por Redação MundoMais
Quinta-feira, 26 de Setembro de 2019
Um casal homoafetivo francês, residente há 10 anos no Brasil, entrou na justiça com uma ação de reparação de danos contra a companhia aérea Azul.
Louis Planès e Benjamin Cano planejaram um passeio em Trancoso, na Bahia, junto com o os pais de Benjamin (que moram na França), para que eles conhecessem o neto, de dois aos de idade.
Do Rio de Janeiro para Porto Seguro eles não tiveram problemas para embarcarem na mesma empresa aérea. Mas na volta, ao receber a certidão da criança, um dos atendentes da Azul teria questionado onde estava a mãe do bebê.
Quando informado que a criança não tinha mãe, mas sim dois pais, o funcionário falou que isso não era possível e que procuraria um agente da Polícia Federal.
Como era sábado, a PF não estava de plantão no terminal. A família ficou por 3 horas aguardando uma solução. Os pais de Benjamin tiveram que embarcar para o Rio para não perderem o vôo para a França.
Louis e Benjamin perderam o vôo da Azul e gastaram aproximadamente R$5.300,00 para voltarem para casa. Para o casal, o atendente da Azul foi preconceituoso e ofereceu obstáculos ao embarque do filho, mesmo o documento apresentado estando apto para embarque, conforme a ANAC.
O caso ocorreu em maio do ano passado, mas neste mês a justiça foi favorável ao casal. Ainda assim, a Azul recorreu da decisão, e o caso corre na justiça do Rio de Janeiro.