Neste armário têm cupins

O meio gay é o mais homofóbico que existe: Walcyr Carrasco fala sobre Félix e as bichas más.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013

O autor Walcyr Carrasco revelou em um texto na sua página do Facebook, que o vilão Félix seria uma mulher na sinopse original de "Amor À Vida".

"Quando criei o Félix, de Amor à vida, foi uma surpresa para mim mesmo. Minha ideia inicial era fazer uma vilã tradicional. Já havia falado com a atriz Flávia Alessandra, uma malvada excepcional em Alma Gêmea. Mas ela estava na novela da Glória Perez. Convidei Claudia Raia, que chegou a aceitar. Mas, depois, ela também foi para a novela da Glória. Fiquei pensando: que atriz seria essa vilã, capaz de jogar um bebê numa caçamba? Então, me deu um clique. Por que não um gay cruel? Eu mesmo me assustei com a ideia", explica Carrasco.

"Quando se escreve uma novela, que atinge milhões de pessoas, a pressão é inacreditável. Grupos exigem que se apresente um mundo perfeito. Se há um personagem negro, tem de ser bonzinho - ou sou acusado de racismo. Se é gay, também tem de ser do bem. Não admito o "politicamente correto". Pessoas são pessoas. Arrisquei. Criei o vilão gay, que vive num armário. Mas num armário ruído por cupins. Ele desmunheca, fala maldades, é invejoso. Houve quem dissesse que jamais seria aceito pelo público. Que os movimentos gays me apedrejariam. Apostei", continua o autor.

Em seguida, Carrasco disse que sofreu muito preconceito dos próprios gays quando se assumiu bissexual recentemente.

"Recentemente, declarei que sou bissexual. Fui apedrejado por homossexuais, segundo os quais deveria ter me declarado gay. Respondi: tive relacionamentos com várias mulheres na minha vida, a quem amei. Seria um desrespeito a elas dizer que tudo foi uma mentira. Simplesmente, porque não foi".

O autor discorre sobre o preconceito que existe dentro do próprio mundo gay. "Já conheci muitas 'bichas más', como Félix. Fazem piadas. É um contínuo bullying com quem está perto e é mais frágil. Mexem com quem engordou, está malvestido, tem muito dourado na casa ou é pobre e 'brega'. O meio gay é o mais homofóbico que existe. As mais 'pobrinhas' são chamadas de 'bichas pão com ovo'. As que praticam muita musculação, 'barbies'. O ataque entre si é muitas vezes mais cruel que o da sociedade".

O desabafo de Carrasco surge num momento crucial da trama, onde a sexualidade de Félix é descoberta por toda a família e tornou-se o epicentro da novela.

"Félix não é uma bandeira a favor ou contra os gays. Por fugir do estereótipo do bonzinho, talvez fale de liberdade mais que qualquer personagem planejado para dar uma boa imagem. Alguém que não é aceito, que se sente diferente desde criança, nem sempre se torna uma vítima. Mas pode se transformar em algoz. Cada ser humano tem o direito de escolher sua vida, desde que não prejudique o próximo. Não há uma regra para definir quem é melhor ou pior, como exigem tantos grupos religiosos. Embora eu sempre insista: a mensagem cristã máxima é de aceitação. Todo Félix tem uma saída: ser amado. Félix é meu filho. Como todo pai, torço por ele. Até os próximos capítulos!".

