por Redação MundoMais
Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2015
Os participantes passam por um curso de direitos humanos, além de capacitação profissional.“Do dia de início do projeto até hoje, me tornei uma pessoa bem melhor, esclarecida sobre meus direitos e orgulhosa por ser uma travesti”, declara Aline Marques, de 37 anos, sobre o Transcidadania.
O programa, criado em janeiro deste ano, promove a reintegração social e o resgate da cidadania e atende atualmente 100 travestis e transexuais.
Os beneficiários recebem a oportunidade de concluir o ensino fundamental e médio, ganham qualificação profissional e desenvolvem a prática da cidadania.
Aline Marques: "Orgulhosa em ser uma travesti"Aline revela que, antes de iniciar no programa, tinha depressão e já tinha pensado em se matar. "Queria desistir da vida, sobrevivi durante 20 anos na rua”, conta.
Ela largou a prostituição no primeiro dia do programa. “A sensação é de se libertar de uma coisa que você tem que fazer”, diz ela, que achou nas ruas o dinheiro para sustentar uma casa e a mãe deficiente.
Cada participante do projeto tem acompanhamento psicológico, jurídico, social e pedagógico durante os dois anos de permanência no programa, além de um auxílio mensal de R$ 827,40.
Os participantes passam por um curso de direitos humanos, além de capacitação profissional. Todas as beneficiárias e os beneficiários foram inscritos no ENEM 2015 e 79% estavam aptas a realizar a prova. Destes, 27 tiveram o direito ao uso do nome social concedido. O número representa 20% do total de travestis e transexuais que fizeram a prova no estado de São Paulo este ano. Em 2016, o programa da Prefeitura de São Paulo será ampliado e promete novas vagas.
“A maioria das meninas e dos homens almeja completar os estudos e conquistar um emprego com muita força de vontade. Todos querem viver a noite como qualquer outra pessoa e não serem reféns da prostituição”, completa Aline.
Todas as beneficiárias e os beneficiários foram inscritos no ENEM 2015 e 79% estavam aptas a realizar a prova.