por Samuka
Quinta-feira, 30 de Julho de 2026
Depois de cinco anos juntos, Valter e eu decidimos que nosso relacionamento tinha chegado ao fim. Ele alugou uma quitinete na Bela Vista, região central de São Paulo, e foi embora.
Eu havia comprado meu apartamento com ajuda do meu pai logo que cheguei a São Paulo, há mais ou menos quinze anos, mas depois de viver tanta coisa com o Valter naquele lugar, eu sentia necessidade de me mudar dali e começar uma nova vida.
Conversei com alguns amigos e o Ricardo me indicou um corretor que, apesar de jovem e novo na área de corretagem, era muito competente e tinha ajudado meu amigo a encontrar um bom espaço. Ricardo acreditava que ele ia conseguir vender o meu apartamento e encontrar um novo com facilidade.
Naquela mesma semana, enquanto eu trabalhava, recebi a ligação do Carlos Eduardo, o corretor indicado pelo Ricardo. Como não podia conversar muito naquele momento, marquei de nos encontrarmos no meu apartamento por volta das 19h. Além de explicar o que eu queria, ele também já aproveitaria para olhar o apartamento que eu colocaria à venda.
Ele apareceu no horário marcado. Quando o vi, realmente estranhei ser tão jovem. Parecia ter uns 21 anos. Depois descobri que ele trabalhava na área há apenas um ano.
Pedi para que entrasse e ficasse à vontade. Percebi que ele ficou um pouco desconfortável com a decoração homoerótica que se espalhava moderadamente pelo ambiente.
Em nossa conversa, informei o quanto eu tinha de FGTS e aplicações. Disse que também pretendia usar o dinheiro que eu conseguisse com a venda do apartamento para comprar o novo à vista. Dependendo do valor, eu estava disposto também a vender o meu carro.
Depois que definimos estes detalhes, começamos a falar sobre minhas preferências para o novo lugar. Para finalizar, ele pediu para tirar algumas fotos e eu o acompanhei por cada cômodo.
Enquanto ele tirava as fotos, eu fiquei admirando sua beleza. Ele tinha uma sensualidade natural. Moreno, alto, olhos castanhos escuros e dono de um corpo provocante. Apesar do corpão sarado, o rosto tinha traços de um menino. Suas coxas grossas ficavam marcadas na calça justa, marcando ainda mais quando ele se sentava. Fiquei me perguntando se qualquer hora aquela calça ia rasgar com uma bunda daquele tamanho. Também me perguntei se já teriam achado indecente o volume do seu pau numa calça social tão apertada.
Depois de tirar as fotos e fazer anotações, ele disse que faria uma avaliação e que agendaríamos um segundo encontro para discutirmos valores.
***
No sábado seguinte, ele me ligou dizendo que estava em um plantão próximo e perguntou se poderia passar no meu apartamento para falarmos sobre os valores e para ele tirar outras fotos. Confirmei e fiquei aguardando ele chegar.
Fazia muito calor em São Paulo naquele dia. Eu tinha a sensação de estar derretendo. Quando chegou, ele estava suando muito dentro daquele terno.
Assim que entrou, eu sugeri que ele tirasse o paletó e a gravata. Era desumano deixar uma pessoa naquele calor e eu sem ar-condicionado. Ele agradeceu e aceitou minha sugestão.
Acertamos o valor do meu apartamento e ele começou a me apresentar alguns outros que estavam disponíveis para compra na região do Paraíso e em ruas paralelas à Avenida Paulista.
Depois de um bom tempo discutindo as melhores oportunidades, marcamos visitas a alguns deles. Ele tirou mais algumas fotos e se preparou para sair.
– Você ainda vai voltar pro plantão? – perguntei.
– Não, agora tô indo embora.
– Que bom. Então você aceita tomar uma cerveja? Com esse calor, vai cair bem.
– Não, não, muito obrigado.
– Fica tranquilo, não estou convidando como seu cliente.
– Então tá bom, eu aceito, mas só uma.
