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Gays são escoltados pela polícia após ameaças de morte no Paraguai

Participantes de evento LGBT foram hostilizados por grupo pró-vida, encabeçados pelo polêmico vereador Celso Miranda.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

Os integrantes da coletividade SomosGay tiveram que sair do Parque Chino, de Ciudad del Este, sob escolta policial, depois que terminou o “Festival pela Igualdade e pela Liberdade", promovido por ativistas LGBTs no último sábado, 26.

Violentos integrantes de chamados "grupos pró-vida" e "pró-família", encabeçados pelo polêmico vereador Celso Miranda “Kelembu” (ANR) ameaçaram agredir os manifestantes com cabos de aço, para "corrigi-los".

As ameaças de linchamentos obrigaram a polícia a proteger os gays. O Grupo de Operações e a Polícia Montada levaram os manifestantes até a sede da organização, no bairro Boquerón.

Quando começou o festival, os ativistas "pró-vida" e "pró-família", convocados pela deputada Sandra Miranda, pela advogada Dania Ríos Nacif e pela brasileira Sara Winter, estenderam lençóis ao redor do Parque Chino, para impedir que a manifestação fosse vista.

Antes e durante o evento foram registrados enfrentamentos entre os gays e os ativistas. A maioria das escaramuças foi protagonizada e incitada pelo vereador Kelembu.

A violência começou quando um "pró-vida" entrou no local e tentou agredir um integrante da comunidade SomosGay. Depois, o vereador Kelembu entrou no parque, derrubou mesas e cadeiras e destruiu parte do cenário. Os organizadores reagiram e protagonizaram empurrões e agressões com Kelembu.

Seguidores do vereador derrubaram o portão do parque, protegido por policiais, e houve mais enfrentamentos.

Mas, quando a violência aumentou, o vereador também foi hostilizado por setores "pró-vida", que não aceitaram a incitação às agressões e gritaram "Fora, Kelembu".

Depois, desistiram e foram embora, ante a escalada de violência promovida pelos homofóbicos, que aumentaram cada vez mais o tom das ameaças, até exigir a intervenção da polícia.

Em setembro, a cidade de Hernandarias, na mesma região, em um marcha LGBT organizada pelos mesmos ativistas, foi impedida de sair por conta de grupos intolerantes que atiravam ovos e pedras nos manifestantes.

Lideranças da manifestação LGBT em Hernandarias e Ciudad del Este

29-10-2019 às 19:24 Everton
Gays precisam aprender autodefesa, já não vivemos tempos de paz, chega de revidar com empurrãozinho, xingamentos. Estamos na guerra, e guerra é sinônimo de morte. Vejam que essas vagabundas ( mulheres) são as que mais incentivam o ódio contra nós.