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Sem constrangimento

Diretor cria banheiro exclusivo para LGBTs, em colégio estadual de Londrina.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

 Banheiro exclusivo para gays no colégio Vicente Rijo (PR). Banheiro exclusivo para gays no colégio Vicente Rijo (PR).

PARANÁ - Os alunos do colégio estadual Vicente Rijo, em Londrina, têm a opção de poder usar um banheiro alternativo para alunos homossexuais. A iniciativa começou há dois anos, mas o assunto só se tornou público nesta quarta-feira (8), primeiro dia de aula e passou a dividir opiniões na cidade.

A medida, segundo o diretor Donizetti Brandino, foi adotada porque, na época, dois alunos reclamaram de constrangimento no sanitário masculino e foi aprovada pelo Conselho Escolar. Depois deses casos, outras situações pontuais aconteceram e, desde então, o banheiro dos professores passou a ser utilizado como alternativa para os alunos.

Um estudante de 17 anos que não quis se identificar afirmou que aprova a medida. “Meninos ficam olhando com cara feia”, afirmou o jovem. Ele contou que em 2011 uma inspetora do colégio o flagrou dentro do banheiro feminino e o encaminhou para a direção do colégio. O rapaz disse também que foi pedido para que ele usasse o banheiro dos professores para evitar constrangimentos para as meninas.

Na avaliação dos professores e da direção da escola, a medida não é discriminatória e não visa isolar os homossexuais, mesmo assim, afirmam que não pretendem estimular que mais alunos utilizem os banheiros já denominados de alternativos. “O nosso objetivo é a educação. É conscientizar para que essas realidades possam ser trabalhadas de forma que todos tenham direitos”, declarou o diretor Donizetti Brandino.

A opinião, entretanto, não é compartilhada por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AGLBT). Segundo ele, ainda que tenha sido para beneficiar os homossexuais, a atitude representa uma solução simplista que não se aprofunda na questão do respeito. “Nós queremos uma escola inclusiva que respeita a diversidade na biblioteca, na sala de aula e banheiros”, disse o presidente da AGLBT que também é doutor em educação. Toni Reis afirmou ainda que é preciso sensibilizar a comunidade escolar e capacitar os profissionais para que haja o entendimento de respeito a individualidade. “Não podemos fazer essa segregação”.

Flávio Arns, secretário estadual de Educação, disse desconhecer a existência de banheiros alternativos para homossexuais nas escolas e vê com cautela a medida. “Consideramos completamente desnecessário. Não é importante, não é necessário. Nós temos, sim, que criar na escola um clima de respeito à diversidade”, disse o secretário.

Ainda nesta quarta-feira, a AGLBT vai encaminhar um ofício para a Secretaria Estadual de Educação solicitando uma intervenção na escola londrinense. A ideia, de acordo com Reis, é suspender a medida e evitar que ela seja replicada em outras unidades de ensino. Caso o pedido não seja atendido, a Associação pretende recorrer ao Ministério Público (MP).
Comentários (52)

