por Redação MundoMais
Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), usou as redes sociais e recorreu à tentativa de esclarecimentos dados pela Meta Platforms, controladora do Instagram, em torno do banimentos de inúmeras páginas destinadas à comunidade LGBT+.
O caso ocorre em meio a um inquérito civil do Ministério Público Federal (MPF) sobre possíveis prejuízos à população LGBT+ decorrentes de mudanças recentes nas políticas da plataforma. A investigação foi citada pelo Sleeping Giants Brasil em notificação extrajudicial enviada à big tech.
Em seu pronunciamento feito no X (antigo Twitter), Erika Hilton criticou a suspensão de perfis LGBT+ sem explicação ou possibilidade de contestação e mencionou que a Meta restabeleceu as contas derrubadas após sua denúncia. Segundo ela, o episódio ocorreu em um momento em que o Instagram estaria abrindo espaço para discursos LGBTfóbicos, misóginos e racistas, o que reforçaria a preocupação com a moderação da plataforma.
Erika Hilton e a vereadora de São Paulo, Amanda Paschoal (PSOL), cobraram a reativação imediata dos perfis suspensos e pediram explicações sobre os critérios adotados pela plataforma. As parlamentares classificaram as páginas atingidas como espaços relevantes de comunicação e acolhimento para a população LGBT+ no Brasil. O documento enviado descreve o episódio como um “apagamento simultâneo e coordenado” de páginas consolidadas de mídia independente, jornalismo de nicho, ativismo digital e economia criativa.