por Redação MundoMais
Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
Alan Chambers, ex-líder de um ministério cristão conhecido por defender práticas de “cura gay”, foi preso nos Estados Unidos após uma investigação conduzida por autoridades da Flórida. O caso envolve conversas trocadas pela internet com um perfil que ele acreditava pertencer a um adolescente de 14 anos.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, Chambers, de 54 anos, manteve contato com o suposto adolescente por aplicativos como Snapchat e Telegram entre os meses de fevereiro e maio. As autoridades afirmam, ainda, que o perfil era operado por um policial disfarçado.
De acordo com a investigação, o ex-líder religioso teria combinado um encontro presencial com o adolescente e enviado mensagens de teor sexual durante as conversas, reforçando que queria fazer sexo com o garoto. Documentos obtidos pela emissora WESH também apontam que Chambers teria enviado fotos de suas partes íntimas.
Os investigadores afirmam que Chambers comentou nas conversas sobre a diferença de idade entre os dois e o risco de a situação ser descoberta: “É errado eu querer fazer amor com alguém de 14 anos?”. Em nota, o Gabinete do Xerife afirmou que a operação evitou que um adolescente fosse colocado em perigo.
Cura gay nos anos 2000
Alan Chambers ganhou notoriedade nos Estados Unidos por ter comandado a Exodus International entre 2001 e 2013. A organização cristã defendia práticas voltadas à chamada “cura gay” e afirmava que pessoas LGBT+ poderiam mudar sua orientação sexual.
Em 2012, durante uma conferência da organização, Chambers anunciou que o grupo deixaria de apoiar a chamada “cura gay”. Na época, ele afirmou que esse tipo de prática causava sofrimento e criava expectativas que não se concretizavam. Após a prisão, Chambers foi liberado mediante pagamento de fiança de US$ 15 mil.