por Redação MundoMais
Terça-feira, 24 de Dezembro de 2019
Daniela Mercury publicou imagem em que ironiza a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre "cara de homossexual terrível".
Pessoas LGBTs, ativistas e celebridades reagiram nas redes sociais à fala do presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (20) que, visivelmente irritado com questionamentos da imprensa, afirmou após pergunta de um repórter do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que ele “tem uma cara de homossexual terrível” e que “nem por isso eu te acuso de ser homossexual”.
A declaração, considerada discriminatória, causou a mobilização no Twitter e no Instagram. Neste fim de semana, entre sábado (21) e domingo (22), usuários, ativistas e celebridades publicaram selfies nas redes sociais para mostrar qual é a “cara de homossexual terrível” a qual Bolsonaro se referiu anteriormente.
Entre as celebridades que se posicionaram, está a cantora Daniela Mercury. Crítica de Bolsonaro e casada com a produtora Malu Verçosa, ela publicou uma foto em seu Instagram em que aparece sorrindo e feliz. Na legenda, escreveu: “cara de homossexual terrível” ao lado de um emoji de arco-íris.
Até o momento, a imagem conta com quase 12 mil curtidas. Nos comentários, outros artistas e fãs elogiaram a atitude de Daniela. O cantor Flávio Venturini elogiou a beleza dela, enquanto o influenciador digital Gominho, e a também cantora Oxa, a chamaram de “rainha”.
Malu Verçosa, que é jornalista por formação, também postou sobre. Em seu Instagram, publicou uma foto ao lado da esposa e perguntou: “Mãe, temos cara de homossexuais terríveis?” junto das hashtags, ”#comosedizembombaianês #vaicatarcoquinho #jornalistas #univos”.
O deputado distrital Fábio Félix, que é presidente do PSol-DF, publicou uma foto em que aparece segurando uma placa que diz “LGBTfobia é crime, sim”. E escreveu que “não vai descansar enquanto não derrotar esse presidente LGBTfóbico.”
“Não adianta atacar a nossa existência para tentar abafar as acusações de que Flávio Bolsonaro pode ser o chefe de uma organização criminosa”, completou.
De acordo com o presidente, se ele não estiver com “a cabeça no lugar”, ele “alopra”.
Na quarta, Bolsonaro evitou os jornalistas. Na quinta-feira, ao ser perguntado sobre o caso, disse que falaria sobre os seus problemas, mas que, “dos outros”, não tinha nada a ver com isso.
Neste sábado (21), Bolsonaro disse que “errou” e mandou “um beijo” para o repórter que disse ter “uma cara de homossexual terrível”.
“Para quem que eu falei que era terrivelmente homossexual? Não está aqui hoje? Manda um beijo para ele. É igual futebol: ali na frente, de vez em quando, você manda seu colega para a ponta da praia [expressão usada para se referir à base da Marinha, local que teria sido usado para tortura na ditadura militar]. Depois vai tomar uma tubaína com ele”, declarou o presidente durante café da manhã com os jornalistas.
Na reunião com a imprensa, o presidente também reclamou da exposição de sua família e chamou de “estardalhaço enorme” as informações divulgadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em relação à esquema de lavagem de dinheiro que envolveria Flávio Bolsonaro.
De acordo com o presidente, se ele não estiver com “a cabeça no lugar”, ele “alopra”.