Triste realidade

Suicídio entre público LGBT aumenta quase quatro vezes em dois anos.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Segundo os maios recentes dados divulgados pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), o suicídio entre LGBTs cresceu quase quatro vezes desde 2016 no Brasil, quando a entidade começou a registrar as mortes causadas por suicídios, além de contabilizar os casos de mortes LGBTfobia.

Pra se ter uma ideia, no primeiro ano foram registrados 26 casos de suicídio LGBT no país contra 100 casos em 2018. O levantamento não traz dados específicos sobre suicídios por região ou Estado, mas Téo Cândido, coordenador do Centro de Referência LGBT da Prefeitura de Fortaleza Janaína Dutra, destaca que cerca de 20% dos atendidos na unidade relataram ter sofrido adoecimento mental.

Dados do Ministério da Saúde revelam que o suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, conforme também informou o jornal Diário do Nordeste.

De todo público, no recorte LGBT há seis vezes mais chance de se cometer o ato, de acordo com a revista científica americana “Pediatrics”. Ainda entre LGBTs, o risco de suicídio é 21,5% maior quando estes convivem em ambientes hostis à sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Grande parte dos 100 casos de LGBT aos quais o levantamento do GGB se refere foi pesquisada em “páginas de obituários que relatam mortes e perfis das vítimas nas redes sociais”.

“Os dados disponibilizados pelo GGB dialogam com um contexto de pouca notificação. É uma organização civil que pauta a problemática, justamente pelas pouquíssimas informações. O suicídio entre LGBTs é extremamente subnotificado, o que perpetua a alarmante invisibilidade desse público”, aponta Téo Cândido, do Centro Janaína Dutra.

A coordenadora geral do Centro de Valorização da Vida (CVV) em Fortaleza, Rejane Felipe, alerta que o suicídio é a idealização de que não há mais como solucionar os problemas. “LGBTs têm ainda mais propensão, passam por muita rejeição da própria sociedade em aceitá-los. Outra preocupação é com o fato de falar de suicídio ainda ser tabu”, defende. Ela lembra a importância de se observar sinais indicadores, que envolvem mudança de comportamento, frases como “não sirvo para nada”, e “não aguento mais esta carga”.

Comentários (9)

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  • em 28-02-2019 às 21:40 Para Vale do esterco
    Você só pode analfa, né mana? Cuida da sua vida demonia!
  • em 27-02-2019 às 23:43 Vale do Jequitinhonha
    Nasceu em "berço cristão". Cara, o que é que Cristo tem a ver com isso?... Quanta besteira se diz aqui...
  • em 26-02-2019 às 14:13 Para Lenny
    Falou tudo amigo, concordo com você 100%! E se o gay, for preto, gordo, deficiente fisico, sem uma boa condição social, ai meu caro, a xapa esquenta pra valer! O próprio meio gay é preconceituoso! Independente da idade, se não for branco, corpo malhado, e com boa condição social, esquece, pois o mundo gay, em sua grande maioria, a futilidade é o senhor de muitos! Tenho 34 anos, nasci em berço cristão, nossa sofri demais! Quando criança nem tanto, mais na adolescência, foi horrivel, se tivesse chance de voltar ao passado, nem pagando um milhão eu voltaria, trago feridas profundas do passado, não desejo para ninguem as coisas que passei! Em fim Lenny, o mundo moderno é isso ae, um mar de hipocrisia, falsidade e ilusões! Abraço, e se cuida!
  • em 26-02-2019 às 11:08 Lenny
    Infelizmente acredito que isso irá aumentar. O gay sofre muito. Rejeição familiar e de sua comunidade quando criança e adolescente, depois um mundo de futilidade e sexo quando adulto jovem. À medida que virá cinquentão, sessentão, começa a ser rejeitado pela idade e sobra o perigoso mundo dos michê. A velhice é decrepitude aliada à solidão. Há sortudos que não passam por isso, mas a maioria não escapa. E muitos não aguentam e tiram a própria vida.
  • em 26-02-2019 às 00:01 Furinga
    Infelizmente, isso não tera solução!
  • em 25-02-2019 às 22:42 Halison
    E triste mesmo
  • em 25-02-2019 às 22:08 Diego SP
    Triste mesmo. Eu me lembro do bullyng que eu sofria na escola e na igreja por ter uma orientação sexual diferente. Criança e adolescente é mais crítico ainda. O adulto sofre, mas lida melhor com isso e até em alguns casós já mandei religiosos da minha propria família tomarem no cu e parto pra porrada se for o caso, mas essa parte mais jovem é complicado mesmo. Aguardemos a criminalização da homofobia. Será um grande marco.
  • em 25-02-2019 às 12:34 Leandro
    Triste realidade. Sou professor e sei de muitos casos de adolescentes que se matam por conta da intolerância.
  • em 25-02-2019 às 11:03 Jackson
    e ainda tem aqueles que dão importância em se "assumir", se assumir pra quê? pra lidar com o preconceito e levar uma vida de sofrimento?