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Contra homofobia, clubes brasileiros passam a promover camisa 24

No Brasil, número é associado à homossexualidade de maneira preconceituosa por representar o veado no jogo do bicho.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2020

Grandes clubes do futebol brasileiro aderiram a uma campanha contra homofobia. Na terça-feira (28), o jogador Flávio, 23, da Bahia, entrou em campo pela Copa do Nordeste com a camisa tricolor e o número 24 nas costas.

A ação coincidiu também com a morte de Kobe Bryant e homenagens ao astro do basquete usando a camisa 24 que ele eternizou. Depois a revista Corner, publicação sobre futebol, criou a campanha "Pede a 24", para incentivar jogadores a usarem a camisa.

O principal difusor da campanha é o jornalista Mauro Beting. "24 não é só um número qualquer. Ele carrega as digitais criminosas do preconceito. Não mais! São dois dígitos que contam para quem precisa virar esse jogo", diz o texto assinado por Beting.

Antes da partida contra o Resende, o atacante do Flamengo Gabriel Barbosa, o Gabigol, publicou um "24" nas suas redes sociais, acompanhado de hashtags contra a homofobia e em homenagem a Kobe Bryant. O flamenguista deve usar o mesmo número no sábado (8), contra o Madureira.

O Santos também fez questão de anunciar que o atacante Tailson vestiria a 24 no clássico contra o Corinthians, no domingo (2). "O Peixe joga como #NúmeroDoRespeito!", publicou o clube. O atleta ficou no banco de reservas.

O Fluminense, que nesta terça-feira (4) enfrentou o Unión La Calera (CHI) pela Copa Sul-Americana, divulgou que o meia Nenê seria o camisa 24 durante a competição.

De acordo com levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo na semana passada, o número 24 é encontrado quatro vezes mais em ligas estrangeiras em comparação com o futebol brasileiro.

As camisas 24 no Campeonato Brasileiro representou 0,5% do volume total nos últimos cinco anos, média é de 2,5% quando considerados torneios nacionais na Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal), Ásia (Japão, Coreia do Sul e China) e Argentina.

06-02-2020 às 21:58 Marcus
Apenas recebendo o que é por direito: dignidade!
06-02-2020 às 01:57 Dede
É muito bonito ver essa iniciativa em meio a um esporte que sempre foi tão machista e homofóbico. Parabéns aos envolvidos!
05-02-2020 às 22:37 paulinhatrava
amei parabens aos times que tomaram esse inicitiava !