Premiê húngaro convoca referendo sobre lei que afeta comunidade LGBT+

União Europeia considera o texto discriminatório e abriu processo de infração contra a Hungria.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 21 de Julho de 2021

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, anunciou nesta quarta-feira (21) que o país organizará um referendo para avaliar o apoio interno à polêmica lei que afeta a comunidade LGBT+, depois que a Comissão Europeia abriu um processo por infração contra Budapeste.

“Bruxelas claramente atacou a Hungria nas últimas semanas sobre a lei” que proíbe a “promoção” da homossexualidade entre os menores, afirmou o primeiro-ministro em um vídeo divulgado em sua página no Facebook.

No vídeo, ele apresenta cinco perguntas, como, por exemplo, se os húngaros aceitam que a escola “fale de sexualidade com seus filhos sem o seu consentimento”, se apoiam “a promoção dos tratamentos de mudança de sexo para os menores”, ou a “apresentação sem restrições para os menores de conteúdo na mídia de caráter sexual que afete seu desenvolvimento”.

Sem estabelecer uma data para a consulta, Orban já pediu aos húngaros que respondam “não” a todas as perguntas. Segundo ele, são exigências que a União Europeia deseja impor à Hungria.

UE e Hungria estão um um cabo de guerra jurídico sobre uma lei de proteção de menores, adotada em 15 de junho, que proíbe mencionar homossexualidade e mudança de sexo para menores.

O Executivo europeu considera a lei discriminatória contra pessoas LGTB+ e abriu um processo de infração contra a Hungria. O caso poderá seguir para o Tribunal de Justiça da UE e, posteriormente, resultar na adoção de sanções financeiras.

Desde o retorno de Orban ao poder em 2010, o TJUE e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenam a Hungria, reiteradamente, por suas reformas judiciais, ou relativas aos meios de comunicação, refugiados, ONGs, universidades e minorias.

O prefeito de Budapeste, o ecologista Gergely Karacsony, reagiu ao anúncio do referendo e afirmou que é uma estratégia para desviar a atenção dos húngaros de outros temas.

"Organizo meu próprio referendo para perguntar aos húngaros o que pensam da gestão da pandemia de coronavírus, da instalação de uma universidade chinesa na capital e da venda das estradas", ironizou no Facebook.

Comentários (3)

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  • em 22-07-2021 às 11:46 Felipe
    Viktor Orban está certíssimo. Sexualidade não é tema que deva ser confiado a professores e militantes gayzistas ideológicos raivosos. Aqui, como lá, à escola cabe ensinar temas adstritos ao conhecimento. Cada grupo familiar decide, por si, como deseja, e se deseja, abordar assuntos sexuais com seus próprios filhos. A esquerda precisa aprender - a esquerda que já matou tanta gente na Hungria, incluindo homossexuais - que essa guerra ela vai perder. Já perdeu. Ninguém mais tolera, e sobretudo um país que sofreu tanto com as ideias comunistas herdadas aqui pelo PSOL, a agenda raivosa e identitária.
  • em 21-07-2021 às 12:47 Lipe
    Ele está a cara do Presidente Jair Bolsonaro na foto.
  • em 21-07-2021 às 10:37 Caio Punhetero 19
    Xiiiiiiiiiiii.....Mais uma treta......kkkkkkkk.