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  • em 01-03-2012 às 11:47 iFQlrwcUkxUYvRRKeUA
    Simplesmente dtiero. Não li o tal comentado livro, mas não tenho vontade nenhuma e criei até uma certa aversão. No entanto, o meu comentário é mais para dizer que sou psicanalista e minha linha é basicamente freudiana e um pouco lacaniana e eu não tenho absolutamente nada para acrescentar no que você. A sexualidade é tão mais complexa e colorida nas suas nuances, ela nunca consegue ser taxativa, definitiva e imutável. O desejo responde a muito mais coisas do que simplesmente o gênero que atrai a pessoa.
  • em 18-02-2012 às 23:39 Padre Enzo
    A solução para isto é garantir que todos os boxes dos banheiros tenham portas que garantam a privacidade de todos. Ao ponto de que todos possam fazer suas necessidades com segurança e sem constrangimentos para nenhum frequentador do banheiro
  • em 18-02-2012 às 23:27 Padre Enzo
    Sou padre, vigário de uma cidade do interior de São Paulo e assistente de relações públicas. Fico triste com comentários infundados de padres sobre assuntos que não são suas especialidades, principalmente quando estes são preconceituosos e em vez de unir, separam as pessoas. Acredito muito que este padre não seja padre, pelo teor dos comentários e se for padre mesmo ponho em jogo a formação que teve ao ponto de vir e fazer este comentário contribuindo para formação de opiniões equivocadas. Nós como padres, devemos ter cuidados com comentários moralistas que não nos fazem crescer em nada, apenas nos expõem nos colocando no centro dos julgamentos que nem sempre somos os mais corretos e imunes aos erros e fragilidades.
  • em 15-02-2012 às 20:19 Ceb. Rio de Janeiro
    Tô fora dessas coisas penduradas que não funcionam. Apesar de terem 19 ou 22 cm são balangandãs inúteis. O melhor é predê-los com emplastro mesmo. Que nojento!!!!! Padre Ceb. - RJ
  • em 15-02-2012 às 19:36 Gustavo - RJ
    Eu acho bem sensato! Vamos parar pra pensar ... Muito garotos são homofóbicos no colégio e quando veem um garoto gay entrando no banheiro, partem para as humilhações verbais e agressões físicas. Quando um aluno gay disse "os garotos ficam fazendo cara feia", deve ser exatamente isso que o aluno quis dizer! Esses heteros devem ficar mexendo com os gays. E então a ida ao banheiro se torna um terror pros gays, pois existem muitos garotos agressivos. E com a criação do banheiro feito pros alunos homossexuais, os heteros não o frequentariam, pois não gostariam de ser chamados de "bichinhas" não é mesmo? E então os gays teriam mais liberdade em seus banheiros e estariam livres para serem o que são, andar, se expressar como são. Conversar com outro amigo gay o que quiser, sem medo e opressão. (Isso se aplica às Lésbicas também),
  • em 15-02-2012 às 19:11 Gabriel
    Gostaria de comentar a fala do "Anderson". Não acredito Anderson que tudo seja tão simples como você diz ser. Não acho que gays utilizam o banheiro apenas para fazer "pegação", aliás nada sobre este fato tão citado por você foi mencionado na matéria. Falar que os "gays de hoje" não se dão o respeito e dizer que muitos provocam até serem espancados é concordar com estas atitudes. A violência, o preconceito, deve ser repudiado. E "bichinha" Anderson, se você não sabe, é um termo pejorativo que reforça a suposta superioridade heterossexual. Essa sua fala somente serve para que vejamos o quanto é necessário que se crie medidas educativas para se discutir a homossexualidade e se coibir atitudes que firam a dignidade humana, como a violência contra os homossexuais. E lembrando nada pode justificar uma ofensa a pessoa humana, pois, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos."
  • em 15-02-2012 às 17:59 Para Padreca
    Esse negócio de emplastro sabiá é coisa antiga.Antes os absorventes das beeeshas eram sempre presos.Hoje e sempre solto.Fica mais facil para amostrar os grelos de 19 a 22cm e atender os cliêntes.
  • em 15-02-2012 às 14:05 Ceb. Rio de Janeiro
    Sou extremamente contra. Vai mijar na moita na hora do recreio! Já vem com tudo amarrado de casa ou com emplastro sabiá, e vai demorar horas pra tirar e mijar. Acho constrangedor para quem vê e deprimente para a biba. Prende e mija em casa, pô! de preferência, bem longe das crianças! Padre Ceb. - RJ
  • em 15-02-2012 às 09:58 Anderson
    Sou gay,mas acho que a atitude de alguns gays estão atrapalhando a nossa "liberdade",eu não gostaria de usar um banheiro LGBT,uso banheiro masculino faço meu xixi,lavo a mão e saio,não fico olhando que está no banheiro ou não,não fico querendo transar lá,pois me dou o respeito e a grande maioria deveria fazer isso,quer transar procure um lugar adequado. Pois ninguem tem que aceitar vc caçando dentro do banheiro,alguns gays pecam nas suas atitudes e quando levam um sermão ou algumas porradas correm dizendo ser "vitimas de homofobia",mas será mesmo que são todos vitimas? Aquele caso da Paulista foi sim homofobico,mas existem tantos gays por ai que provocam,dão em cima,dá cantada e quando são xingados já partem dizendo que o cara é homofobico,os gays de antigamente mesmo com toda repressão sabiam conviver de forma pacifica com as outras pessoas,hoje os gays lutam pra saber que pega mais,que chupa mais e assim vai,ou seja,tudo se tornou "modismo"....gay de verdade são poucos a maioria é bichinhas
  • em 15-02-2012 às 02:15 Descobrir.
    Gentem.Esse Ceb do RJ.é a nossa "amiga" bofe + feca.Bofeca!Ciririca redonda, ela só mudou o nome.O google sabe de tudo.Logo ele(a) vai se manifestar de dizer quem é essa beeesh louca.Eu estava com minha amiga em Paris e esqueci meu notebook.
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