelo período mínimo de um ano o valor de um salário mínimo a uma instituição que preste serviço em prol da comunidade LGBT+ da cidade.

O caso aconteceu em novembro de 2023, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo o processo, o professor teria direcionado ofensas transfóbicas a duas alunas após a adoção de uma política inclusiva da faculdade. O docente teria feito perguntas constrangedoras sobre “qual banheiro elas iriam frequentar” e chegou a ameaçá-las de morte.

As alunas Louíse Rodrigues e Silva e Stella Branco foram as primeiras alunas trans do curso de medicina da USP Ribeirão. Em outubro de 2024, Jyrson foi suspenso das atividades na universidade. A reportagem não conseguiu localizar a defesa. O espaço permanece aberto para manifestações.

13-05-2026 às 21:35 Senhor Sinceridade
É importante se preocupar com um banheiro sim quando crianças usam, imagina uma menina de 10 anos entrar num lugar que tem um trans que nem se deu ao trabalho de ajeitar a aquela de cavalo masculina.
13-05-2026 às 11:09 Consciente
É preciso vermos, e acho que a justiça fez isso, o quanto de violência simbólica há nessa "simples dúvida" do professor-médico. Sem contar na ameaça de morte, como diz a matéria. Esse conjunto configura um crime sim. Infelizmente, a pena foi até branda. Ela poderia ser acrescentada da prestação de serviço médico diretamente às pessoas trans que vivem nas ruas violentadas de todas as maneiras pela sociedade. Talvez, assim, fizesse com que fosse irrelevante se importar com o banheiro que trans utiliza.
12-05-2026 às 22:39 Senhor Sinceridade
Haja espaço nas cadeias do Brasil. O cara foi tirar uma simples dúvida e virou quase uma prisão.