por Redação MundoMais
Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
O Dia da Consciência Negra é comemorado na data da morte de Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro. Ele foi o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares. A data foi incluída no calendário escolar nacional em 2003 e em 2011 a Lei 12.519 instituiu oficialmente a data como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Mas o que há para ser celebrado neste 20 de Novembro em um país que tem a maior parte de sua população negra e que, ao mesmo tempo, promove, desde o período de colonização e escravidão até os dias de hoje, o genocídio deste grupo étnico?
Um estudo exclusivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para o Alma Preta mostra que 61% das vítimas de feminicídio, homicídio motivado pelo fato de a vítima ser mulher, no país são negras. A população negra tem 2,7 mais chances de ser vítima de assassinato do que os brancos, revela outra pesquisa, essa do IBGE, parte do informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil.
Mais que uma data de celebração, o Dia da Consciência Negra é a atual lembrança do assassinato de um homem negro: Zumbi dos Palmares, líder quilombola e símbolo nacional da luta pela liberdade do povo negro.
O quanto avançamos na conquista por igualdade racial nos mais de três séculos que sucederam a morte deste guerreiro? Por que os negros ainda são maioria em praticamente todas as estatísticas negativas do país? Faça um exercício: há quanto tempo você não lê algo positivo sobre a comunidade negra brasileira?
Além de Zumbi, são inúmeros os líderes e personalidades que construíram não apenas a luta por direitos civis desta comunidade, mas a história do Brasil. Seja no campo intelectual, na moda, no esporte, nas artes.
Consciência Negra é também reconhecer que o povo negro não apenas resiste, mas existe brilhantemente em nossa sociedade e exige respeito.