Preparei alguns frios e ficamos um tempo na sala bebendo e conversando.
Apesar de jovem, ele era muito culto. Gostava de ler e de se manter sempre bem-informado. Conforme fomos bebendo e conversando, ele foi ficando mais relaxado e logo estávamos bêbados, falando nada com nada e rindo à toa. De tão bêbado, ele preferiu ligar para um amigo e pedir carona para casa.
***
No dia seguinte, ele me ligou pedindo desculpas. Disse que jamais deveria ter bebido daquele jeito e se comportado daquela maneira na frente de um cliente, ainda mais em sua própria casa. Eu falei para ele não se preocupar, afinal fui eu quem o convidei para beber.
Depois disso não nos falamos mais até a data da visita ao primeiro apartamento que combinamos de olhar. Ele não estava à vontade, mas tentou disfarçar. Eu agi com naturalidade e isso o deixou mais relaxado.
Meu horário de trabalho durante a semana não me dá muita flexibilidade, então nos encontrávamos sempre à noite ou no fim de semana. Mesmo assim, nossos encontros se tornaram mais frequentes. Ou era eu visitando um apartamento para comprar ou ele trazendo alguém para conhecer o meu. A dificuldade de conciliar a venda de um e a compra de outro era muito grande, mas ele sempre foi muito profissional e vi que estava se esforçando bastante.
Com o tempo, as formalidades foram diminuindo e já nos tratávamos como amigos. Era meu aniversário e resolvi chamar uns cinco amigos para beberem comigo no meu apartamento. Já encantado com ele, acabei convidando o meu corretor Carlos.
Inicialmente ele me respondeu que não poderia por causa de compromisso com cliente. Mais tarde, ele mandou mensagem perguntando se ainda dava tempo, pois tinha terminado uma visita.
Ele chegou um pouco tímido, mas logo se enturmou com o pessoal. Comunicação era uma das suas qualidades, por isso ele era bem-sucedido no negócio imobiliário. Depois de um tempo, todos já estávamos meio bêbados, inclusive ele.
Perto do fim da noite, percebi que ele começou a passar mal. Foi até o banheiro e vomitou. Levei uma toalha e sugeri que ele tomasse um banho gelado. Ele aceitou a sugestão sem resistência.
Quando terminou o banho, falei que ele não precisava se vestir, disse que podia se deitar na minha cama até se recuperar.
O pessoal também não ficou muito mais tempo e logo todos foram embora. Aproveitei para também tomar um banho e deixei para arrumar tudo no dia seguinte.
Entrei no quarto sem fazer barulho e tive uma visão que me fez congelar. Ele estava deitado apenas com uma cueca boxer preta, de barriga pra cima e praticamente desmaiado.
Por alguns instantes fiquei paralisado. Minha vontade era atacá-lo, mas o bom-senso me mandava ir dormir no sofá da sala. Não parecia certo eu me aproveitar daquela situação, mas minha mente dizia que aquela cena indicava que ele poderia estar disposto a querer experimentar algo novo. Afinal ele estava seminu na casa de um homem que ele sabia que era gay e nutria sentimentos por ele.
Acabei me deitando ao seu lado.
Não toquei nele.
Quase não dormi a noite toda.
***
Na manhã seguinte, acordei antes dele e fiquei quieto admirando-o dormir. Não demorou muito e ele também acordou. Era sábado.
– Nossa, que horas são? – perguntou ele.
– Quase nove horas.
– Nossa... eu dormi a noite toda?
– Parece que sim.
– Que vergonha, passei dos limites dessa vez.
– Para... tá tudo bem.
– Preciso ir embora, tenho plantão hoje.
– Bom, pelo horário, acho que você já perdeu o plantão, né?
– Já...
– Então vamos tomar café e depois você vai. Vou só tomar um banho e já preparo a mesa pra gente.
Tomei um banho rápido e depois preparei o café. Ele continuou deitado na cama.
– Se quiser tomar um banho, tem toalha limpa no banheiro. O café tá pronto.
Ele fez o que eu disse e quando veio tomar café, já estava arrumado.