Comentários (63)
  • em 08-09-2013 às 22:53 moa
    Vamos ser sensatos! Muitos gays usam CK, mas moram de aluguel. Usam perfumes importados, mas o smartphone é o mais básico e pré-pago. Como se diz: "come sardinha, e arrota caviar". Viver uma vida assim, de aparência, é muito fácil. Sortudos os que não precisam deste "sistema" para ser feliz. Fora isso, tem aqueles que julgam todos os outros que são diferentes...
  • em 13-08-2013 às 07:31 DUNDA GRANDE
    adolo as beechas mas.... aqui ta cheio delas
  • em 11-08-2013 às 20:28 Roberto P/ Bento
    Tenho um amigo de longa data, que tem 50 anos. Muito simpático, mas fora dos exigentes padrões de beleza ditados pela comunidade gay. Pois bem. na semana passada ele me ligou, muito chateado, pois foi a um Clube de Sexo, em São Paulo, no qual o limite de idade era dos 19 aos 35 anos, e que lá a média de idade parecia ser no máximo de 25 anos. Quando ele insistiu para entrar e participar da "brincadeira", foi simplesmente escorraçado de lá por cinco grandalhões apenas de sunga!
  • em 11-08-2013 às 19:31 Bento
    Gays geralmente são bickers e fúteis, sou gay e tenho a maior dificuldade para me relacionar no meio e desisti. Como sou desencanado com roupas etc e já passei dos 50 então fodeu. Nem consegui ter vida útil no mercado de carnes deles por não me enquadrar nos moldes... Minhas tentativas de vida no mundo gay foi um verdadeiramente um fiasco. Encontrei boa vida fora do mundo gay aos 40 anos encontrei um pessoa e vivo com ela até hoje.
  • em 10-08-2013 às 13:22 PARA 08:08 É 21:38 Hs 19:48 Hs
    MENINAS MENINOS Á COPA DAS COFEDERANÇÃO JÁ PASSOU VEM AÍ A COPA DO MUNDO 2014 ! ENTENDES ! AO VIVO ! Obrigadoo ANJOS DOÇES AMORES ANONIMOS .
  • em 10-08-2013 às 10:34 Tulio p Caique
    Amigo, se vc está procurando relacionamento serio em meio gay está procurando no lugar errado. A realidade é q nestes ambientes só tem gente futil,vazia, promiscua, afim de sexo e fazer carao. Como disse no meu comentario anterior, há vida gay fora do meio gls. Eu namoro há 6 anos e nao conheci meu namorado em baladas gays, e se nosso namoro dura há tanto tempo, uma das razoes é q nós 2 nao frequentamos este meio e nem nos relacionamos com pessoas com os "valores" tipicos dominates destes lugares.
  • em 09-08-2013 às 19:17 caique
    Realmente relacionamento sério é pra poucos. Tenho 30 anos, trabalho, estudo... Tenho uma vida muito boa, mas confesso que sinto falta de alguém que possa estar se relacionando comigo. Infelizmente tudo agora é sexo, boates, etc, etc.. respeito as tendências de cada um. Não sou um gay másculo e tenho alguns trejeitos sim efeminados. E vale lembrar que está cada vez mais afunilado e seletivo encontrar um relacionamento sério no meio gay! O que é uma pena, pois a classe se diz sempre tão sensivel, romantica. Pra finalizar, a questão a ser marcada aqui é mesmo o respeito um com o outro. Está cada vez menor. Isso me faz pensar que num futuro proximo, os gays serão responsaveis pela sua propria existencia. Depois de tantas passeatas, tantas novas doutrinas, conscientizações... acaba sendo desgastante qdo se observa um meio realmente super preconceituoso para seus iguais. Devemos tomar cuidado com isso e amar mais. Deixar de sermos tão seletivos, jogar fora o preconceito contra gays mais afemninados e saber distinguir que afeminados não quer dizer desrespeitoso. Deveriamos trabalhar em nós o sentimento de amar alguém e sentir a reciprocidade imediata. O olho no olho, o primeiro abraço, o beijo e tudo o mais que antecede a vida de bons casais. Quem sabe aquele seu amigo que sempre está ao seu lado não seria um ótimo candidato ao cargo de seu parceiro??? Ou quem sabe aquele que voce sempre ver na balada, na padaria, e que não investe por algum preconceito, por ele ter algo que vc não aprova? Mas que seja algo insignificante... E você perceberá que viver ao lado de alguém pode sim valer a pena!!! Vamos pensar nisso Pessoal!!!
