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Sepultada

Estudo deixa a teoria do gene gay no passado e aponta fluidez da sexualidade.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 02 de Setembro de 2019

Arco-íris gigante é visto durante Parada LGBT da cidade de Brighton, na Inglaterra, em agosto de 2019.

O quanto genes podem influenciar a sexualidade de uma pessoa? Esta é a pergunta que o maior estudo científico já realizado sobre a base biológica do comportamento sexual tentou responder. O resultado, divulgado pela revista Science, sepulta de vez a ideia de que exista um “gene gay”, e aponta que essa característica é tão multifacetada quanto o talento para esportes, por exemplo.

O estudo, que analisou dados de DNA e de experiências sexuais de cerca de meio milhão de pessoas e foi coordenado por pesquisadores EUA e da Europa, encontrou que há milhares de variáveis genéticas ligadas ao comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, a maioria delas com efeitos pequenos.

Cinco dos marcadores genéticos estabelecidos pelos pesquisadores foram “significativamente” associados com comportamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, diz a Science, mas mesmos esses dados estão longe de serem previsíveis sobre as preferências sexuais de um indivíduo.

“Escaneamos o genoma humano inteiro e encontramos um punhado ―cinco, para ser preciso― de regiões que estão claramente associadas ao fato de uma pessoa relatar se envolver em comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo”, apontou Andrea Ganna, biólogo do Instituto de Medicina Molecular na Finlândia, que co-liderou a pesquisa, à Reuters.

Ele diz que estes marcadores têm “um efeito muito pequeno” e, combinados, explicam “consideravelmente menos do que 1% da diferença no comportamento sexual autodeclarado entre pessoas do mesmo sexo”.

Mas o que isso diz sobre homossexualidade?

Isso significa que fatores não-genéticos ―como ambiente, criação, personalidade, nutrição― são muito mais significativos para influenciar na escolha do parceiro sexual de um indivíduo, como traços complexos de personalidade, comportamento e físicos, apontaram os pesquisadores.

O estudo ―o maior de seu tipo― analisou respostas de pesquisas e realizou análises conhecidas como estudos de associação ampla de genoma (GWAS, na sigla em inglês) em dados de mais de 470 mil pessoas que ofereceram amostras de DNA e informações de estilo de vida para as empresas de testes genéricos como UK Biobak e 23andMeInc.

Perguntados sobre o porquê de terem conduzido tal estudo, a equipe disse a jornalistas em uma teleconferência que estudos anteriores sobre o assunto haviam sido muito pequenos para oferecer conclusões robustas.

“Os estudos anteriores eram pequenos e insuficientes”, disse Ganna. “Então decidimos formar um consórcio internacional amplo e coletamos dados de (quase) 500 mil pessoas, o que é aproximadamente 100 vezes maior do que os estudos anteriores neste tópico.”

Os resultados, publicados na revista Science nesta semana, não encontraram padrões claros entre variantes genéticas que poderiam ser utilizadas para prever significativamente ou identificar o comportamento sexual de uma pessoa, disseram os pesquisadores.

“Esclarecemos que há muita diversidade lá fora”, disse Benjamin Neale, um membro do Instituto Broad do MIT e Harvard, e que trabalhou com Ganna. “Isso desloca nosso entendimento (sobre sexo entre pessoas do mesmo sexo) para um lugar mais profundo e cheio de nuances.”

Ativistas de direitos sexuais elogiaram o estudo, dizendo que ele “oferece ainda mais evidências de que ser gay ou lésbica é parte da vida humana”.

“Este novo estudo também reconfirma o entendimento, há muito estabelecido, de que não há um grau conclusivo sobre em que medida a natureza ou a nutrição influenciam como uma pessoa gay ou lésbica se comporta”, disse Zeke Stokes, do grupo de direitos LGBT norte-americano GLAAD.

Fonte: LGBT HuffPost Brasil

08-10-2019 às 22:11 Paula Tejando
Sou homem e não tenho cu!
03-09-2019 às 08:51 Dona Tereza dos Carmo.
Jura? Comer A, ou B, pode tornar alguém gay e etc...? Que ridiculo isso!!! Tenho um irmão e vários primos homens, todos héteros! Comemos as mesmas coisas, e sempre brincamos juntos, nenhum deles virou gay, por conviverem comigo! Por que meu irmão não e gay? Nós comia..rsrsrs, a merma comida, a merma bebida, por queeu sou e ele não? Parem de palhaçada, a pessoa é bixa por ser, não tem essa de alimentos, ou conviver com gay vai te tornar gay, chega dar nojo tanto mimimi! O filho da minha prima tem 16 anos, se declarou gay! O pai dele disse que o culpada foi a minha prima, por ter deichado eu frequentar a casa deles! Que babaca esse cara, eu falei para minha prima assim; Sério prima, que seu marido falou isso? E por que meu irmão tb não virou gay? Ela falou, deicha isso pra lá e tals. Em fim, é cada coisa........Bom dia.
03-09-2019 às 08:25 Valdo
Nossa cuidado com o que comem, alguém pode amanhecer gay
03-09-2019 às 08:23 Discordo
Discordo totalmente desde estudo, fui criado da mesma forma e com a mesma alimentação de meus irmãos e só eu sou gay. Não a no mundo fator externo ou ambiental que me tornasse gay
03-09-2019 às 03:11 Para Marina Silva
Caso vc não tenha lido toda a reportagem, não foi uma cientista que disse que o gene não tem nada a ver com a sexualidade, foi um estudo feito com quase 500 mil pessoas.
02-09-2019 às 23:59 Bolinha
Ser diferente virou modismo. Ridículo isso.
02-09-2019 às 21:18 Marina Silva. Faço boquete. Mas s&oacu
Não é porque disse um estudo e, assim, devemos nos curvar a ele. Deixem de ser provincianos. " "Science" disse e, então, está dito. Caras, conheço um medicamento, que usei inclusive, desenvolvido pela Universidade Federal de Alagoas, que CURA HPV. Eu disse: "CURA". Saiu na Science? Nunca. Nem hoje, nem nunca! Deixem, portanto, de ser burros. Vive no meio mais masculino impossível. Nunca fui sugestionado a ser gay, mas era e sou, com muito orgulho e, hoje, com muita alegria. Então, o que me tornou gay?... Como descartar a questão genética?... Só porque a cientista disse... Gente, de novo: deixem de ser caipiras e ingênuos.