– Felipe, me desculpa. Sei que não tem desculpa para o que eu fiz, mas dormir na sua casa, na sua cama... me desculpa. Se você quiser, posso pedir pra um outro corretor te atender.
– Cadu, não se preocupa. Tá tudo bem. A única coisa que aconteceu foi que você correu um risco enorme dormindo na minha cama. Eu poderia ter te atacado – falei rindo. – Eu não quero outro corretor.
Ele simplesmente riu com minha cantada. Terminamos o café e depois ele me agradeceu por tudo, se despedindo para ir trabalhar.
Na porta, ele estendeu a mão e eu a segurei um pouco mais forte e por mais tempo que o necessário, olhando diretamente nos seus olhos.
– Não se preocupe, nada aconteceu. Não que eu não tivesse vontade, mas eu sei respeitar a sexualidade de cada um. Também não se culpe por ter se excedido na bebida. Minha casa continua de portas abertas pra você.
– Obrigado. Por me respeitar e por sua compreensão. Pode deixar que eu vou voltar sim.
***
Passou mais uma semana e não nos falamos. Na sexta, ele me ligou porque encontrou um apartamento na esquina da Alameda Campinas com a Alameda Sarutaiá, na região da
Avenida Paulista. Marcamos no período da noite no apartamento para eu dar uma olhada.
O apartamento estava vazio. O problema era que eu já não conseguia mais disfarçar meu olhar guloso pra cima dele. Ele percebeu e notei que isso não o incomodava.
Como eu estava sem carro naquele dia, ele me levou até em casa depois da visita. Convidei pra ele subir e ficamos falando sobre o apartamento que tínhamos acabado de visitar. Era exatamente o que eu estava buscando.
Enquanto isso, preparei alguma coisa pra gente comer e depois bebemos um pouco.
Estávamos sentados no sofá vendo televisão, muito próximos, e eu não resisti. Olhei pra ele e o clima foi inevitável.
– Cadu, me desculpa, mas você é muito bonito. Esse seu jeito de homem-menino me chama muito a atenção.
– Obrigado, mas eu não vejo essa beleza em mim.
– Mas você é. Conversando com você, vejo que já é um homem, mas no seu rosto ainda tem traços de um garoto que precisa ser cuidado.
– Ah é?
Cheguei mais perto e passei a mão no seu rosto. Ele não se mexeu. Eu avancei. Toquei seus lábios e ele beijou meu dedo, fechando os olhos. Foi uma declaração de que eu podia continuar.
Eu me aproximei ainda mais e toquei seus lábios macios com os meus. Ele entreabriu a boca e retribuiu o beijo. Enquanto eu o beijava, passava a mão pelo seu tórax e logo comecei a desabotoar sua camisa.
Seu peito sem pelos era um convite para eu deslizar a língua por ele. Fui beijando seu pescoço e logo eu estava explorando seu peito e seus mamilos. Ele suspirava profundamente.
Na sua calça, o volume já era nítido e esse foi meu próximo ponto. Desci a mão e apalpei o membro rígido. Como eu imaginava, era grande e grosso. Combinava com o restante do seu corpo.
Sem parar de beijar seu peito e chupar seus mamilos, fui desabotoando a calça, abri o zíper e ele levantou o quadril para eu poder tirar sua calça. Tirei calça, sapatos e meias, deixando-o só de cueca, que era branca e contrastava com a pele morena. Isso dava um destaque para as coxas grossas.
Beijei seus pés, fiz carinho no meu rosto com eles e fui subindo e beijando sua canela e suas coxas. Eu estava sem pressa, queria aproveitar cada pedacinho dele.
Esfreguei meu rosto no pau dele por cima da cueca e respirei fundo para sentir seu cheiro de macho. Mordisquei seu pau por cima da cueca e depois a puxei pra baixo.
O pau duro pulou pra fora, pesado e babando. Passei a língua na cabecinha e lambi o líquido transparente que minava aos poucos, de forma constante. Depois lambi o pau da base até a cabeça antes de abocanhá-lo até tocar o fundo da minha garganta. Tirei da boca bem devagar e fui repetindo esse movimento bem devagar.