  • em 09-08-2013 às 16:21 Humberto Pellegrini P/ Túlio
    Depois que fiz as minhas críticas anteriormente e após ter lido seus comentários, passei a refletir sobre o que você escreveu abaixo. Sabia que você tem toda razão? Esse comportamento de alguns gays é muito comum, por uma série de motivos. Solidão, caréncia afetiva, uma certa vaidade própria, medo de ficar só, etc. Não sou psicólogo, porém... Cada um tem de se voltar um pouco mais para dentro de si mesmo, fazendo um auto-exame de consciência e questionar se tudo isto vale a pena ou não. E como você mesmo disse, existe vida fora do mundo gay. Mesmo sem freqüentar este meio, já percebi que há nele uma ditadura da forma física, quase sempre padronizada e pré-estabelecida, muitas vezes de forma pouco reflexiva e acrítica. Muita estética, mas nem sempre acompanhada de uma ética. Nada contra a beleza em si, ou quem é bonito e se veste bem. Só penso que há outros valores, além destes, que merecem ser cultivados e, até mesmo, mais absolutizados que a simples beleza ou forma física, que são valores efêmeros, ilusórios.
  • em 09-08-2013 às 11:22 Tulio
    A Senhora dos Absurdos (alias adoro este personagem do Paulo Gustavo, quem nao conhece nao sabe o que está perdendo), disse algo com uma certa razao. Vejo mtas pessoas com biotipos digamos, fora do tido como padrao, ficar sonhando com carinhas perfeitos, sarados, pauzudos, bem vestidos e etc. Obviamente a regra é q caras com este último perfil irao querer caras com perfis semelhantes. Se aparece alguem fora de forma e tal dando em cima o certo é dispensar com educação se nao estiver afim. Nao justifica menosprezar, rebaixar...mas infelizmente isso é bem comum no meio gay como todos sabem. Mas falta tbm um pouco de noção de certas pessoas ficar delirando com perfeição se nao pode oferecer o mesmo. Felizmente há gosto para tudo! Há vida gay fora do meio GLS, aprendam isso! Mas sejamos sensatos em nao querer exigir aquilo q nao podemos oferecer.
  • em 09-08-2013 às 11:08 Humberto Pellegrini P/ Fiorello
    Não ligue não, Fiorello. Esta que fez o comentário maldoso e idiota sobre você é mais uma personalidades de alma suja e obscura que descrevi em outro comentário meu. Não importa o seu biotipo, assim ou assado. O que importa são seus valores internos, seu caráter, sua ética, enfim, a maneira como você se relaciona consigo mesmo e com os outros à sua volta. Pessoas como essa que fez o mesquinho comentário a seu respeito não só têm cupins no armário, mas também "esqueletos no armário". Você conhece esta expressão metafórica, muito comum em países de língua inglesa: "Fulano tem esqueletos em seu armário"? É o que muitos psicopatas ou sociopatas, em diferentes graus e situações, têm trancafiados dentro d si. Ou não tão trancafiados assim, pois na calada da noite eles vão lá no escuro porão de suas psiquês para libertar de dentro do "armário todos os "esqueletos" guardados ali. Esta expressão inglesa é uma metáfora perfeita das vilanias humanas, ou seja, o mau caratismo, a perfídia e a desumanidade com os outros. ÉE as novelas, com todas as suas falhas e exageros, por serem meras obras de ficção e não têm tanta obrigação de serem fidedignas, retratam de alguma forma esses tipos existentes na sociedade. É claro que não estou querendo aqui posar de "santo" ou "vestal romana"Somos todos seres humanos, equívocos e falhos. E nem quero generalizar, também. Não sou maniqueísta: não discuto classe social ou poder aquisitivo, pois há pessoas ricas ou menos ricas, pobres ou menos pobres de todos os tipos e categorias de caráter. Critico o preconceito, seja ele direcionado para um lado ou para outro. Mas, fazer o que este anônimo fez com você, sinceramente é um absurdo. Mais, uma vez digo: é pelo dedinho que se conhece o gigante! Hoje é dia das metáforas!
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