Desci até o saco e lambi demoradamente, fazendo-o contrair-se e gemer um pouco mais alto. Voltei para o pau e comecei a chupar com mais velocidade, tentando colocar cada vez mais fundo na garganta, mas não chegava nem na metade.
Ele forçou minha cabeça enquanto os gemidos ficavam mais descompassados, mostrando o prazer que ele estava sentindo.
Depois de um tempo, voltei a beijá-lo e ele aproveitou para começar a tirar minha roupa. Era o momento de ele retribuir o prazer.
Ele tirou minha camiseta e começou a chupar meu peito. Mal sabia ele que esse é um dos pontos do meu corpo que me dá mais tesão. Eu queria que o mundo parasse exatamente naquele momento.
Depois ele me levantou e baixou meu short e cueca de uma vez. Meu pau saltou duro e babando. Ele segurou firme, olhou para o meu pau e depois olhou para mim. Depois lambeu e sugou o líquido que já saía em abundância. Ainda olhando pra mim, foi colocando meu pau aos poucos na boca até a cabeça encostar no fundo da sua garganta.
Só então ele começou o movimento de vaivém e eu sentia o prazer invadir meu corpo. Segurei a cabeça dele e soquei fundo na sua garganta, fazendo ele engasgar e quase chorar. Ele tirou meu pau da boca e enquanto tomava fôlego começou a lamber meu saco.
Aproveitei que ele tinha tirado meu pau da boca e fiquei de quatro sobre o sofá. Ele então começou a explorar meu cuzinho com a língua. Conforme ele me linguava, eu gemia e me arrepiava todo.
Não consegui deixá-lo muito tempo lá. Comecei a puxá-lo e ele subiu beijando as minhas costas até encostar o pau duríssimo no meu rabo.
Guiei seu pau até o meu cuzinho e forcei a bunda para trás, guiando e controlando a penetração. Eu já sabia que não ia ser fácil enfiar um pau daquele tamanho em mim. Após algumas tentativas frustradas, levantei e puxei-o pela mão até meu quarto. Lá havia lubrificante e a minha cama.
Lambuzei bem seu pau e pedi para que ele deitasse na cama. Subi por cima dele e fui sentando naquela tora. Agora lubrificado e na posição correta, logo eu estava cavalgando e ele urrando de prazer. Virei-me de costas pra ele e deitei sobre seu peito, levantando o quadril e permitindo que ele me estocasse com vontade.
Não sei se os vizinhos ouviram, mas nós tínhamos esquecido o mundo ao redor, deixando o prazer tomar conta com gemidos e palavras de baixo calão.
Ao sentir que estávamos próximos do orgasmo, deitei de frango assado, coloquei um travesseiro embaixo do quadril e fiquei olhando nos seus olhos. Queria gozar olhando para aquele rostinho lindo.
Ao sentir as primeiras bombadas nesta posição, não me contive e comecei a gozar. Foram muitos jatos de porra sobre a minha barriga.
Ao sentir meu cuzinho se contraindo e mordendo seu pau enquanto eu gozava, ele deu uma estocada mais funda e começou a me encher de leite, urrando e se tremendo inteiro.
Ele se deitou sobre mim e começamos a nos beijar. Uma sensação de prazer como eu nunca havia sentido antes. Afaguei seus cabelos e adormecemos assim, grudados um ao outro.
***
Despertamos no dia seguinte em cima da hora de ele ir para o plantão. A partir daquele dia, passamos a nos encontrar ainda com mais frequência porque tínhamos um motivo a mais para isso.
Não foi necessário eu vender o carro para completar o valor do apartamento que escolhi. Ele completou com a comissão dele.
Já faz quase dez anos que estamos juntos.
E essa é a história do nosso amor.
*** FIM ***
Aproveite para ler o outro conto deste mesmo autor, O Pedreiro Novato, que foi um grande sucesso aqui na seção de contos.